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Frases de Gláucio Cardoso

249 frases

⁠Sem sombra de dúvida, para que se cumpra a justiça da semeadura e da colheita, existem dificuldades que só podem ser compartilhadas com quem divide o mesmo metro quadrado contigo.
⁠Noite passada o céu estava importante, sem nuvens e com algumas estrelas. Nada de muito diferente. Mas era o último céu dos meus 30 anos. Olhei para o céu como um explorador.
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⁠Noite passada o céu estava importante, sem nuvens e com algumas estrelas. Nada de muito diferente. Mas era o último céu dos meus 30 anos. Olhei para o céu como um explorador. Fitei cada estrela em busca da cor. Uma me pareceu avermelhada, outra com luz mais brilhante, azulada. Ambas eram apenas grandes estrelas, que do distante se alinhavam no meu momento de céu. Momento que não volta. Instante final, quase zero hora. Lembrei da infância e adolescência. Pensei nas conquistas e nas experiências, nas lutas e feridas. Minuto que passou rápido! Tempo que corre para longe num piscar. Um observador minúsculo, um céu imenso, um instante no tempo. Um sopro do vento e olho para o relógio: O único último céu dos meus 30 anos acabou de passar. Graças a DEUS.

⁠(Menina do Meu Jardim) No Jardim da minha vida, um dia você nasceu,
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⁠(Menina do Meu Jardim) No Jardim da minha vida, um dia você nasceu, menina, primeira a flor mais linda que me apareceu A florzinha cresce depressa, Sorridente, meiga, esperta, Uma jóia rara que meu lar enriqueceu Nos cachinhos dos seus cabelos, deslizam meus sonhos e planos, Minha filhinha querida, posso tudo, faço tudo em ti pensando Seu sorrisinho sempre aberto, desmonta meu coração, Você é tão sapeca... Sou um verdadeiro corujão. Seu abraço me quebranta, suas palavrinhas derretem meu coração. Amo-te tanto minha menina, a você direciono todos os meus cuidados e atenção Mais um sorriso menina, você sempre sorri, Seu sorriso me liberta, não deixa esquecer que sou feliz.

⁠Naquela manhã de bons ventos eu tinha ainda seis anos de idade. A rua não era asfaltada e eu me gabava por conseguir correr descalço naquele lugar. Minha paixão sempre foi o céu, olhava pro alto e tentava entender seus encantos.
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⁠Naquela manhã de bons ventos eu tinha ainda seis anos de idade. A rua não era asfaltada e eu me gabava por conseguir correr descalço naquele lugar. Minha paixão sempre foi o céu, olhava pro alto e tentava entender seus encantos. A cor do céu é linda e as nuvens sempre me preparavam formas que até pareciam quadrinhos contando uma história. Na outra quadra havia uma praça, onde, naquele dia especial, crianças em alvoroço corriam atrás de uma novidade. Avistei a fileira da meninada que ia e voltava da praça contando, uns para os outros, o que estava acontecendo por lá. Corri para ver e não acreditei. Meu passaporte para entender melhor o céu estava nas mãos de um homem. Um homem que vendia aviõezinhos coloridos feitos de isopor! A criançada em volta daquele nobre homem que segurando por uma linha fazia os jatinhos levantar vôo e irem até o alto no céu. Entrei pelo meio da garotada, empurrando e garantindo meu espaço perto daquele encantador de crianças. Quando num flash o seu olhar eu consegui, perguntei logo a ele o quanto custava a pequena maravilha que me levaria as alturas. Como relâmpago corri para casa, onde minha mãe preparava já o almoço. Naquela época nós não tínhamos muito, meu pai trabalhava duro, nossa televisão era uma Colorado preto e branco, por onde eu enxergava o mundo que não conhecia. Tinha eu um cofrinho, estampado com os quadrinhos do SUPER-MAN! Pois eu era fã daquele herói que dominava o céu e voava de verdade. Pensei que meu cofrinho poderia ajudar! Minha mãe me deu a tão almejada autorização para que rasgasse o cofrinho de papelão. Contei as moedinhas debaixo dos olhos atentos da minha querida mãe! Que logo viu minha tristeza por não ter a quantidade necessária para pagar o sonho de voar. No entanto, minha mãe tinha também um trocado, e com um belo sorriso maternal me olhou e mandou abrir a mão. Da mão dela caíram as pratinhas que iriam garantir o meu sonho. Corri, novamente, como um relâmpago e o homem ainda tinha um aviãozinho! Feliz da vida peguei a maravilha! A máquina feita de isopor e cola que agora conduziria minhas fantasias e me fariam entender o céu. Passei de frente de casa gritando minha mãe para que ela olhasse o quanto eu estava feliz manejando aquela máquina voadora. Fiquei por alguns minutos me divertindo e aproveitando o vento que soprava diferente. Soprava como se estivesse também contente com o menino que corria imaginando estar dentro da máquina que voava tão alto e bem perto do céu. As nuvens estavam próximas e o chão tão pequeno! Mas o vento se descuidou por um instante e soprou o galho de uma grande árvore que chegava até o céu do meu aviãozinho! O pequeno jato entrou por entre os galhos da árvore que insistia em atrapalhar o vôo tão sonhado do menino que agora olhando para o alto ficou a pensar! Mas com todo o carinho comecei a puxar a linha, bem devagar! Por longas "horas" insisti lutando com aquela árvore. Ela tão forte e eu me sentindo tão fraco! No entanto, não desisti, com mais cuidado ainda fui persistente para que minha máquina voadora não se quebrasse com o solavanco da árvore que desejava tomar para si o meu brinquedo, o meu direito de sonhar. Ouvi um estalo! A asa da aeronave caiu ao chão! Pronto estava quebrado, estava acabado o Sonho de Ícaro, o sonho de chegar até o céu. Aos choros fui para casa onde minha mãe me consolou. Não havia mais dinheiro e mesmo se houvesse o mágico homem, que me vendera a aeronave, já tinha ido embora. Agora adulto noto que minhas lágrimas, naquele dia de bons ventos, de certa forma mudaram minha sorte. Talvez por que a minha persistência foi lapidada com a dificuldade daquela manhã e a partir daí, quando eu quero algo sou muito persistente. No mais, o TODO PODEROSO se comoveu ao me ver chorar e decidiu soberanamente preparar meu futuro. Um futuro onde eu não paro de voar. Ao menos as nuvens e o céu agora eu posso ver, como adulto, do alto em minhas viagens por este Brasil tão belo e grande! E que ainda me tem muito a oferecer.

Em uma ocasião, um assaltante me acertou uma coronhada atrás da cabeça e assustado perguntei: - O que eu fiz de errado? Ele me respondeu:
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Em uma ocasião, um assaltante me acertou uma coronhada atrás da cabeça e assustado perguntei: - O que eu fiz de errado? Ele me respondeu: - Você existe! Moral da história: A percepção de sua existência como boa ou ruim depende da utilidade ou significado que você representa naquele instante.