Caminhada da liberdade
Correndo sem destino
Alcancei o meu caminho
Mesmo sem saber
Encontrei o meu destino
Corri muito
Suei bastante
Cansei os braços
Cansei as pernas
Mais me senti bem
Nessa jornada sem sentido
Acabei encontrando oque eu queria
Só queria viver
Viver sem entender
Viver sem me explicar
Queria abrir os olhos sem medo de acordar.
O mundo que não me adapto
Rindo sem parar, ouvi alguém gritar
Um grito de desespero por não poder se adaptar
Adaptar nesse mundo que só me faz querer pula
Pular de um penhasco para poder me aliviar
Aliviar da dor e da angústias que sofro só de pensar
Pensar que todos os dias dá minha vida já estão programados
Que quando acordo todos os dias eu sei oque irei fazer
Eu quero mais, nem dinheiro,nem privilégios
Eu quero a vivência, quero acordar e não saber como vai ser meu dia
Eu quero viver no improvável, sem medo de ganhar ou perder, apenas viver.
Penso em você
Penso em você, que está oprimido e sem vontade de viver,
Penso em você, que sente que não tem mais nada a perder,
Penso em você, que mesmo sem nada tem um motivo pra viver
Penso porque sinto que você merece ser respeitado,
Que merece ser ouvido e aprovado,
Eu penso porque te respeito,penso porque te admiro,
Não importa o que tu veste, importa oque tu és,
O que importa é sua vivência que determina seu conhecimento e convivência
Eu penso em você, porque tu és um guerreiro,
Que vive oprimido mais luta o dia inteiro,
Não tem nenhum bem material, mais batalha pela vida,
Vive em um mundo onde o dinheiro vale mais do que a família.
O amanhã já é hoje
Sinto que posso
Sinto que posso ser melhor do que fui hoje
Sinto que ontem foi meu auge, mais posso melhorar
Olho pro passado e começo a chorar
Sinto que hoje será melhor do que ontem
Pois pode não haver um amanhã
Mais que o amanhã fique pra depois
Hoje é importante e ontem já se foi
Hoje já é o amanhã e não consigo para de pensar em ontem
Mais a vida segue, o tempo não para, muito menos volta para trás
Então não vivo mais no passado, nem no futuro
Vivo no presente como se não houvesse ontem e nem o amanhã.
Observando na calçada
Assentado numa calçada,
Percebi um movimento,
Movimento de pessoas,
Desesperadas por alimentos,
Pessoas ignorantezadas pelo poder supremo,
Que nem fazem ideia do que está acontecendo,
Vivem na miséria,
Mais vivem com alegria,
Com sorriso no rosto,
Numa perfeita harmonia.
A voz contra a opressão
Às vezes eu começo a pensar,
Pensar na sociedade,
Que me dá um angústia só de falar,
Sinto que muitos que estão oprimidos tem muito a falar,
Mais são censurados e não deixam os pensar,
Por medo de conseguirem levantar,
Levantar tanto a voz, que a massa comece a escutar,
E começar a pensar com inteligência, e sentir a vontade de questionar.
Vítimas do Estado
Quando me dei conta,
Eu parei e observei,
Observei a classe oprimida,
É foi aí que me toquei,
Me toque dá injustiça,
Que sofrem um dia de cada vez,
São ignorantizados e tem todos seus direitos negados,
Não tem culpa de nada disso,
São apenas vítimas do Estado.
Calado no sofá fiquei horas a pensar,
Pensamentos e ilusões que me fez acreditar,
Acreditar numa ingenuidade que sozinho um dia o mundo irá mudar,
Fique muito triste por saber que ninguém iria me ajudar,
Más nada me fez calar ,
Irei lutar até meu coração parar de pulsar.
Mundo Devastado
Quando abri os meus olhos me senti horrorizado,
Olhei pela janela e fiquei apavorado,
Achei que era um sonho,
Mas o pesadelo apenas tinha começado,
Olhei pelas ruas e vi tudo devastado,
Foi ai que me senti envergonhado,
De fazer parte deste mundo sujo e desalmado,
Que me faz abrir os olhos e desejar não estar acordado.
Ventos da Salvação
Olhando para o nada, avistei um furacão
Um furacão cheio de asas, que pensei que era minha salvação
Salvação de um sonho, de liberdade e compaixão
Que com os poderes de seus ventos, a alegria viesse em mãos
E com o poder do meu pensamento,
Eu fizesse um mundo com paz e amor para meus irmãos.
Direitos Negados
Quando olho para minha sociedade,
Sinto ódio no coração,
Um sentimento de revolta,
Por ver essa situação, situação de miséria,
Para muitos que estão no chão,
Pessoas ignorantezadas, por essa força de opressão,
Que tira os seus direitos ,
de alimentação e educação.
O medo de não questionar
Andando por uma estrada, algo me fez acordar
Acordar de um sonho, que nem posso mais imaginar
Um sonho de escuridão, que me fez arrepiar
Me senti muito estranho, por não pode me comunicar
Cada passo que eu dava, algo vinha me assombrar
Então eu comecei a imaginar, será que algo ira me derrotar?
E então fiquei com medo, de não poder mais me expressar
De perde meus pensamentos, e não poder mais questionar.
(Henrique Souza Fonseca)