Há o amante,
e o amor.
A paixão - quente! - para o amante, sempre com calor;
e o coração, delicado, batendo para o amado.
Há a vontade de estar junto, mas a necessidade de estar às vezes sozinho.
O desejo de jogar tudo pro alto, e com o amante viajar o mundo!...
mas a necessidade de dar ao Sr. Amor, carinho.
Há alguns deveres e alguns direitos...
o dever de amar, o direito de chorar - por não saber quais escolhas fazer!
o dever de estar ali, o direito de fugir. Fugir, para com o amante ter!
o dever de dar prazer ao Sr. Amor... e o direito de S E N T I R prazer.
o dever de devorar... o direito de ser devorado.
o dever de dar a mão... o direito de pôr a mão, e de sentir o outro apaixonado...
o dever de andar junto!... mas o direito de dar à carne aquele sentimento imundo!...
o dever de dar o coração por inteiro ao Sr. Amor... Mas o direito de sentir, do amante, todo aquele calor.
Tenho certeza que é amor,
Acho que é pra sempre e é constante;
Penso nele à toda hora,
Nunca senti isso antes;
Se quiser me perguntar, estou pensando nele agora.
Ele está na minha mente;
E também no coração.
Queria uma nova chancele dele,
Para viver aquela louca paixão.
Pra tentar lhe reconquistar;
Porque quando a gente ama, não pensa em outra coisa,
Há não ser amar e amar.
E isso toma conta da cabeça.
Então acabamos por fazer ou falar aquilo que não devemos...
Tudo (ou ao menos quase tudo) que fazemos sai errado.
Tudo, como, quando, com quem, para quem...
E praticamente nada faz com que dos seus erros você esqueça.
E que seja eterno enquanto dure,
Esse meu amor por você.
Se depender de mim vai durar para sempre
Essa vontade de te ter.
Mate minha vontade, para que possamos dizer juntos:
"Que seja eterno!" e cortar a frase de Vinícius de Moraes pela metade.