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Frases de Iara Vécio

26 frases

O tempo passa para as palavras do amor excelso se acomodar no coração, alicerçando ao despontar de uma tormenta o fundamento do perdão.
TEUS OLHOS SÃO OS MEUS Menino dos olhos castanhos Em quanto tempo viverás...
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TEUS OLHOS SÃO OS MEUS Menino dos olhos castanhos Em quanto tempo viverás... Não devo, nem vou pensar, Viverei a cada luar, Velando o teu pensar. Menino dos olhos de mel Cresceste e tão forte ficou, Mais uma vez lembro... Foi bom não pensar O tempo que viverás! Menino dos olhos amarelados Os meus olhos também são assim, Olhe no espelho e verás Nossos olhos se encontrar... Vai me ver ao te olhar. Menino dos olhos de girassol, Será que vou alcançar Quando velho estiver, Seguindo a direção do poente E teus olhos azulados ficarem? Menino teus olhos não vão ter cor, Quanto isso acontecer... Os meus também assim vão ficar, Não tenhas medo da escuridão, Vigiando estarei pegando tua mão. Menino quando partires Já deixaste tua semente, Para florescer e frutificar, Teus descendentes irão lembrar Pois, alguns, teus olhos terá. Menino nós temos que partir, Áureas abriram para o infinito seguir E num lugar florido encontrar A cor transparente dos nossos olhos, Que esperando, vai estar.

POLTRONA DE COURO AMARELO Sinto falta daquela menina Tranquila, serena, protegida,
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POLTRONA DE COURO AMARELO Sinto falta daquela menina Tranquila, serena, protegida, Sentada na poltrona de couro Lendo literaturas e enciclopédias. Sentia-se feliz e ciente não era Das recordações que teria, Dos momentos com teu pai, E saudade sentiria. Como gostaria de voltar, A sentar naquela poltrona... Não tinhas o que tens hoje, Tampouco sorria, De forma lapidada O silêncio continua, Relembrando de tua infância. Desejava que o tempo parasse Em cada página que lia, Mas, consciente que noutro dia, Com teu papai estaria. A Fé brotou... No coração daquela menina. Não existe mais a poltrona Nem teu pai se encontra, Dando alpiste aos passarinhos: Pardais que pousavam, Na calçada do escritório. O passado não retorna... No presente memórias valiosas Ao recordar da poltrona, Querendo nela sentar, Lendo os livros do teu pai, Vendo-o em sua prancha trabalhar, Ciografia com esmero executar. Saudades da poltrona amarela, Dos livros... que ainda pode ler, E do teu pai... Que outrora irá encontrar.

Ó FORTALEZA RESISTENTE Pássaros cantam no alto das igrejas, Enquanto o Velho Chico passa com sutileza,
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Ó FORTALEZA RESISTENTE Pássaros cantam no alto das igrejas, Enquanto o Velho Chico passa com sutileza, Nas margens o brilho colonial vislumbra ao olhar, Entrelaçando os contos e encantos nos barcos a navegar; Dourando crenças e sonhos encravados na resistente rocha, Outrora glamorosos, ressurgindo no presente.