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Frases de Henrique Rodrigues de Oliveira

263 frases

Quando eu estiver orando, quero que a minha concentração cale os arredores.
O BOBO As vezes é preciso dar uma de bobo. Fingir ser cego para enxergar longe.
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O BOBO As vezes é preciso dar uma de bobo. Fingir ser cego para enxergar longe. E entregar o chapeado ao tolo. pra achar que é ouro. E sermos vistos como ingênuo, comum e chacota... E daí se descontraem e tão pouco nota. Porque espertos perdem tempo pensando em vantagens E com o bobo ele nem se importa Qualquer coisa cola... E seguem ausentes de inteligência. E observa o bobo... o rumo do idiota.

MINHA MÃE Minha mãe foi alí e já volta Esporadicamente volta
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MINHA MÃE Minha mãe foi alí e já volta Esporadicamente volta E quando vem não bate à porta Entra e ao meu lado fica Na casa morta. De todo meu amor guardado Num sentimento órfão Minha mãe foi ali e já volta E quando vem eu sinto Porque fala comigo O avesso das coisas tortas De um jeito tão particular Da voz eu não ouço uma nota Mas a sua voz é o silêncio Que grita nos meus ouvidos O livramento da derrota Se eu vou por um lado, não é este Se eu vou pro outro gosta E me guia sempre materna Que a minha paz se encosta No teu seio imaginário No teu amor amostra Na tua saudade que choro Porque a minha felicidade gosta Gosta de lembrar Gosta de sorrir Gosta de lacrimar De quando a senhora concreta Entrava Na porta da casa morta. E vai a cama sozinha O inodoro da cozinha A voz que existia O seu cheiro que eu sentia Num terreno vazio Que só a senhora sabia Sabia e cabia Preenchendo os espaços Da monotonia Que hoje a casa vazia Traz a seguinte nota: Aqui jaz alguém que um filho tinha E a felicidade sentia Quando a sua matéria Adentrava a porta. Minha mãe foi ali e já volta...

IMPULSO Impulso... Made in humano.
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IMPULSO Impulso... Made in humano. Expulso. Do punho ao pulso da ofensa, discurso. Verbal, corporal, luto. Desculpo, não desculpo. Após praticar, não há de voltar fora expulso. Justo, perder a razão, injusto. Ágil, perfurante da boca pra fora avulso. Sem pensar. Num surto.

JOSÈ WILKER (Autor: Henrique R. de Oliveira). E de repente a luz se apagou A plateia se calou
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JOSÈ WILKER (Autor: Henrique R. de Oliveira). E de repente a luz se apagou A plateia se calou E a cortina fechou. Sem prenuncio De surpresa Sem rima para seu sobrenome Na poesia sem graça E agora José; disse Drummond Viu que é verdade Viu que acabou Wilker e Viu que..... José se foi.

CONTEMPORÂNEO (Autor: Henrique R. de Oliveira). Lá se vai o suor proveniente do desgaste. Vai a luta molhando a face.
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CONTEMPORÂNEO (Autor: Henrique R. de Oliveira). Lá se vai o suor proveniente do desgaste. Vai a luta molhando a face. Porque a vida não é fácil. E de ferro finge a carne. Porque preocupação é um vírus E em excesso abate. Manifesta no semblante. E adoece a alma. Pesado viver contemporâneo. E na multidão caminhar sozinho. Enferma sociedade. Com psicológico em desalinhos.

FILHO ADOTIVO (Autor: Henrique R. de Oliveira). A poesia me adotou desde criança. E como filho
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FILHO ADOTIVO (Autor: Henrique R. de Oliveira). A poesia me adotou desde criança. E como filho na rebeldia ou comportadamente descrevo. Todo meu apego nas palavras que me amamentam dia a dia. E repousam no berço de papel os versos da poesia. Onde engatinho até aprender caminhar. Transfigurando no tempo a face até ficar senil. Fiel acompanho os pais adotivos, até a inercia das mãos, fim. E que se eternizem os poemas vindos de mim.

POEMA TRISTE. (Autor: Henrique R. de Oliveira). Ondas em rochedos. Canção do mar.
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POEMA TRISTE. (Autor: Henrique R. de Oliveira). Ondas em rochedos. Canção do mar. Brisa no rosto a acariciar. Por que de todo peso. A leveza ao avistar. O mar, o céu, um beijo. E o horizonte o encontrar. Expirar, botar pra fora. Deixar o ar sustentar. Repentino vento sopra. E os problemas a dissipar. Num vai e vem incessante. Uma onda grande a formar. Forte, bate no rochedo. Formando gotas no ar. Só pra me banhar. Pra me lavar. E a natureza me curando. Sabendo o meu necessitar. As pedras sem arestas que avisto. Polidas pelo oceano num confrontar. Eram pontiagudas, com cantos vivos. Mas se sucumbiram e vivem a se moldar. Pela persistência do mar, a força do mar No meu observar. Eu na pedra sozinho. E os sinais da paisagem a me ensinar.

