Cuidar do corpo pq a alma cuida Deus.
Frases de Humberto Gessinger
198 frases
A ilusão de que se pode ter tudo é um passaporte para a angústia.
Eu fui sincero como não se pode ser. (Refrão de Bolero)
Enquanto saia do estádio, depois do GreNal. Vi dois caras caminhando, lado a lado, pacificamente, cada um com a camisa de um time. Pensei nisso por que esta paz me surpreendeu. Seria melhor se não surpreendesse: esta paz deveria ser normal!
Bons fones, se possível. Boa música, sempre! Não acredito que a memória seja um lugar esperando nossa visita. Me parece mais algo que construímos a cada visita. E nunca construímos da mesma forma. Sempre que lembrarmos do primeiro beijo, será um beijo diferente. Será sempre outr…
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Bons fones, se possível. Boa música, sempre! Não acredito que a memória seja um lugar esperando nossa visita. Me parece mais algo que construímos a cada visita. E nunca construímos da mesma forma. Sempre que lembrarmos do primeiro beijo, será um beijo diferente. Será sempre outra pessoa, a pessoa que nos tornamos, a lembrar do mesmo beijo. Num dia desses, minha andança por POA coincidiu com o horário de saída de um colégio. Crianças invadiram a calçada enquanto eu passava. Algumas ficaram me olhando fixamente. Na verdade, olhavam para meus cabelos. E riam. Saquei que elas nunca tinham visto um cara cabeludo! Estranho é que havia, entre as crianças, vários moicanos. Fala um pouco a respeito do nosso tempo o fato deste corte de cabelo complexo, que necessita aditivos químicos para dribar a gravidade, parecer mais natural às crianças do que cabelos que... simplesmente... naturalmente... crescem.
Tenho um pé atrás com pessoas que estão sempre de bem com a vida. Já vivi o suficiente para saber quando alguém está querendo enganar a si mesmo enchendo as frases com adjetivos exagerados e excessivos pontos de exclamação. Conheço artistas que perderam o brilho nos olhos depois…
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Tenho um pé atrás com pessoas que estão sempre de bem com a vida. Já vivi o suficiente para saber quando alguém está querendo enganar a si mesmo enchendo as frases com adjetivos exagerados e excessivos pontos de exclamação. Conheço artistas que perderam o brilho nos olhos depois de anos se obrigando a achar tudo legal, dando tapinhas nas costas de cada colega, paparicando cada fã. São gente finíssima, fina camada, verniz superficial sob o qual já não existem. O outro pé também tenho atrás: com pessoas que estão sempre de mal com a vida. Já vivi o suficiente para saber que o fim do mundo não pode ser todo dia. Profissionais do máu humor apocalíptico não me convencem. Conheço artistas que perderam o brilho no olho depois de anos se obrigando a odiar tudo, dando punhaladas nas costas de cada colega e virando a cara para cada fã. Grosserias, sob grossa camada de gelo, estes caras já não existem. A virtude está no meio termo. Mas o meio termo a gente nunca sabe onde é, né? E William Blake disse que "o caminho do excesso leva ao castelo da sabedoria"! Ah, aforismos são o band-aid do pensamento: só servem para cortes superficiais. Ih, acabei de criar outro aforismo, né?
“Mesmo que eu fosse apreciador dos bons restaurantes, não me imagino visitando a cozinha deles. Quando vou doar sangue, não olho para a enfermeira, muito menos para a agulha. O que acontece sob o capô do meu carro é um completo mistério para mim, beira a magia. Deve ser desmistif…
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“Mesmo que eu fosse apreciador dos bons restaurantes, não me imagino visitando a cozinha deles. Quando vou doar sangue, não olho para a enfermeira, muito menos para a agulha. O que acontece sob o capô do meu carro é um completo mistério para mim, beira a magia. Deve ser desmistificante para quem não está familiarizado com o processo de criação ver rascunhos, sementes de músicas que frutificaram longe de onde foram plantadas. (…) Natural, há um oceano na cabeça. As músicas, livros, desenhos, gritos, sussurros e silêncios são apenas as ondas que chegam à praia. E as ondas voltam. Sempre. Nunca iguais. Deve ser o que chamam “ponta do iceberg”. Talvez, depois de 25 anos, o resto do iceberg fique mais visível. Talvez não. Há quem diga que a função das palavras é esconder o que sentimos. Eu não digo.”
