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Frases de Iasmin Borges

38 frases

"E todo fim de tarde é igual, essa vontade de te chamar De perguntar como foi o teu dia De contar os minutos pra sair correndo pros teus braços como já fiz um dia
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"E todo fim de tarde é igual, essa vontade de te chamar De perguntar como foi o teu dia De contar os minutos pra sair correndo pros teus braços como já fiz um dia Mas teus braços já não se encaixam nos meus Todo fim de tarde é essa saudade do cheiro, da voz, do tom, do som Todo fim de tarde me vejo menos sua Todo fim de tarde vejo mais fim E quando a noite cai não me vejo mais em mim Quando a noite cai te vejo em cada canto Quando a noite cai, teu vazio me preenche em pranto" Iasmin Borges

A caça e a caçadora II "O tiro foi dado Sai do canto onde fui acuada
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A caça e a caçadora II "O tiro foi dado Sai do canto onde fui acuada Me antecipei a caçadora e apertei o gatilho Imaginava não haver mais espaço para tamanha angústia no peito Errei! O tiro foi de grosso calibre, mas não me abateu Os ferimentos são graves A dor indescritível O grito abafado As lágrimas quentes O tempo se arrasta e as feridas continuam sangrando A caçadora se retira, silenciosa Não lhe apetece ver o sangue jorrar Sigo inerte tentando avaliar o estrago Pode-se morrer de um tiro metafórico? Não posso afirmar nada Sei apenas que a dor é física e real demais pra suportar." Iasmin Borges

A caça e a caçadora "Eu sou a presa Alvo fácil
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A caça e a caçadora "Eu sou a presa Alvo fácil Já fui acuada Não me deixaram saída Posso ver o cano apontado Sei que vai doer Eu já fui a caçadora Conheço os movimentos Seria então esse o castigo adequado? Vejo a arma ser carregada Tem potencial para ser fatal E eu gostaria que fosse Quando então será o tiro de misericórdia? Aguardo no canto O medo aumenta A ansiedade se prolonga As lágrimas rompem enquanto oro para que a caçadora volte a ser cativadora." Iasmin Borges

Onde foram parar os dias de luz? Onde se esconderam os sorrisos? Em que lugar estão tuas promessas?
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Onde foram parar os dias de luz? Onde se esconderam os sorrisos? Em que lugar estão tuas promessas? A que distância foram arremessados nossos planos? O estado é de anestesia geral O corpo se move, ouve, vê, mas não processa nada O dia passa como um filme sem final feliz A vida se arrasta sem rumo certo "Você precisa ser forte" eles dizem, mas o que querem dizer? Não sei, apenas me arrasto junto com a vida, sorrio e digo, "vai passar". Iasmin Borges

"Você já se sentiu invisível? Um borrão, turvo e opaco que não é notado. Solidão, desinteresse, monotonia, cansaço. O mundo continua girando e eu só queria parar.
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"Você já se sentiu invisível? Um borrão, turvo e opaco que não é notado. Solidão, desinteresse, monotonia, cansaço. O mundo continua girando e eu só queria parar. Às vezes queria correr pra longe, um lugar novo, em busca de algum sentimento, alguma emoção. Outras só queria deitar e dormir. Minha melhor alternativa tem sido enfiar a cara nos meus livros. Me transportar por eles para outros universos, viver suas vidas, suas aventuras e sentir. Sentir qualquer coisa diferente do nada que vem crescendo dentro de mim. Apatia, fome de não sei o que, sono, tanto sono. As distrações são momentâneas, os medos vêm e vão, o sorriso tenta fincar raízes, mas falta terra firme. Meu mundo já foi colorido mesmos no meu pretinho básico. Nos meus tons pastéis tinha um arco-íris lindo, hoje já nem sei se reconheço um." Iasmin Borges

Segunda-feira Dizem que o trabalho dignifica o homem, o meu remedia, refugia, socorre, acolhe. Enquanto todos esperam pelos prazeres do fim de semana eu os temo.
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Segunda-feira Dizem que o trabalho dignifica o homem, o meu remedia, refugia, socorre, acolhe. Enquanto todos esperam pelos prazeres do fim de semana eu os temo. O ócio tem sido meu inimigo, o labor meu fiel aliado. O trabalho me acolhe, mas não por inteiro. Enfrento cada dia como uma batalha, em alguns vencedora, outros derrotada. Derrotada por eu mesma, minhas memórias, sentimentos e esperanças. Nos finais de semana geralmente eu perco e nesse fui inconsequente. Bebi lembranças e expectativa o final de semana inteiro Agora tento me curar dessa terrível ressaca Fui a todas as farmácias da cidade a procura de algo para aliviar os sintomas Infelizmente lá não vende amor e meu antídoto é raro, o único existente não tá disponível.

