A morte está sempre à espreita.
O amor rejeita viver sem paixão.
A paixão liberta o desejo sedutor.
O respeito gosta de ser conquistado.
O vento leva para longe a dor do pensamento.
A chuva lava as lágrimas deixadas de dor.
A tempestade deixa marcas de sofrimento...
A mente absorve o mundo na sua beleza.
Os livros nos dão a liberdade de sonhar e viver
As mãos escrevem a dor do corpo e da alma!
Queria amar-te como um poema
Escrito na pele que cobre a alma
Os teus quentes braços...
Braços que cobrem a minha nudez
Feitos de desejos e ternura..
Como um clímax da minha loucura..
Tatuagem feita no corpo e na alma..!!
Os anjos são únicos..
São lindos…
Brincalhões…
Sonhadores…
Mágicos…
Brilhantes…
Protetores…
Amigos…
Sinceros…
Verdadeiros…
Cúmplices…
São do meu coração.!!
Queria escrever um poema de amor...
Solidão, saudade escrita nas estrelas.
Como a luz que nasce de madrugada
Onde desejo que o tempo seja eterno
Perfumado como o vermelho das rosas...
Chove e fica o doce aroma a terra molhada.
Que me fizesse e esquecesse da dor,
Das ilusões que a vida dá...
Do abismo e da sombra da morte.!!
Gosto de sentir o vento a passar…
Da chuva a cair…do tempo a ir e a vir
Viver as sensações e os momentos
Do encantamento como um sonho.
Cheio de presenças com emoções…
Da realidade cheia de incertezas...
Do fascínio que a vida ensina,vivo hoje.
Agora…cada momento com toda a intensidade.!!
As nuvens estão negras e cobrem o céu...
Assim esta frio o meu coração....
Feito de luar nesta noite calma
Vestido de vida, despida de memórias
Manso suave das águas do rio...
Mãos vazias, cheias de nada...
Casas velhas, desabitadas......
Perdidas , esquecidas...
Medos, segredos...das chaves feridas
As nuvens estão negras e cobrem o céu.....
nasce o sol vestido de luz feita de madrugada..!!
Rua deserta...
Beco quieto...
Linha vazia..
Calçada a portuguesa
Chuva de lágrimas..
Jardim inacabado...
Candeeiro sem luz..
Altar sem cruz
Igreja sem sino..
Pessoas sem destino..
Futuro sem esperança...
Janelas partidas...
Viver sem lembrança.
Olhar perdido...
Adeus mudo..
Vento forte...
Tempo esquecido...
Despedida cruel..!!.
No jardim da nossa casa...
Ouve-se o riso das flores
As borboletas saltitam e dançam
Amanhece a chover, uma chuva miudinha...
O solo inundado será o ventre
Das camélias e dos lírios
O orvalho serão as gotas de esperanças.!!!
A chuva cai com força na lama...
Lágrimas de sangue, dor...
De todos aqueles que perderam a vida..
Por uma causa, por um ideal...
Luta desigual entre o aço e a carne...
Entre a pátria, família, liberdade...
Rasgada por dentro, carne sofrida..
Sofrimento atroz, dor que arde...
No fogo do inferno, sofrida depois da ida....
Guardada depois da vida....dos mártires..
Da guerra feita do aço e da carne podre....
Sem alma, sem coração, sem honra, sem humildade..
Homens sem esperança perdidos, esquecidos, com fome.
Com frio, lágrimas de sangue que correm nas veias.
Sem medo, sem nada, esperam a paz dada pelo aço.!!!
Passeia-nos....
pelas noites azuis do verão
Iremos por atalhos sob a lua e as estrelas..
Pelos campos de trigo ou centeio....
Sentiremos nos pés o frescor e deixarei-nos ..
o vento levar-nos
Não pensaremos ou falaremos ...
Mas na nossa alma sentiremos um amor soberano
Pela mãe natureza e felizes...
por estarmos juntos meu amor.!!
É de madrugada quente de verão...
Dorme a cidade, a vila, a aldeia
Dormem os lobos e o homem
Dormem as flores do meu jardim
Dormem as aves em cima da arvores
Dormem os peixes no fundo do mar
Dorme a minha alma cansada de dor
Dorme o meu coração protegido e quieto.!!
A caneta do tinteiro que deixaste à cabeceira.
Queria escrever para mim em forma de sonho...
Perfumado encantado, ela escrevia...
Deixado-se cair na cama de cansaço...
As páginas estão em branco....
O nosso amor é assim,
Desses que ficam grisalhos,
De histórias divididas e afetos desmedidos.
O amor aprende-se com o tempo...
No limite das renúncias e...no abandono das horas...
Um pouco de rotina e o charme do tempo.
Gosto das marcas, dos vincos da pele....rugas..
As páginas estão escritas....já não estão em branco..
A caneta do tinteiro que deixaste à cabeceira...
Escreve a vida vivida, sem ser esquecida por nós.!!!
Hoje eu quero mesmo existir.
Quero viver e não... só existir
Ficar assim como estou, de molho na cama,
Ter um dia suave, calmo, ler o meu livro.
