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Frases de Ione Zero

28 frases

O Tempo de um Diário Há quanto tempo. Tempo que mais tenho,
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O Tempo de um Diário Há quanto tempo. Tempo que mais tenho, há quanto tempo. Mas tempo é que não me falta, para lembrar-me que há muito tempo, você tinha tempo, para lembrar-se do tempo, em que me tinhas. Bons tempos aqueles! (1979/1980)

Brincadeiras Felinas A noite é uma festa A paisagem propicia
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Brincadeiras Felinas A noite é uma festa A paisagem propicia Do assoalho ao tablado Faz da escada o cenário Um corre e pula daqui Outro corre e pula de lá Entre seis, dois se destacam Ela vai e vem graciosa Faz tipo, fixa seu olhar Ronronando, saí de cena Ele ali parado Fazendo-se de coitado Rola se embola Por ela chama Valériaaa...Vem aqui Peão, peão não vou não De vítima ela não tem nada Astuta dá um salto Faz de sua presa fácil Ele todo mordido fica Ronronando, essa Valéria ainda me mata.

Leva a Maria O homem refém da sua existência Tempera a saliva com a bagaceira e mel
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Leva a Maria O homem refém da sua existência Tempera a saliva com a bagaceira e mel Mastiga o ego rompendo o fel A cada palavra dita Enreda-se em laço de fita Desaba na graça do povo Risível o triângulo amoroso Leva a Maria Zé Que vale a formosura Sujeita boa de morder fumo Leva a Maria Zé Negócio de amigo Na segunda vê se devolve Porque a Maria já tem dono.

Remendos Primeiro vou alinhavando os trapos
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Remendos Primeiro vou alinhavando os trapos refazendo com pontos largos depois ajusto com pontos miúdos juntando os pedaços parte a parte puxo daqui uma linha ali por ultimo um nó bem apertado que é pra ver se não me desfaço "Viver é um rasgar-se e remendar-se." (Guimarães Rosa)

O Trem Amigos... Que nosso percurso continue nos levando junto até a próxima estação. Que no seu vagão esteja repleto de pessoas especiais, grata e feliz por ter viajado um breve instante ao seu lado.
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O Trem Amigos... Que nosso percurso continue nos levando junto até a próxima estação. Que no seu vagão esteja repleto de pessoas especiais, grata e feliz por ter viajado um breve instante ao seu lado. Boa viagem!

Olhos Negros Ah! Como é engraçado o tempo, sempre pontual, um equilíbrio natural. Passam se os segundos vão se os minutos, amanhece o dia, chega-se
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Olhos Negros Ah! Como é engraçado o tempo, sempre pontual, um equilíbrio natural. Passam se os segundos vão se os minutos, amanhece o dia, chega-se a noite. Segunda anuncia que... A Terça vai ser um slow motion. Já Quarta é o meio depois do começo e antes do fim. No desespero do ultimo round se encerra a Quinta. Bendita seja Sexta entre um sorriso e um drink u.u... happy hour. Sábado promete a pegação total na night. É Domingo após almoço em família bodeado que agonia. Foi se a semana, deu-se o lugar ao Mês. Entre suor e samba no carnaval beijo não pode mais. A mulher reivindica seus direitos e exige respeito. Morre a dieta em uma reprodução desenfreada dos coelhos achocolatados. Um elo liga a noiva à maternidade se tornando na máxima protetora mãe. Saudades que não mata, mas que traz doces recordações dos avós queridos. Pai herói ou não, vão ser sempre fonte de inspiração. Independência outrora, na atualidade o clamor e o grito de liberdade do oprimido. Meio dia em ponto uma mistura de fé e consumismo, mas criança não tem valores invertidos. As almas clamam por si, uma energia de agitação que causa estranheza, mais uma mistura de fé, consumismo e fantasia. É semana que emenda na outra, tanta comilança uns vão pro retiro, há quem a beira mar roga um ano vindouro. Pra uns começa tudo de novo e outros se retiram. Não, não é o fim e sim o começo deste texto, foi na retrospectiva que percebi que estou enamorado desses olhos negros.

Na Velhice O último rosto a esquecer, é aquele que nos acompanhou até aqui. O cansaço me colocou a dormir um pouco mais do que o habitual, o galo não cantou como de costume, danado não me despertou, causou-me estranheza, o que teria acontecido com o velho petrukio, nosso único…
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Na Velhice O último rosto a esquecer, é aquele que nos acompanhou até aqui. O cansaço me colocou a dormir um pouco mais do que o habitual, o galo não cantou como de costume, danado não me despertou, causou-me estranheza, o que teria acontecido com o velho petrukio, nosso único galo no galinheiro. Quando fui pego pelo cheiro e um aroma delicioso que vinha da cozinha, era de bolo de milho e café, por certo não passa dás dez. Levanto, calço minhas chinelas surradas e a passos lentos vou espichando daqui e alongando ali até chegar na varanda, onde o café está posto na mesa grande, o sol pela janela lambe quase toda a varanda, o manto azul no céu doa aos pássaros a liberdade de ir e vir sem nenhum obstáculo, ouço um som de água borbulhando dentro da chaleira e da madeira a estalar no fogão a lenha, quase que atropelado pelas brincadeiras das crianças, penso, a algazarra está completa pelo pega-pega, pelos gritos e gargalhadas que ecoam nos corredores da velha casa, sinto-me regozijado pelo feito, então o silêncio sobrevém juntamente de uma tristeza sem fim, quando finalmente sou amparado e com suas mãos a cariciar meus cabelos, de uma voz doce e conhecida a me conduzir ao um grande tacho onde ela me banha todas as manhãs, diz-me o presente. O que meu velho anda sonhando acordado?

Miragem Pelas ruas sem destino Vago, vago...
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Miragem Pelas ruas sem destino Vago, vago... Vago e esbarro no vazio Na busca incessante Obra de arte esquecida Na quinta avenida De uma esquina qualquer Cruzo a fronteira Levando a certeza Que apenas foi o reflexo Dos meus devaneios Em seus desertos