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Frases de Gilson BIttencourt

88 frases

Em cada canto um olhar Em cada olhar um canto Um novo sorriso pede passagem
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Em cada canto um olhar Em cada olhar um canto Um novo sorriso pede passagem Uma passagem pede um novo sorriso É a saudade pedindo bênção para voltar.

A serenidade é um mar de ilusões, reflete calmaria, mas guarda abismos. O mar é um misto de tempestade e brisa,
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A serenidade é um mar de ilusões, reflete calmaria, mas guarda abismos. O mar é um misto de tempestade e brisa, um sopro de paz que se desfaz em fúria. No silêncio repousa a natureza dupla: ora vaidade, ora modéstia. É nele que se escondem intenções, não ditas, mas reveladas em atos. O abismo entre elas não se mede em palavras, mas nos frutos que cada gesto deixa. A vaidade ergue muralhas invisíveis, a modéstia abre caminhos de encontro. E assim seguimos, navegantes incertos, entre ilusões e verdades, entre tempestades e calmarias, buscando no silêncio o eco daquilo que somos.

Estive ao teu alcance Como sombra e como vidro Como inflexões e como nuance
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Estive ao teu alcance Como sombra e como vidro Como inflexões e como nuance Partido, ruído, perdido Ao teu alcance estendia mãos Sem lampejo, sem grito e retorno Ironia da comunicação Frio, pesado, morno Ao teu alcance um coração sutil Sem batimentos nem cor Furtivo, larápio, ardil Sem promessas nem dor Ao teu alcance estive milhares Na sinfonia triste dos últimos olhares....

A explicação, exausta de explicar, reclina-se no divã. Seus argumentos, antes inabaláveis, espalham-se pelo chão como páginas desprendidas, cobertas de interrogações e exclamações. O terapeuta a observa em silêncio.
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A explicação, exausta de explicar, reclina-se no divã. Seus argumentos, antes inabaláveis, espalham-se pelo chão como páginas desprendidas, cobertas de interrogações e exclamações. O terapeuta a observa em silêncio. Diante dele repousa um enigma incomum: a razão tentando compreender a si mesma.

De mãos dadas caminham, a virtude e o conluio, irmãos de sombra e claridade,
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De mãos dadas caminham, a virtude e o conluio, irmãos de sombra e claridade, esperando o próximo passo. A virtude sorri, fala de justiça, de horizontes limpos. O conluio cochicha, traz segredos, promessas escondidas no bolso. E juntos, lado a lado, seguem como quem não escolhe, como quem sabe que o humano é sempre mistura, é sempre ambiguidade. O próximo passo decidirá: Quem é a próxima vítima.

De costas para o mundo neguei Neguei meus erros, meus acertos,
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De costas para o mundo neguei Neguei meus erros, meus acertos, meus medos, meus fragmentos. Negava tudo e todos: meus amores, desamores, as purezas e os lodos, os alívios e as dores. Negava porque era fácil, fácil cuspir ao mar, naufragar sem resistência, não pensar, não remar. Era uma nau de negação, um léxico de repulsa, astrônomo da exclusão, cartógrafo da recusa. Mas a vida, em sua confusão, devolveu-me o resultado: quem nega toda direção também termina negado. Sem saída, sem subida, entre sombras que tracei, aprendi, tarde na vida, o inferno que criei.