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Frases de Hermes C. Fernandes

71 frases

Quem faz o bem pela recompensa proposta nada difere de quem evita o mal por medo da punição.
Imagine uma banheira. Se o ralo estiver aberto, toda água que nela cair será sugada e ela jamais se encherá. Mas se estiver fechado, ela não apenas se encherá, como também transbordará, inundando o banheiro. Assim somos nós. A fonte da vida está sendo jorrando. Se o ralo do nosso…
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Imagine uma banheira. Se o ralo estiver aberto, toda água que nela cair será sugada e ela jamais se encherá. Mas se estiver fechado, ela não apenas se encherá, como também transbordará, inundando o banheiro. Assim somos nós. A fonte da vida está sendo jorrando. Se o ralo do nosso egoísmo estiver aberto, sugará tudo ao redor. Mas se estiver fechado, transbordaremos a ponto de beneficiar todos à nossa volta. Portanto, só é possível encher-nos do Espírito, se vedarmos o ralo de nosso egoísmo.

Ideal Não é por fama ou por aplauso, Nem pela luz do holofote
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Ideal Não é por fama ou por aplauso, Nem pela luz do holofote Se o escândalo eu causo Se houver soberba que eu arrote Que esta chama, que este alvo Em mim se apague, alguém sabote Que milagre ou prodígio, Vai impor o meu querer? Não busco a posse ou o prestígio, Nem o prazer, ou o poder Mas... Um ideal pelo qual morrer Um amor para o qual viver Ao oprimido estendo a mão Às injustiças eu cerro o punho Ao desterrado, pedaço de chão Ao desesperado, meu testemunho Saio às ruas para proclamar Que um novo tempo já se insinua No horizonte a esperança a raiar Que a distância entre nós diminua E o que a mão esquerda fizer A direita não saiba jamais Que eu sofra a perda que vier Mas não desista, nem olhe pra trás O Seu amor hei de manifestar No sacrifício pelo semelhante Com o Seu perdão quero aterrar o precipício que houver adiante Quero ser voz para o mudo para o mais fraco, hei de ser um escudo Quero ser luz no escuro Faz de mim seta que aponte o futuro

Catequese Quanta pretensão a minha! Achar que detinha
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Catequese Quanta pretensão a minha! Achar que detinha o monopólio da raça Que estupidez a minha! Pensar que eu vinha com o portfólio da graça Eu com catequese Tu com hospitalidade Um rio que não se represe desafia minha vaidade Eu, civilizado Tu, selvagem Eu, educado Tu, à margem Teu sorriso fez calar o meu sermão Onde piso não há lama, não há chão O meu siso já nasceu, dói mais não Meu juízo se perdeu na razão O que pensava te levar Tu trouxeste a mim O Deus que fui te apresentar Surpreendeu-me enfim Minhas roupas, meus costumes Não parecem te atrair Tu me poupas de queixumes Te contentas com o que vir Não bastasse a pretensão de impor as minhas crenças Além da religião Também trago-lhe doenças Pela fé no deus do império Te escravizo, te anulo Roubo todo teu minério Te ironizo, te rotulo Quem levaria a sério interesse travestido de amor Se em nome do Mistério se explora até a dor? Com a cruz que se estampa tanto escudos e brasões Se conquista, se acampa tantos mundos e rincões Se déssemos ouvidos ao que diz nosso Senhor Em vez de oprimidos, gente livre em amor Que vergonha, que vexame Deus não está nas catedrais E quem sonha, busque ou ame, Vai encontrá-lo nos quintais Sob pontes, a relento Em barracos de sapê Na favela, assentamento onde ninguém quer ou pode ver Não te afrontes, te apresento Nosso Rei e bem-querer