Não procure paz onde paz não há, não procure alguém onde não há ninguém.
Ele estendeu a mão de forma insuficiente. Uma isca. Para me obrigar a virar a cabeça. Queria cruzar olhares. Eu nem teria notado, não fosse o sino das chaves batendo uma na outra. Meu olhar saiu do painel do carro, onde eu procurava uma rádio em que não estivessem dizendo bobagen…
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Ele estendeu a mão de forma insuficiente. Uma isca. Para me obrigar a virar a cabeça. Queria cruzar olhares. Eu nem teria notado, não fosse o sino das chaves batendo uma na outra. Meu olhar saiu do painel do carro, onde eu procurava uma rádio em que não estivessem dizendo bobagens. Do painel para as chaves, das chaves para os olhos dele, quase invisíveis sob a sombra do boné. O tanque estava cheio, o troco estava certo. Não era isso que ele queria dizer. Queria dizer que era meu fã. E que agora não era mais. Havia se convertido: só ouvia música religiosa. Fiquei feliz. Só não pedi desculpas pelo tempo que ele perdera com minha música porque soava deslocada minha felicidade. Eu perdera um fã, ele ganhara um sentido para a vida. Por que, então, eu estava alegre e ele parecia triste, constrangido? Fiquei constrangido por ele estar constrangido. Seria contagioso? E se a corrente de constrangimento saísse do carro, jorrasse da bomba de gasolina e contaminasse todo o posto, a loja de conveniência, os prédios ao lado? Constrangeria o mundo inteiro? Uma buzina trouxe minha mente de volta ao triste rosto no posto. Tentei animá-lo. Falei que trocaria de lugar com ele, na boa, pois deve ser bom ter as respostas definitivas pro espírito e um emprego fixo pro corpo. Foi como se eu não tivesse dito nada. Ele já não me ouvia. Voltei pra abastecer outras vezes. Nunca mais o encontrei.
Tenho fãs melhores e em maior número do que mereço. Não entendo como nem porque, mas agradeço a Deus. Quem começa a trabalhar comigo sempre se surpreende. Acho sintomática esta surpresa e cumprimento todos os "de fé" com um piscar de olhos imaginário: nós conhecemos a força da te…
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Tenho fãs melhores e em maior número do que mereço. Não entendo como nem porque, mas agradeço a Deus. Quem começa a trabalhar comigo sempre se surpreende. Acho sintomática esta surpresa e cumprimento todos os "de fé" com um piscar de olhos imaginário: nós conhecemos a força da teia que tecemos. Silenciosamente. Azar teve Eddie Van Halen. Nunca fez minha cabeça o som dele (pelo contrário, foi um dos motivos que me fizeram achar o baixo um instrumento mais interessante do que a guitarra em 87), mas reconheço sua maestria. Um gênio. Foi um cara seminal na revolução que colocou uma guitarra no quarto de cada adolescente americano nos anos 80 (ok, depois as guitarras viraram computadores, mas isso é outro papo, outra década). Aquele roquenrrou pirotécnico ficou espremido entre o nervo exposto do grunge e o atleticismo musical de caras como Joe Satriani e Steve Vai. Sufocado entre uma postura mais visceral e outra mais cerebral. É assim na vida e na arte: ciclos, movimentos pendulares, ondas que vêm e vão. Injustificável é que os fãs do Eddie tenham se calado. É raríssimo, hoje em dia, alguém dar crédito ao cara pela influência que teve. faça uma prece pra Freud Flintstone acenda uma vela pra Freud Flintstone sacrifique o bom senso no seu altar ... esqueça a prece pra Freud Flintstone acenda a fogueira pra Freud Flintstone vamos queimá-lo vivo, enterrá-lo vivo (*) Cazuza cantou que seus heróis morreram de overdose. Imagino que se referisse a Jimi, Jim, Janis... Atemporal, a canção fala das meninas Amy e Cássia, dos bateristas Boham e Moon, dos baixistas Pastorius e Lynnot. Metafórica, ela fala dos carros de James Dean e Albert Camus, dos voos de Steve Ray Vaughan e Buddy Holly, dos mistérios de Robert Johnson e Jeff Buckley, dos absurdos disparos-para-o-coração de Lennon e Cobain. Prematuras, estas mortes condenam os mitos à vida eterna. Todas têm um pouco de encenação da Paixão de Cristo. Adorados, os posters ficarão para sempre