QUANDO EU ESTIVER ORANDO (Autor: Henrique R. de Oliveira). Quando eu estiver orando quero que minha concentração cale,
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QUANDO EU ESTIVER ORANDO (Autor: Henrique R. de Oliveira). Quando eu estiver orando quero que minha concentração cale, convertendo o barulho em silêncio. e o nirvana se instale. E a prece baixa que meus lábios clamam. Seja a exatidão do sentimento. Para eu ouvir a resposta de Deus, na segunda voz, que é o meu pensamento. Quero recebê-lo, senti-lo. E como filho, receber o afago do pai. Da atmosfera que me envolve com a leveza da paz. Quando eu estiver orando Que meus olhos umedeçam Brotando um sorriso chorando germinado pelo Espírito Santo. E a graça seja recebida. Porque quando eu estiver orando. Que o silêncio e a luz me fale.

FELIZ CONSIGO MESMO (Autor: Henrique R. de Oliveira). Ser feliz consigo, de forma simples, sem dependências....
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FELIZ CONSIGO MESMO (Autor: Henrique R. de Oliveira). Ser feliz consigo, de forma simples, sem dependências.... Apenas ser porque está vivo. Com aquela alegria que vem de dentro. Movimentando e sustentando a felicidade: apenas ela, a sua luz e você. Que você não divida a felicidade: Apenas multiplique. E caso perca este múltiplo. Não fique pela metade. A felicidade tem que ser sua. Construída por você, zelada por você. Originalmente, pertencente, branca, paz, sua... Não dê ela a ninguém. Apenas use-a para despertar a felicidade do outro, fazendo-o descobrir que é possível ser feliz. Mas não com a sua presença e sim com ele mesmo. E se um dia sofrer: Chore! Deixe a água sair com aquele gosto de soro. Limpando, suavizando o espírito e o corpo. Será apenas a sua felicidade precisando ser lavada.

SOM DE GAITA ( Autor: Henrique R. de Oliveira). O som da gaita é triste na boca riste que toca
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SOM DE GAITA ( Autor: Henrique R. de Oliveira). O som da gaita é triste na boca riste que toca arrancando a nota e a melodia existe. Como Stevie Wonder onde seus olhos escondem e a sua musica responde o sentimento expelido. No sentimento do sopro se dissipa a melodia e o que não existia O som da gaita exibe.

SINAIS. (Autor: Henrique R. de Oliveira). Ondas em rochedos. Canção do mar.
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SINAIS. (Autor: Henrique R. de Oliveira). Ondas em rochedos. Canção do mar. Brisa no rosto a acariciar. Por que de todo peso. A leveza ao avistar. O mar, o céu, um beijo. E o horizonte o encontrar. Expirar, botar pra fora. Deixar o ar sustentar. Repentino vento sopra. E os problemas a dissipar. Num vai e vem incessante. Uma onda grande a formar. Forte, bate no rochedo. Formando gotas no ar. Só pra me banhar. Pra me lavar. E a natureza me curando. Sabendo o meu necessitar. As pedras sem arestas que avisto. Polidas pelo oceano num confrontar. Eram pontiagudas, com cantos vivos. Mas se sucumbiram e vivem a se moldar. Pela persistência do mar, a força do mar No meu observar. Eu na pedra sozinho. E os sinais da paisagem a me ensinar.

MARIA E A PRECE ( Autor: Henrique R. de Oliveira). Maria com voz baixa faz uma prece...
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MARIA E A PRECE ( Autor: Henrique R. de Oliveira). Maria com voz baixa faz uma prece... pra chegar ao céu, mas dispersa ao vento... No tempo que fez do seu dia, a boca clamar o corpo curvar e a alma doendo. E apressa a prece. Se apresse prece! E a solução não atende. Maria desconhece que algumas turbulências, tem um significado lá na frente. Mãos postas, joelho e chão: Maria. Rosto molhado, pele e suor: vida fria. E de todo amor e fé,lábios quentes. Quarto fechado,cotovelo apoiado no lençol estampado ardia. A ardência, Maria.... Que te fez assim neste dia. Curvar-se em prece. pra verticalizar a alma que desenha a face abatida. Criando forças, embora prostrada pra enganar a armadilha. Do laço nos pés e desatar fugindo. enganando o falso destino. Que te puseram p/ lhe desviar do caminho... E você fingindo um óbito da vitória, mostrando derrota pra vencer. Porque para o inimigo, curvar-se é perder, sofrer, entregar-se e ceder . Mas a força do gesto é mais forte que a prece E só o céu entende..... Maria e a prece no quarto fechado. Desata o nó p/ vida à frente. Coisas de Maria.....

O amor não dói! O que dói são alguns erros que cometemos ou sofremos. O amor é o amor: único e indecifrável. E por não sabermos senti-lo unicamente, acabamos juntando-o e confundindo-o com outros sentimentos.Por isso Deus é amor!
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O amor não dói! O que dói são alguns erros que cometemos ou sofremos. O amor é o amor: único e indecifrável. E por não sabermos senti-lo unicamente, acabamos juntando-o e confundindo-o com outros sentimentos.Por isso Deus é amor! Nós apenas temos o amor..! E junto com algumas imperfeições a dar.