Em cada canto um olhar Em cada olhar um canto Um novo sorriso pede passagem
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Em cada canto um olhar Em cada olhar um canto Um novo sorriso pede passagem Uma passagem pede um novo sorriso É a saudade pedindo bênção para voltar.
88 frases
Em cada canto um olhar Em cada olhar um canto Um novo sorriso pede passagem
Em cada canto um olhar Em cada olhar um canto Um novo sorriso pede passagem Uma passagem pede um novo sorriso É a saudade pedindo bênção para voltar.
Flor sem espinho para os momentos de dor...
A serenidade é um mar de ilusões, reflete calmaria, mas guarda abismos. O mar é um misto de tempestade e brisa,
A serenidade é um mar de ilusões, reflete calmaria, mas guarda abismos. O mar é um misto de tempestade e brisa, um sopro de paz que se desfaz em fúria. No silêncio repousa a natureza dupla: ora vaidade, ora modéstia. É nele que se escondem intenções, não ditas, mas reveladas em atos. O abismo entre elas não se mede em palavras, mas nos frutos que cada gesto deixa. A vaidade ergue muralhas invisíveis, a modéstia abre caminhos de encontro. E assim seguimos, navegantes incertos, entre ilusões e verdades, entre tempestades e calmarias, buscando no silêncio o eco daquilo que somos.
Ele viu todos os espelhos do mundo Mas nenhum refletiu sua imagem Ele pode contar todos os segundos
Ele viu todos os espelhos do mundo Mas nenhum refletiu sua imagem Ele pode contar todos os segundos Mas nenhum minuto muda sua coragem Por que será? Por que será? Olhe novamente, olhe novamente... Parece estar tão diferente.
Demorei para entender que algumas portas não se abrem; Não são caminhos para trilhar...
Estive ao teu alcance Como sombra e como vidro Como inflexões e como nuance
Estive ao teu alcance Como sombra e como vidro Como inflexões e como nuance Partido, ruído, perdido Ao teu alcance estendia mãos Sem lampejo, sem grito e retorno Ironia da comunicação Frio, pesado, morno Ao teu alcance um coração sutil Sem batimentos nem cor Furtivo, larápio, ardil Sem promessas nem dor Ao teu alcance estive milhares Na sinfonia triste dos últimos olhares....
-Que diabos de poeta é você que não fala da beleza da rosa? -Prefiro falar sobre como ela permanece de pé!
O rio da memória Deságua... Não na quietude solene,
O rio da memória Deságua... Não na quietude solene, Mas no invólucro incalculável Do meu vocabulário
O cacto fazia sombra para a rosa Feio, arenoso, fétido Escolheram a rosa
O cacto fazia sombra para a rosa Feio, arenoso, fétido Escolheram a rosa Bela, ardilosa, odorífera E o cacto continuou cacto, intacto
Quantas vezes você ouviu alguém dizer: — Se Deus quiser! Sem perceber
Quantas vezes você ouviu alguém dizer: — Se Deus quiser! Sem perceber que tudo depende do único limbo perceptível: nós mesmos.
Uma xícara de café e folhas soltas ao vento; Uma rosa, um chalé, outono e relento... Dê sua mão: vamos buscar a paz que perdemos.
Vocês já notaram que, no inverno, a grama é modestamente verde? Deve ser um aviso aos poetas: Um olhar minucioso basta.
O berro. O ferro. As bombas que incomodam o repouso.
O berro. O ferro. As bombas que incomodam o repouso. Escuto. Eu ouço. A perda da paz, faminta, voraz... Será que foi reflexo do meu grito sem nexo?
A explicação, exausta de explicar, reclina-se no divã. Seus argumentos, antes inabaláveis, espalham-se pelo chão como páginas desprendidas, cobertas de interrogações e exclamações. O terapeuta a observa em silêncio.
A explicação, exausta de explicar, reclina-se no divã. Seus argumentos, antes inabaláveis, espalham-se pelo chão como páginas desprendidas, cobertas de interrogações e exclamações. O terapeuta a observa em silêncio. Diante dele repousa um enigma incomum: a razão tentando compreender a si mesma.
De mãos dadas caminham, a virtude e o conluio, irmãos de sombra e claridade,
De mãos dadas caminham, a virtude e o conluio, irmãos de sombra e claridade, esperando o próximo passo. A virtude sorri, fala de justiça, de horizontes limpos. O conluio cochicha, traz segredos, promessas escondidas no bolso. E juntos, lado a lado, seguem como quem não escolhe, como quem sabe que o humano é sempre mistura, é sempre ambiguidade. O próximo passo decidirá: Quem é a próxima vítima.
De costas para o mundo neguei Neguei meus erros, meus acertos,
De costas para o mundo neguei Neguei meus erros, meus acertos, meus medos, meus fragmentos. Negava tudo e todos: meus amores, desamores, as purezas e os lodos, os alívios e as dores. Negava porque era fácil, fácil cuspir ao mar, naufragar sem resistência, não pensar, não remar. Era uma nau de negação, um léxico de repulsa, astrônomo da exclusão, cartógrafo da recusa. Mas a vida, em sua confusão, devolveu-me o resultado: quem nega toda direção também termina negado. Sem saída, sem subida, entre sombras que tracei, aprendi, tarde na vida, o inferno que criei.