imitando crucifixos na "parede da memória". Há heróis que continuam por aí, fazendo de conta que o tempo não passa (Jagger/Richards e McCartney, por exemplo). E há aqueles que, de uma forma ou outra, em um momento ou outro, saltaram do bonde (o bonde chamado desejo?). É pensando nestes que escrevo: os caras que me ensinaram a ser jovem e estão me ensinando a envelhecer. Joni Mitchell encheu o saco da forma como as mulheres são vistas na indústria cultural e foi pintar. Bjorn Borg achou que era muita pressão ter que acertar todas as bolas e foi errar um pouco na vida. Leonard Cohen raspou o cabelo e foi ver de perto qualé a do budismo. Roger Waters ergueu, demoliu e cantou (não necessariamente nesta ordem) seu próprio muro. Dylan por várias vezes saltou do bonde (a primeira: depois do acidente de moto em 66; a mais recente: o mergulho no trabalho, na Never Ending Tour). O que há de comum nestes exemplos? Eles acharam que o solo estava muito duro, seco demais para receber sementes? Acharam que a esponja não absorveria mais nada por estar molhada demais? Pode não haver nada em comum, eu posso estar forçando a barra... mas realmente acho que estes caras assumiram as rédeas, traçaram os próprios rumos. Parece pouca coisa? Só para quem nunca fez isso. 09ago2011
(*) "Supervisor das tempestades" era a resposta de HD Thoreau a quem perguntasse, objetivamente, qual era sua profissão. Resposta bem subjetiva. Qual é a minha profissão? Toco num power-duo, escrevo num blog toda terça-feira e faço uma TwitCam no dia 11 de cada mês. Fui objetivo?
"Se pensam que eu tenho as mãos vazias e frias, melhor assim! Se pesam que as minhas mãos estão presas... Supresa! Mãos e coração livres e quentes, chimarrão e leveza!"
Bons fones, se possível. Boa música, sempre!
Tentativas infantis de resumir tudo de bom que a natureza têm. Sem espinhos, sem o trabalho de preparar a terra, regar. Tristes rosas vermelhas morrendo. Sufocadas pelo celofane.
se os romanos te tiram pra Cristo e os cristãos te chamam Satã se te dizem que foi ontem
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se os romanos te tiram pra Cristo e os cristãos te chamam Satã se te dizem que foi ontem ou mandam voltar amanhã se colorados te acham gremista e gremistas te acham pé-frio se te deixam fora da lista gregos, troianos, judeus e gentios se, no fim das contas, chegas à triste conclusão de que "não tem jeito, todos eles têm razão" relax... respira fundo... mesmo que o som do telefone pareça o fim do mundo embaixo da cama, atrás da porta vindo na tua direção pode não ser uma jibóia pode ser paranóia, meu irmão ... por todos os lados o mesmo inimigo quando fogo cruzado é fogo amig
Sou melancólico por natureza. Ver a manada sair da mesma sessão do mesmo filme para entrar no mesmo restaurante e pedir o mesmo prato que será saudado com os mesmos adjetivos depois de ser pago com um cartão de crédito da mesma marca me deixa ainda mais melancólico.
Música sempre foi uma atividade social. Com o surgimento do walkman começou a individualização do que era coletivo. Na contramão, resta a praga dos caras que abrem o porta-mala do carro num posto de gasolina pra beber cerveja quente e ouvir a eguinha pocotó.
Num dia desses, minha andança por POA coincidiu com o horário de saída de um colégio. Crianças invadiram a calçada enquanto eu passava. Algumas ficaram me olhando fixamente. Na verdade, olhavam para meus cabelos. E riam. Saquei que elas nunca tinham visto um cara cabeludo! Estran…
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Num dia desses, minha andança por POA coincidiu com o horário de saída de um colégio. Crianças invadiram a calçada enquanto eu passava. Algumas ficaram me olhando fixamente. Na verdade, olhavam para meus cabelos. E riam. Saquei que elas nunca tinham visto um cara cabeludo! Estranho é que havia, entre as crianças, vários moicanos. Fala um pouco a respeito do nosso tempo o fato deste corte de cabelo complexo, que necessita aditivos químicos para dribar a gravidade, parecer mais natural às crianças do que cabelos que... simplesmente... naturalmente... crescem.
