Deixe me sofrer sob a garoa fria da noite,
faça-me correr por entre teus dedos magros,
tente me perder de vista,
entregue-me a outros amores,
o que te trago é mais que ouro e pedras finas,
e te estendo a bandeja com o tempo
pra que possamos escrever com areia,
tesouros pra relembra a mocidade.
Dou mais valor a isso,
enquanto não encontro alguém,
que assim como eu, esteja pronto
pra evoluir, e enquanto não seguro
a mão desse alguém não posso melhorar
filosoficamente, permaneço vendado e ignorante,
agora dou valor a isso, só agora!
Talvez eu tenha entendido errado,
talvez o mérito seja todo meu,
talvez não, sei que a simples participação
deixou de ser simples hoje, e por engano ou não
roubastes meu ar e destruíste meu castelo intelectual.
Eu dei um soco,
depois que o ódio foi embora,
restou a velha dor e a senhorita vergonha,
a paz veio, abriu a porta como se já fosse de casa,
mas a minha mão continua inchando.