Eu adorava sentir o vento e olhar as árvores.
Nunca soube ao certo se o vento brincava com as árvores ou se as árvores dançavam com o vento!
As vezes tinha a impressão que o vento fazia cócegas nas árvores.
E quando me via passar, ele corria para bagunçar meu cabelo. Dai, ele me irritava e ia embora, mas sempre voltava e se desculpava com um acariciar leve em meu rosto[...]
-Contos de um Pequeno Príncipe
Como sempre foi notável o meu contentamento ao ouvir aquela voz e reconhecer quem chamava por mim naquela noite modorrenta de quinta-feira. Enfim nos reencontramos apos meses sem contato algum. Passamos horas a fio falando do quanto um fez falta ao outro, do quanto a distancia fez sangrar os nossos dias. Nos olhamos, falamos, abraçamos, comemos e principalmente rimos. Rimos de nos, do nosso passado e como sempre desenhamos o nosso futuro, e rimos mais ainda por saber que passaremos mais algum tempo sem nos ver e quando isso acontecer novamente nada estará do jeito que agente desenhou. Nos crescemos juntos. Muita coisa mudou menos essa nossa velha mania de tentar prever nosso futuro de um jeito tao lindo, tao brilhante e tao estupidamente improvável. Um fim de tarde que se misturou com o começo da noite, estávamos sentados naquele degrau com a noite e o tempo passando tao rápido que não nos demos conta de que a hora da despedida havia passado. Enfim... nos despedimos com um beijo, um abraço bem demorado e apertado, e aquele nosso juramento em sussurro no pé do ouvido "Haja o que houver sempre estarei ao seu lado"
Aprendi da pior forma a diferença entre fugir e se libertar.
Enquanto eu não esquecer da curvinha dos cantos dos seus lábios quando sorrir - Até poderei fugir desse sorriso. Mas nunca me libertarei dessa vontade incontrolável de beijar você.
Enquanto eu não conseguir esquecer de como você fica bem de terno jamais conseguirei parar de te imaginar dizendo "SIM" do meu lado no altar.
Enquanto eu não esquecer da cor dos seus olhos não perderei a mania de me deitar na grama só para me sentir mergulhar mais uma vez nos seu olhar. Ou só pra me manter- em pensamento. sob a mira dos seus olhos.
Enquanto eu não esquecer dos seus versos nunca conseguirei parar de escrever na esperança de que você leia e venha me fazer parar de fugir e me libertar de todo esse desamor.
"Isabel... Isabel..."
Era bem assim no começo, meio e fim.
Haviam palavras como mel e fel para rimar
E alguns elogios pra me bajular
Havia doçura e amor
No lugar vazio e dor
Era um versinho para mim
Rabiscado em uma folha de papel
E nele dizia assim
"Meu coração sempre dirá Isabel... Isabel..."
Quero deitar em teu seio
Percorrer tuas curvas
Me fazer intima de tuas esquinas
Conhecer teus sabores...
...teus cheiros.
Provar de tudo que so vivi em pensamento.
Passear por ti...
Navegar em ti...
Dança comigo Roma?