Não importa ser lembrada ou esquecida.....
Porque afinal.....a morte não existe....
Talvez eu seja eterna como os Deuses....
Senti as tuas mãos vazias....
Frias, macias num cumprimento....
Eram as mesmas mãos que eu já conhecia....
Vi a tua boca.....num sorriso estampado na face.....
Onde o sorriso de outrora estava esculpido de granito.....
Era e é um anjo doce...perdido.....
Esquecido.....num jardim...de camélias...
Os gestos e o eco de tua voz....que voz é essa.....
Dos recantos da minha memória.....
Onde vasculho em vão.......das saudades que sinto.....
Fazem parte da nossa história....
Estou feliz.....sou feliz...
Porque sou livre......sem amarras...sem correntes....
Tendo como por cenário as estrelas.....do infinito.....
Vou cavalgar pelo céu..... e dormir nas tuas nuvens....
E descobrir que a minha vida...... só a mim....
A mim pertence...
Não importa ser lembrada ou esquecida.!
O vinho dos mortos....
Bebamos o vinho dos Mortos...
Em homenagem a todos nós os vivos...
Com as saudades que ficaram....
Nas nossas curtas....ou longas lembranças.....
Memórias nunca esquecidas...ou perdidas....
Não choreis os que já partiram......os mortos....
Os mortos já esquecidos......
Na escuridão das suas sepulturas ou jazigos....
Onde cresce à solta......
As ervas daninhas...relva.. e silvas....
Sobre os corpos adormecidos que agonizam de dor...
Que precisam de procurar a paz.......
A paz para encontrar....caminho...caminho....
Dos mortos perdidos......esquecidos....
Almas sofridas......doridas....
Perdidas na funda escuridão......
E quando o sol....dos tristes esquecer os vencidos...
Reze e medite orações......
Calmas.....puras.....e profundas.....
Para todos aqueles que vivem.......
Mudos e esquecidos...
No final bebei o vinho dos mortos ....
Em memória de todos aqueles que já partiram ........
Para uma nova jornada.......os mortos...ou os vivos.!!
O desejo cresce inseguramente....
Na confusão da carne.....
Sem palavras.....sem gestos..
Com gosto a sangue e a carne
Na sombra e na calada da noite...
Cresce o crepúsculo de um espelho...
Na janela do quarto...voa uma cortina de seda....
Quando a noite destaca-se.....sente-se
A carne que tem o travo da saliva...
Saliva sabe a carne....desejada.....
Não existe o mundo lá fora......
Só os nossos corpos....
Genuínos e inalteráveis.....
Os gemidos de paixão e amor....
Que corre como aguas para os rios......
Paz exterior das folhas....
Que dormem no silêncio na hora da posse...
Quando a força de vontade ressuscita....
Dentro de nossas almas......ilumina-se..
Com a luz da palavra despedida....
Cresce tomando tudo no teu regaço.....
Deitados nas noites, à luz das trevas..!!
Dentro de um corpo.......
Um punhal....
Aspecto negro.....
De punhos na garganta...
Floresta de tontas palavras.......
Obsessiva descoberta...
Gente de saliva salgada....
Serpente falsa e altiva....
Mentira poética feita em brincadeira..
Bebendo o vinho para não vomitar fogo.....
Ruas cinzentas...caminhos transparentes...
São podres de palavras....
Onde a minha alma confia...
Pode-se parir um pensamento.....
Enterrando o punhal.....
Acabemos com este poema ilusionista....
Onde já chamaram de mentiroso......
Violento...... e até alquimista....
Dentro de um corpo.......
Uma floresta de tontas palavras.......
Obsessiva descoberta.......
De saliva salgada....
Nunca os gestos....
Serão feitos de falsas mentiras....
Donde a minha alma confia...
Em palavras podres....
Para parir um pensamento......
Enterraram num pinhal......
Com o punhal acabemos...
Este poema ilusionista......
Mentiroso......violento....
Sádico e até alquimista....
Bebendo o vinho para não vomitar fogo.....!!
O dia está triste......
As lágrimas escorrem......
Pelos vidros da janela.......
E limpa a minha alma.....
A noite chora.......
E brilha escura sem luar.....
Mergulho nas lembranças...
Sentindo o seu perfume......
Voltando aos tempos de criança.
Posso correr.....dançar.....
Subir aos montes....
Sentir-me livre......
Mergulhar nas águas do rio....
Sentir uma voz distinta.....
Que vem ao meu encontro.
Tão suave e cristalina.
Canta melodias....
Fala de amores...
Perdidos no passado das lembranças....
De riso e pranto......
Das flores colhidas....
À beira das estradas.....
Dos caminhos....
Amar em ser criança....ser mulher...!!!!
Poemas de letras....
palavras escritas no tempo....
Ser poeta é escrever letras....
Soltas ao vento....
Acompanhadas de amor…
Vivas de paixão,
Revestidas de emoção,
Letras em contraste feitas de cor…
Ver as papoilas dos campos a florir....
