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Luz da noite.
Todo mundo tem uma família.
Eu também tenho uma.
Complicada, desacertada...
Mas tenho!
Mãe, essa então eu escolhi bem!
Hoje, reconheço nela uma mulher especial, à frente do seu tempo,
sem conceitos nem preconceitos.
Pai, não tive e nunca soube quem foi,
ela também não sabia.
De alguns dos meus irmãos ela até sabia só não tinha certeza.
Mas isso não importava.
O importante nós tínhamos, Mãe!
Nossa mãe trabalhava muito,
era da noite, e foi com a noite que ela nos criou, nos fez estudar, nos deu obrigações e nos transmitiu valores como: não roubar, não matar,
não brigar na rua, e da escola
não queria reclamação.
Não tínhamos todo o material escolar, mas a gente sempre dava um jeito...
Eu na época com 12 anos fazia faxina pela vizinhança, minha irmã de 11 tomava conta dos irmãos pequenos e da casa, minha outra irmã de 9 anos servia de babá e meu irmão ajudava os pedreiros... E assim conseguíamos ajudar um pouco a nossa mãe.
E, crescemos, nos formamos,
nos casamos (tudo dentro do figurino), nossa mãe fez questão e somos todos gente de bem.
Nossa mãe não era perfeita, tinha muitos defeitos, mas era nossa mãe!
Não cabe aos filhos julgarem uma mãe.
A esses cabe respeitar, honrar e amar essa mulher que lhes deu a vida, enquanto tantas abortam.
Haredita Angel
11.07.15