...se estamos com pouco tempo para cuidar da vida, menos ainda nos sobra para cuidar da morte.
Frases de Gustave Flaubert
84 frases
Que grande necrópole é o nosso coração humano!
Talvez a morte tenha mais segredos para nos revelar que a vida.
O artista deve fazer com que a posteridade pense que ele não existiu.
Cheguei à firme convicção de que a vaidade é a base de tudo, e de que finalmente o que chamamos de consciência é apenas a vaidade interior.
A palavra é um laminador que alonga sempre os sentimentos.
A moral da arte reside na sua própria beleza.
A vida deve ser uma constante educação.
A gente não escolhe o próprio assunto. Eis o que o público e os críticos não entendem. O segredo das obras-primas está nisso, na concordância do assunto com o temperamento do autor.
Todas as bandeiras se encheram tanto de sangue que é tempo de as banirmos por completo.
Talento é paciência sem fim.
O coração é uma riqueza que não se vende nem se compra. Presenteia-se.
Cuidado com a tristeza. Ela é um vício.
O autor na sua obra, deve ser como Deus no universo, presente em toda a parte, mas não visível em nenhuma.
A fraternidade é uma das mais belas invenções da hipocrisia social.
O cúmulo do orgulho é desprezar-se a si próprio.
Pode fazer-se tudo, salvo fazer sofrer os outros: eis a minha moral.
"Emma Bovary c'est moi"
Um povo de ateus não poderia subsistir.
Não se faz nada de grande sem fanatismo.
"O padre ergueu-se para pegar no crucifixo; então ela estendeu o pescoço, como quem tem sede, e, colando os lábios ao corpo do Homem-Deus, depôs nele, com toda a sua força expirante, o maior beijo de amor que jamais dera. Depois o padre recitou o Miseratur e o Indulgentiam, molho…
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"O padre ergueu-se para pegar no crucifixo; então ela estendeu o pescoço, como quem tem sede, e, colando os lábios ao corpo do Homem-Deus, depôs nele, com toda a sua força expirante, o maior beijo de amor que jamais dera. Depois o padre recitou o Miseratur e o Indulgentiam, molhou o polegar direito no óleo e começou a unção; primeiro sobre os olhos, que tanto tinham cobiçado todas as suntuosidades mundanas; depois sobre as narinas, gulosas de brisas tépidas e de perfumes amorosos; depois sobre a boca, que tanto se abrira para a mentira, que tanto gemera de orgulho e gritara de luxúria; depois sobre as mãos, que se deleitavam com os contatos suaves, e, finalmente, na planta dos pés, outrora tão velozes quando corriam a saciar os desejos e que agora nunca mais tornariam a caminhar." Madame Bovary
Eu não tenho nenhuma coragem, mas procedo como se a tivesse, o que talvez venha dar ao mesmo.
As recordações não povoam nossa solidão, como dizem, ao contrário, fazem-na mais profunda!
Nada é mais humilhante do que ver os tolos vencer naquilo em que fracassámos.