MULHER TRANSMONTANA
A minha Mãe é a mais bela
De todas as mulheres transmontanas
O seu berço, o seu lar é Trás-os-Montes
Aonde quer que se encontre, traz
Nos olhos a luz do sol a arder
Rios de sangue a correr de esperança
Mulher forte, corajosa e mãe-heroína
Chama de esperança, força da natureza
Sem louvores ou medalhas, de agreste
Sentimento pela raiz das tuas dores
Que te criou entre o frio da noite
E o calor do sol de extrema saudade
Bendita sejas mulher transmontana
Pelas fragas da tua beleza natural
Nesta terra de giestas floridas de ternura.
Há dias que me sinto um corvo
Sem alma ou coração
Corvos, lírios, camélias
Feitos em poesia
Há dias assim corvos
Entre lírios, camélias, orquídeas
Flores belas em poesia
Quando se ama alguém
é como ouvir o belo canto das sereias.
Temos que acreditar nas sereias
Ou não conhecemos os segredos do amar
Em poesia, céu estrelado, segredo da lua
Se nadar em águas serenas
Ouvirei os cantos da sereia
A recitar uma bela poesia
SENHOR HOJE MORRI
Morri Senhor nos abraços dos anjos
Já não há espera, não há regresso
Não há prendas, não há esquinas
Onde se pode jogar às escondidas
Olho o espelho, olho as flores
Olho os narcisos brancos, que belos
Olho a tarde que cai, aqui à noite
Aqui me esqueço, mas tu que vivo te encontras
Procura entre todas as sepulturas, a minha
Ajoelha-te e reza uma bela oração
Fica, escuta a erva a crescer onde pisas
As lágrimas do que restou de mim nesta vida
É a felicidade que vivi, as dores do que eu sofri
No caminho das sombras em almas nuas
Onde o sol deteve os pontos de luz
Do meu duro coração, insanidade no espaço
Vazio, pois nada quero, nada espero, há muito
Tempo de calvário, em verdade estou aqui senhor
Pois não me recordo do meu corpo, nem de mim
Faço o caminho do destino no terço que guardo
Afinal morri Senhor, espero ter deixado saudades
Nas lágrimas de orvalho e na esperança do recomeço
Não te esqueças de mim, espero estar à altura do teu céu Senhor.
Tu mulher és corajosa
Valente, guerreira
E ao mesmo tempo
És uma menina meiga
Tu és mulher corajosa
Uma guerreira
E ao mesmo tempo
És uma menina de sorriso alegre.
SIM TU MEU AMOR, VOLTAR
Se eu pudesse
Voltar atrás por momentos
Seria talvez louca
Mas procuraria na tua boca
O sopro de vida
Que me falta neste momento?
Provoca-me, desperta-me
Acaricia-me, sente-me, ama-me
Provoca-me em versos
Desperta-me os sentimentos
Acaricia-me o rosto
Ama-me em pensamento
Escreve no meu corpo
Letras ousadas
Palavras alucinadas
Deixa nele um rastro de fogo
Envolve-me em desejos insanos
Roça-te em mim com carinho
Deixa-me cativa e perdida
Sim tu, tu provoca-me
Desperta-me, acaricia-me
Sente-me, ama-me, sim...tu.
Pára de chorar
Carrega no batom
Calça sapatos altos
Abusa do verniz
Solta o cabelo
Põe os pontos nos Is
Bebe um café
Apaixona-te
Ama
E vai ser feliz
Feliz dia da mulher
HÁ PALAVRAS ESCRITAS
Há palavras escritas
Que deixam saudade
Soltas que deixam amor, paixão
Que parecem que as beijamos
Que nos deixam a esperança
Tira-nos da escuridão
Solidão e abandono
Feliz de quem ama e sofre amando
Amar é sentir, sentir é viver
Viver de amor da paixão sentida
No corpo, na alma, sofrida e perdida.!
VENDAVAL DE SENTIMENTOS
Vendaval de sentimentos
Num regaço de palavras deitadas
Ao vento esquecidas, perdidas
Num silêncio do tempo vago
Ausência vestida e nua, recanto rebelde
Solitário bordado nos olhos de cor púrpura
Onde o rio seca da madrugada vazia
Deposita a dor, a paixão de um coração corpo
Onde termina a tristeza e começa o amor
Há palavras escritas que deixam saudade
Soltas que deixam amor, paixão
Que parecem que as beijamos
Que nos deixam a esperança
Tira-nos da escuridão
Solidão e abandono
Feliz de quem ama e sofre amando
Amar é sentir, sentir é viver
Viver de amor da paixão sentida
No corpo, na alma, sofrida e perdida.!
BRILHO DO SOL
Vejo o brilho do sol
O que em mim devora
Searas de tempos passados
Luto das ninfas, águas turvas
Dor de parto, sonho, vento, poema
Aurora solta num instante
Rios de sangue, beijos furtivos
Felicidade colorida
Dias na essência pelo sol
Desejando amor.
AMOR DA MINHA VIDA
Encontrei-te, desejei-te
Amei- te, hoje és dono
Do meu coração
És só meu e amar-te
É a melhor sensação
Que existe neste mundo
Morri mil anos à tua espera
Esperarei mais mil para te ama
Escreve-me e lê-me pelo mar
que me banha a alma
ou, se quiseres,
ama-me loucamente
pelas searas bordadas de tanto desejo
que eu, te amarei pelas papoilas
entre o trigo plantado ao vento
e se desejares a lua, eu te darei as estrelas.
MEU AMOR
Escreve-me e lê-me pelo mar
que me banha a alma
ou, se quiseres,
ama-me loucamente
pelas searas bordadas de tanto desejo
que eu, te amarei pelas papoilas
entre o trigo plantado ao vento
e se desejares a lua, eu te darei as estrelas.
HOJE MORRI NUM BOTÃO DE ROSA
Morri num botão de uma bela rosa
Morri e sei como ou talvez não saiba
Uma coisa eu sei que vou morrer
Morrer sozinha sem ti
Só não sei o dia nem a hora
Apenas sei que morri, morri triste, alegre
As minhas irmãs no jardim
Choram de tanta tristeza
A chuva em soluços profundos
Morri pela ausência da primavera
Quando era um botão em flor
Mas vivi pelo amor de alguém
Alguém que ama muito as rosas
De várias cores, perfumadas de amor
Hoje não morri sobrevivi as agruras
Do tempo esquecido no coração de alguém.