Retóricas II "E quando a gente perde todo o controle que pensávamos ter da vida? E quando as feridas parecem nunca parar de sangrar?
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Retóricas II "E quando a gente perde todo o controle que pensávamos ter da vida? E quando as feridas parecem nunca parar de sangrar? E quando não existe sutura capaz de impedir que elas se abram cada vez mais? E quando pensamos que o mar está acalmando e as ondas quebram mais forte? E quando a gente só se encontra no outro, mas o outro que está perdido dele mesmo?" Iasmin Borges

O tempo Ele é incrível e igualmente cruel Ele nos fere e nos cura
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O tempo Ele é incrível e igualmente cruel Ele nos fere e nos cura Ele é impiedoso, não perdoa, não dá tréguas Ele nos arrasta como uma onda gigante rumo ao desconhecido Ele não negocia, não aceita desculpas e não volta atrás Ele nos deforma, nos transforma e nos reforma Ele nos lembra a todo momento o quão precioso é E inegavelmente passa e ao passar, tudo altera.

Memórias Às vezes acho que sua memória ruim começou a me esquecer Às vezes acho que o impossível está por vir
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Memórias Às vezes acho que sua memória ruim começou a me esquecer Às vezes acho que o impossível está por vir Vejo você tão distante, tomando um rumo tão diferente Sinto que já não lembra do meu perfume Dos meus abraços, da minha pipoca doce e dos meus dilins Às vezes, não tão às vezes, sinto que virei memória e a sua não é das melhores. Iasmin Borges

A ferida rasgou, só sinto dor O sangue jorra, quente e viscoso Sujando tudo, até a alma
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A ferida rasgou, só sinto dor O sangue jorra, quente e viscoso Sujando tudo, até a alma Vermelho vivo, o oposto de mim Me vou junto com ele, mas dessa vez não é lento, é pulsante Cada músculo, nervo, em espasmos tenta combater Mas cada célula do meu corpo quer o vazio O vazio do não sentir, o vazio do não ser, o vazio do não existir A ferida está grande demais pra ser ignorada, a dor forte demais pra ser remediada A cura foi quem me feriu. O que faço agora?

A Princesa e a Incerteza Era uma vez, num reino muito distante, uma princesa de pele clara como a neve, ela tinha o corpo coberto de estrelas e seus cabelos mudavam de cor assim como seu humor. A princesa adorava cantar, era amorosa e muito alegre. Ela não vivia num palácio, pel…
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A Princesa e a Incerteza Era uma vez, num reino muito distante, uma princesa de pele clara como a neve, ela tinha o corpo coberto de estrelas e seus cabelos mudavam de cor assim como seu humor. A princesa adorava cantar, era amorosa e muito alegre. Ela não vivia num palácio, pelo contrário, vivia em meio a simplicidade, porém a princesa nunca se importou com isso, pois para ela o amor era seu bem mais precioso. Seu reino sempre foi conhecido por ser muito alegre, cheio amor, planos, sonhos e principalmente esperanças. Um dia esse belo reino foi tomado por uma escuridão horrível. A princesa perdeu tudo o que lhe era mais precioso, sua vida, antes tão alegre se tornou vazia e sem cor. As canções, antes cantadas com tamanha alegria, se calaram e seu coração se partiu com a solidão que ali se fez. A princesa, sempre muito determinada, não aceitou que seu destino fosse esse e depois de muita tristeza resolveu lutar, virou guerreira. Suas batalhas contra a escuridão eram diárias, incansáveis, ferrenhas. Ela estava tão determinada a mudar seu triste destino que não percebeu quando uma nova moradora chegou ao reino. Ela era silenciosa e parecia inofensiva. Seu nome era incerteza. A incerteza se alimentava de cada pedacinho da guerreira, mas seu apetite tinha uma predileção por esperanças. A cada dia a Incerteza consumia mais e mais suas esperanças e com ela se iam também as alegrias, sonhos, planos. Tudo aquilo que levara tanto tempo tentando recuperar. A guerreira enfim notou a Incerteza, ela estava grande e muito forte. Tão forte que a guerreira com medo, correu para bem longe e deixou somente a princesa ali. A princesa mais uma vez determinada enfrentou a Incerteza como pôde e ao se ver fraca para lutar sozinha gritou por socorro, mas ninguém a ouviu. Então ela gritou mais e mais. Gritou, suplicou, rogou, mas o socorro nunca chegou. Dizem as histórias a princesa gritou tanto que perdeu sua bela voz. Alguns camponeses juram ainda ouvir seus gritos nas noites mais silenciosas, mas a princesa, aquela do reino das alegrias, essa nunca mais foi vista. Iasmin Borges