Existe o melhor beijo? Até pode existir, mas só na opinião de, no máximo, duas pessoas. O melhor beijo jamais será hegemônico.
(*) Não acredito que a memória seja um lugar esperando nossa visita. Me parece mais algo que construímos a cada visita. E nunca construímos da mesma forma. Sempre que lembrarmos do primeiro beijo, será um beijo diferente. Será sempre outra pessoa, a pessoa que nos tornamos, a lem…
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(*) Não acredito que a memória seja um lugar esperando nossa visita. Me parece mais algo que construímos a cada visita. E nunca construímos da mesma forma. Sempre que lembrarmos do primeiro beijo, será um beijo diferente. Será sempre outra pessoa, a pessoa que nos tornamos, a lembrar do mesmo beijo.
Berros da Liberdade Ah se a multidão da terra pudesse ouvir ou tentasse escutar o som da reflexão. e revelasse o filme do pensamento, paciente dos problemas das pessoas que vivem na aflição.
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Berros da Liberdade Ah se a multidão da terra pudesse ouvir ou tentasse escutar o som da reflexão. e revelasse o filme do pensamento, paciente dos problemas das pessoas que vivem na aflição. Ah se eu pudesse fazer o video tape das belas histórias, que a gente vive nos sonhos bons. Ah se o perfume da comunicação, exalasse sempre as mensagens concretas e otimistas e envolvesse a harmonia das cores como o som infinito das galáxias. Seria bom se a gente usasse mais o nosso tempo na construção da sabedoria e pintasse os painéis da ignorância com tinta branca da aprendizagem, e com o fogo da verdade, queimasse o lixo da inveja, da calúnia, da traição, da indecência desonesta, que habitam na elite da hipocrisia das pessoas que se vestem com a inocência de cordeiro e se perfumem com o hálito fúnebre da maldade. Porém é preciso cultivar, o jardim da esperança determinada e regar todos os dias as flores do afeto, do perdão, do amor, da humildade, semeando o bem, e deixar crescer com abundância os espinhos sérios que protejam as raríssimas rosas da honestidade. e florescer de novo a fé, no seio da sociedade, todos querem subir bem alto, por exemplo: no azul do céu! No pico do mundo e cantar com a força da emoção sentindo o eco das montanhas nos Berros da Liberdade!
Às vezes parece que eu não tenho medo Às vezes parece que eu não tenho dúvidas Às vezes parece que eu não tenho...
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Às vezes parece que eu não tenho medo Às vezes parece que eu não tenho dúvidas Às vezes parece que eu não tenho... .. Nenhuma razão pra chorar Você esquece que eu não sou de ferro (Até o ferro pode enferrujar) Você esquece que eu não sou de aço E faço questão de provar: Olhe pra mim.... enquanto eu me quebro Às vezes parece que eu tenho muito medo Às vezes parece que eu só tenho dúvidas Às vezes parece que eu não tenho... .. Nenhuma chance de escapar Acontece que eu não nasci ontem (Até hoje sempre escapei com vida) Pra quem duvida de tudo que eu faço Eu faço questão de provar: Olhe pra mim.. enquanto... desapareço no ar Não queira estar no meu lugar Não queira estar em lugar nenhum Às vezes tudo muda E continua tudo no mesmo lugar Não queira estar no meu lugar Não queira estar em lugar nenhum (UM LUGAR COMUM) Às vezes uma prece ajuda Às vezes nem adiante rezar Já desisti de ser uma pessoa só Já desisti de ser uma multidão Já não ponho todas as fichas na mesa Agora ... jogo algumas no chão Jogo algumas no chão Às vezes tudo, às vezes nada Às vezes tudo ou nada, às vezes 50% Às vezes a todo momento, às vezes nunca Como tudo na vida, não é sempre Às vezes de bem com a vida, às vezes de mau humor Às vezes sem saída, às vezes seja onde for Não é sempre, não é sempre Como tudo na vida... nunca é sempre
Você esquece que eu não sou de ferro (Até o ferro pode enferrujar) Você esquece que eu não sou de aço
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Você esquece que eu não sou de ferro (Até o ferro pode enferrujar) Você esquece que eu não sou de aço E faço questão de provar: Olhe pra mim.... enquanto eu me quebro
Não é que eu faça questão de ser feliz, eu só queria que parassem de morrer de fome a um palmo do meu nariz.