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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

PRECISO SEPARAR-ME DOS SONHOS Preciso, tenho de separar-me dos sonhos Vaguear por as sombras que me afagam
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PRECISO SEPARAR-ME DOS SONHOS Preciso, tenho de separar-me dos sonhos Vaguear por as sombras que me afagam Na panaceia que me acena de tanta dor Preciso separar-me de mim no meu olhar Num corpo que acolha-me sem me perder Nas nostálgicas colheres de açúcar que me dás E aos poucos teres a capacidade de embalares A alma para um longo abraço contra o meu peito Mas só vejo e sinto um tempo que se torna frio Nos versos escritos nos cubos de gelo no copo A dor é calculista, ela instiga-me, repulsa-me tanto Preciso flutuar sem sobressalto no soalho da madeira Da velha mansão abandonada que eu já tanto amei Mas o brilho da escuridão cega-me e alucina-me A mente, o corpo onde perco todas as minhas forças Que levam-me a caminhar a travar uma dura batalha Contra esta agonia que é um fragmento da perfeição Tenho, preciso separar-me para encontrar os meus sonhos.

"AMO-TE " ÉS MEU SÓ MEU Amo-te com a fome sentida Pelos lobos na serra
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"AMO-TE " ÉS MEU SÓ MEU Amo-te com a fome sentida Pelos lobos na serra Acordo a olhar para ti És sem dúvida, especial Foste e és um belo homem, viril Deus abençoou-te meu amor Observo-te sem que dês por ela Gosto do que vejo, sempre gostei Ao fim destes anos todos continuas A dar-me uma razão para amar-te Quando te conheci não tinhas pelos no peito Hoje tens o teu peito coberto de neve acinzentada Lindo meu amor, estamos a envelhecer meu querido Apesar disso gosto de observar-te, olhar-te Sou transparente aos teus olhos Tu consegues despir a minha alma Amor moras no meu corpo Simplesmente para sempre Amar-te no meu silêncio Nos meus pensamentos meu amor O aroma do teu corpo eu carrego dentro de mim Impregnado na minha pele com sabor a ti As pétalas das flores são pedacinhos de dor Enchem o ar de perfume, carregadas de amor Quero perder-me, na eternidade do teu olhar Encontrar-me inteiro dentro do teu coração💕 Amo-te como numa dança de morte Nos períodos de seca Estão os lobos famintos de carne

NOCTURNA LUZ Nocturna luz que me faz esquecer No desuso eterno da morte
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NOCTURNA LUZ Nocturna luz que me faz esquecer No desuso eterno da morte Sombra na alma em lágrimas Na solidão da velhice anunciada Num caminho sem sonhos ou direcção Passagem de tantas fragas no céu Que sorvem as nuvens de afagos Sopros na profundidade do monte Nocturno nevoeiro que morre na serra E escava os olhos da loucura sentida Numa luz nocturna em livre pensamento Que esmaga as flores pelo atalho entre a poeira Pregada palavra que se afunda em silêncio Nocturna luz que me anuncia a morte Nas lágrimas de um pobre poema em poesia

" VIVO CAVIDADE DA TUA BOCA"💕 Vivo na cavidade Na cavidade molhada
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" VIVO CAVIDADE DA TUA BOCA"💕 Vivo na cavidade Na cavidade molhada Da tua boca Donde cultivas os beijos ardentes Com o sabor a alecrim Do vinho tinto Aroma de morangos Cerejas e chocolate Vivo com esta humidade que transporto No vento, agarrado a tempestade Tentando partir os vitrais Do esquecimento Vivo todas as horas Da noite desejando Alimentando os suspiros da paixão Vivo tudo isto em ti Em ti meu amor nos teus "beijos Quero meu amor Encostar o meu peito ao teu E sentir o aroma do teu corpo Quero beijar a tua boca Sentir a tua língua Morder os teus lábios Brincar no teu corpo Viajar em delírio Numa arrepiante viagem de ti E nas noites delirantes De ávidos de desejos Rasgas a minha pele Em ardentes beijos De gosto a mel Envolve-me nas tuas caricias Embriaga-me nesta noite Cativando-me de fantasias Numa viagem delirante de nós Pois vivo na cavidade da tua boca Meu amor

TEMPO DE MAR Desaguarei em nós nas águas Interditas na nascente do rio
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TEMPO DE MAR Desaguarei em nós nas águas Interditas na nascente do rio Palavras exaustas de sangue Procuro-te no rio a correr para o mar Mas estás presente no mistério Do verbo amar no tempo E hoje estive a ver o mar Deixei-me empurrar pelo brisa do vento E deixei fluir os meus pensamentos Caminhei deixando na areia As marcas das dores que carrego nas costas Afinal temos tanto em comum O vazio, a fúria, o indomável, o bravio E na alma trago todos os sonhos A bailar-me nos olhos do coração É tão difícil furar este mar Que me empurra para as ondas entre a areia Sou aquela que se desfaz ao vento entre a areia do tempo no mar.