Os pássaros voam para dar carinho…
Sentir a brisa…tempestade de um oceano...
Ao coração ...a alma de quem precisa…!!
Espero por ti meu amor.....
Nos braços vazios de nós...
Soluços onde desprendem-se ...
Nos voos onde anoiteço...
Os minutos calam as demoras...
Consomem a chama do amor...
Ausência....sombra escura...
Tolhe os meus passos...
Espectro que grita....
Corpo sem morada...
Renúncia das noites vazias...
Delírios tecidos de gestos ausentes.
Vestida de pétalas de rosas vermelhas....
Silêncio da tua ausência...
Que vestiram o meu corpo..
Sonhos que nasceram de mãos vazias...
Palavras que se perderam ....
Nas esquinas do tempo..
Num sonho por acontecer...
Repousar o meu cansaço..
Imensidão da noite...nos medos
Na solidão presa nos gestos.
Perdida nos braços do vento...
Caminho nas brumas de uma manhã cinzenta.!!
Sinto um perfume que é só meu...
Não me deixes....alma louca...
Amarga e triste esta a noite...
Escura como um véu de uma viúva...
Sina lida na palma da mão...
De um amor que se perdeu.....
Na madrugada.....
Quando a dor adormeceu...
Fui amada e tão desejada...
Que a noite....desapareceu...
Na forma de um sorriso........
O paraíso e a ternura, renasceram...
Sinto um perfume que é só teu, num paraíso só meu.!!!...
Como posso não afligir-me....
Com as pétalas que voam........
Para longe...longe do meu coração...
Somos como as rosas que morrem....
Que ficam em cinzas franzidas......
Intactas pelo nosso jardim....
Mortas...secas ...sem vida...
Sem lembranças...sem esperança....
Ficamos sem cabeça.....
Sem mente sã.....sem inspiração...
Para andar para a frente.....
Sem palavras...sem pensamentos...
Cansada..... e farta de horários
Saturada desta prisão...
Que me prende os sentidos...
Com amarras de ferro....
Onde deixo o aroma dos meus espinhos...
Espinhos que rasgam a carne....
Ao longe.....o vento fala de mim....
Que toda a minha criação
Por favor volta esperança...volta....
Que eu... preciso muito de ti..!!
Sinto-me tão só...
Tenho um vazio....
Que corroí-me o corpo.....
Cada gesto.....
cada palavra....
Caí em silêncio na minha alma...
Numa dor.....
Que corroí e mata...
Trespassa-me a alma...
Num silêncio agudo....
Onde eu escondo-me.....
Para o resto do mundo..
Estou e sinto-me só..!!
Eu sei, sou uma mulher ....
Talvez antiquada.....
Gosto de amar e ser amada
Especialmente de ser cortejada
Não gosto da vulgaridade
Mas da sensualidade natural
Sinceridade num olhar
Sem covardia ...
Ouço passos na rua.....
calçada da minha ilusão....
Orquestra num concerto em cima de uma nuvem ....
Brincam com os passos nos cenários...
Estrelas dançarinas que namoram na lua.....
Os corpos que vestem-se de noite......
A brincar de sonhos.....
Melodia suave da nossa emoção...
Eu sei sou uma mulher ...uma mãe....
Que gosta da sinceridade de um olhar...
Talvez eu seja antiquada.....talvez..!!!
Perder o sono em noites sem fim....
Onde está este amor.... que nem sei o nome...
Que mexe com minha alma .....esta vontade de amar!
Viver à luz das velas na penumbra da espera...
Saudade sentida....lembranças de pranto....
Dentro de nós como um rio de lágrimas a chorar...
Mais forte que a morte, à espera de uma saída...
Com teu sorriso muitas vezes sonhei e desejei....
Fantasias alucinadas das noites de amor,
Vivi num passado um presente nos teu braços..
Não foram só sonhos...nem loucuras...foi verdadeiro.!!!
Às vezes dou por mim a ver um vazio....
Um vazio de nada, sem futuro ou passado....
Vazio...talvez perdido ou esquecido...
Esquecido no tempo do vazio..
O tempo chora...ao vento...
Lágrimas de chuva.....secas...contidas!
O vento fez da tempestade um tempo...
Às vezes dou por mim a olhar para o vazio......
Cega, surda, sem futuro ou passado.....
Das gotas da chuva desta minha tempestade..!!!
Colha as rosas do seu jardim...mágico
Poemas da alma..sem espinhos...
Colha as flores e plante amores....
É preciso muita coragem e humildade..
Muita força de vontade...
Para abandonarmos as coisas que nos são supérfluas...
Apegamo-nos demais a coisas.
Abandone tudo aquilo que não faz sentido,
e que nos faz mal.... amizades e hábitos.
Mantenha somente as rosas do jardim mágico ...
o necessário para alimentar a sua alma, alegria e amor.!!!
Já tive febre ....de amor
Que arderam de todas as cores
Rasguei o meu xaile de seda...
Senti o coração em flor...
A saudade tem um rosto.....um nome..
Um cheiro.....um gosto....
O cuidado das palavras....