Para tentar amenizar a ignorância do ser humano..
ao qual eu pertenço....
tomar um bom banho quente..
e ficar debaixo dos edredons,
ficar em paz,
não me preocupar, com nada
Desligar o telefone...o computador..
Por hoje é suficiente para mim.
Tirei um dia para fazer uma faxina interna..!!
Triste soneto à morte prematura.
Dirás que a vida cansa em amargura.
No coração digo antes...
Ferida rasgada de uma navalha.
Vai a vida, tão mal gasta.....
Quando eu morrer, eu sei...
Tu escreverás.....
Consciência que nos retalha.
Triste soneto de uma morte prematura...
O desejar, o querer, o não bastar....
Dirás que a vida cansa em amargura..
E, enganado procuras a razão.
Pálido e frio, tu me cantarás.
Que o acaso de sermos,justifique..
Nas quadras, refletido se lerá
De como, vã e breve, a vida expira.
E como em terra funda, dura e fria.
A vida, má ou boa, acabará...
Eis o que dói, talvez no coração.
Que a morte é um mistério...
Onde tudo é fugaz...
Contente por tê-lo escrito bem....
Um triste soneto à morte prematura..!!!
Para saborearmos a morte...
Temos de ver o que a vida tem para nos dar.....
De todos os momentos que passados juntos,
Feitos de amor, sentimentos e paixão..
O desejo que temos dos momentos de gemidos....
Surdos feitos no silencio debaixo dos lençóis...
São os melhores e nem sequer há palavras.... .
No espaço onde tudo se ergue....
Os gemidos por debaixo dos nossos corpos....
Segredo que para mim que guardadas apenas....
Nos teus olhos e nos meus...
Ficamos abraçados numa dança...
Tango ou valsa corpo a corpo...
Nem sei se é animal se é humano...
Ouve-se a música a gritar de gemido...
És o lobo que devora-me a carne loucamente....
Sem saber que o céu, a lua, as estrelas existe...!!!
Meu amor...
Se eu pudesse abraçar-te agora....
Para nunca mais ver-te partir....
Reviver os momentos de sonho...
Os dias de paixão e desejo..
Das palavras loucas vindas do coração....
Se eu pudesse parar o tempo..
As horas, para amar-te mais....
Doce loucura sentida na alma...
Morrer nos teus braços fortes e belos...
Partir num barco a remos no deserto...
E perdemo-nos no oceano dos nossos desejos..!!!
Eu levanto....
Os braços e espero o vento...
Diante desse mar desconhecido....
Que amo e atrai-me intensamente....
Chama-me a banhar-me e a mergulhar..
Ergo os meus pés da areia quente...
E faço ecoar meus desejos mais escondidos...
Mais humanos e mais divinos.....
O vento sacode os meus cabelos...
Tudo o que eu mais quero agora..
É que Deus beije a minha face, em forma de brisa...
Que leve-me para um lugar em forma de amor..!!!!
Noite de orvalho que cai no meu jardim
das flores perfumadas que eu cheirei ....
os teus lábios húmidos pelos beijos que já te dei.
Noite de devaneios de suspiros e desejos
perfeição de um amor em momentos só nossos
de dois corpos entrelaçados.
Um amor, entre beijos e desejos falados
carícias e afagos dos nossos corpos molhados.
Era noite de inverno a lua espreita pela janela
naquele momento era só nosso e tão especial.
Os nossos corpos marcados de amor e desejo
cansados descansam nesta manha repleta de orvalho.!!!
Palavras ditas ao vento....
escritas na alma, no corpo..
páginas deitadas na areia da praia
chuva de lágrimas em forma de lírios...
perdidos no meio da tempestade.....
orvalho de gotas soltas, esquecidas...
palavras escritas, ditas, perdidas..
páginas em branco, sem serem lidas..
sem sentimentos, sem dor ou lamento...
pranto do corpo ferido, angustiado e sofrido..
podre imundo, profundo, imperfeito e negro...!!!
As lágrimas quando caem...
Perdem a transparência.....
Revelam segredos afundados na alma.
Eu chorei ontem e talvez chore amanhã....
Tu pedes-me para sorrir durante o meu silêncio.....
Quando os nossos corpos tocam-se...
As lágrimas estremecem.....
Sussurramos ao ouvido as juras de amor.
Encontramo-nos nos lábios que se beijam.
Misturam odores de pétalas de rosas roubadas...
Desenterram as asas fugidas das aves livres e soltas.....
As lágrimas perdidas falam por si....
Falam de amor, dor ou saudade.!!!
Anoitece na minha alma
O meu corpo tem sede..
chama pela tua companhia amor...
na solidão desta noite de inverno.
Quero sentir o calor dos teus lábios
despertas em mim desejos loucos
de amar-te ....num amor desmedido
ter-te nos meus braços, doida de querer-te tanto!
Queria que teu corpo fosse minha guarida
deixa-me ficar escondida em ti amor...
desfolhando-te em beijos ....
embriagando-me em delírios apaixonados
enlouquecer a alma perdida e amar-te até morrer.!!