Da ausência que incomoda....
E da vontade que não passa.!!
Recolho os pedaços de mim...
Que larguei ao vento....
Na tempestade da minha dor...
Sobressaltadas pelos sentimentos....
Rasgou tudo e todos neste meu caminho....
De pedras soltas em pedaços...
As noites gritam comigo frenéticas e cruéis....
Nas ruas desertas da minha memória...
Dormem os meus pensamentos como sinos....
Que tocam palavras perfumadas descritas modificadas...
Recolho os pedaços largados ao vento...
Pedaços de papel...escrito em poemas!!
Sobre a minha cama estão....
Alguns livros de poesia
Abri um livro qualquer....
Mas desta vez não o li....
Senti alguns vazios e ...
Esqueci-me da voz do silêncio.....
Sou uma mulher madura ...
Que aceita as rugas e os cabelos brancos.....
Afinal daqui a pouco....
Estarei com 48 anos, e logo 50.....
Se hoje eu gosto de dançar na rua ...
Se brinco com os meus sentimentos...
Afago as palavras que me protegem.....
E também as que me ferem, vá lá !
Afinal de contas vale tudo....
Para ser feliz e depois vou fazer 48 anos
Sinto-me de maneira plena....completa..
Marido e filhos a quem amo loucamente...
Sendo assim, nunca estou sozinha.
E sou feita de uma multidão que......
Costuma negar : a solidão ou a felicidade...
Abri um livro qualquer, mas desta vez li-o ...
Interrompeu o meu sonho...pedindo mais um poema...!!!
Hoje só quero um lugar para descansar.....
Para sarar as feridas, da alma, do corpo....
Longe da tristeza e da solidão .....
Carrego a espada e escudo em silencio
Queria que um anjo...um anjo me levantasse...
Para sentir o mundo com o coração
Entreguei a minha alma, o meu corpo....
Numa cruzada , para ganhar .
Lutei , sonhei , amei com toda paixão
Mas a solidão cerca-me e envolve-me
Eu nunca a desejei, e ela consome-me
Hoje só quero um lugar para descansar.....
Para sarar as feridas, da alma, do corpo....
Longe da tristeza e da solidão!!!
Sou um anjo decadente ..
Vivo ao relento, um fantasma...
Uma sombra que resiste ao tempo
O piano e o violino embalam ..
As minhas tristes agonias...
Esplêndidos amores, frios jazigos..
Carrego a minha solidão
Alimentando os corvos e os lobos..
Velas e rosas para sonhar contigo.
Nas minhas façanhas, vejo anjos a chorar
Lágrimas caem na terra húmida e fria,
Sobre as rosas mortas, num caminho sem voltas.
Noite sombria, suave melancolia.
Cobrem as minhas asas e o meu corpo ferido
Meu anjo querido, meu anjo caído....
Feitos de fantasia que conhecem a magia.!!!
Mais uma lágrima que cai no chão
Grito rouco do eco que não sai
Uma ilusão sentida e desamparada
Dor e ferida que nunca mais sara...
Destroçada....enganada.....perdida
Alma deserta que coração aperta...
No túnel perdi a ilusão da minha emoção
Lobo à espreita...deu-se como satisfeito
Ao engolir meu coração...rasgado em pedaços..
Banhado no sangue da nossa desilusão ..!!!
O silêncio é imenso, onde cabem e ressoam
Todas as palavras, redondas e macias
Palavras que iluminam a boca de amor e doçura,
Outras com espinhos, dentro do silêncio..
São palavras iluminadas....
No final...arrumo nas minhas estantes,
As minhas cartas antigas,
Roídas pelo tempo, arrumo com a lua e vento...
Para enfrentar o sol e a tempestade, com uma bússola
Um desejo sobressaltado de um coração em sobressalto
Onde o silêncio é imenso, onde cabem e ressoam..
As palavras escritas no papel da mente atiradas ao vento.!!!
Somos feitos de barro, argila
carne sofrida, podre no tempo
podre de espírito, no corpo e alma
lapidamos as memórias guardadas
Gritamos ao ser da nossa própria dor
seres mutilados deixados ao abandono....
inconscientes animais ou não
na luta de tudo, que não queremos ou queremos...
só porque alguém tem e nós não temos.
Gemidos soltos, deixados no deserto
onde o lobo bebe a água....
da nascente pura límpida e fresca,
o homem não reconhece.....a mãe natureza
carne podre lapidada, sete palmos de barro ou terra..!!
A magia chegou esta noite ao circo
Despertado pelas estrelas onde tudo é mágico
Logo um lenço vira um laço, na cartola está o coelho
O circo todo fica em magia, o palhaço chora..
Águas claras que contam segredos
Enquanto correm ligeiras.....
Percorrem no silêncio como um deserto,
Espinha dorsal feita de murmúrios,
Vertigens, caravanas, numa noite escura
Anda uma fábrica de sonhos ambulante perdida...
Com a magia solta escondida de todos aqueles ..
Que fazem rir os outros.... o circo e a sua magia..!!!