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Frases de Gilderson Santos

36 frases

Consumismo é o ato em que, sob uma máscara tristonha, o indivíduo, oculto por ela, desdenha de uma visão primitiva de que a felicidade decorre apenas de acumular e possuir poder e desejos. Consumismo não é viver, mas sim desistir dele, empoderado por uma força invisível que não e…
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Consumismo é o ato em que, sob uma máscara tristonha, o indivíduo, oculto por ela, desdenha de uma visão primitiva de que a felicidade decorre apenas de acumular e possuir poder e desejos. Consumismo não é viver, mas sim desistir dele, empoderado por uma força invisível que não existe, mas que coexiste nesse ser, infligindo danos no ciclo que ambiciona como parasita.

⁠Mero tempo, mera infâmia da matemática, que mostra que menos nem sempre é subtrair. Às vezes, menos é mais, é adicionar. Perseverando, iluminamos o caminho que, por vezes, omisso, desvela o saber. Assim é a vida: desfragmentar o objeto até seu núcleo, embora o tempo seja o guia…
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⁠Mero tempo, mera infâmia da matemática, que mostra que menos nem sempre é subtrair. Às vezes, menos é mais, é adicionar. Perseverando, iluminamos o caminho que, por vezes, omisso, desvela o saber. Assim é a vida: desfragmentar o objeto até seu núcleo, embora o tempo seja o guia que orienta cada traçado.

⁠Destruição, rancor, vidro despedaçado, um fio de moeda que, ao vento da tristeza, se corrói. Esse fio de metal, queimado pela fúria do fogo,
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⁠Destruição, rancor, vidro despedaçado, um fio de moeda que, ao vento da tristeza, se corrói. Esse fio de metal, queimado pela fúria do fogo, torna-se fragilidade, quase papel. O papel vira cinza, e da cinza retorna à natureza. A natureza, polissêmica, guarda o rancor de ter perdido, lança-se aos ventos, e sob os ventos encontra o mar. Mas o mar não é consolo, apenas abismo. Ele toma tudo e faz afundar.

⁠⁠Saudade, palavra paroxítona, que ganha vida não apenas no som, mas no sentir. Muitas vezes, é sentida sem ser reconhecida, como o suspiro de um entardecer ou a suavidade de um amanhecer. Uma dor fina e insana, que nas mãos do destino se torna traiçoeira, como um caminho tortuos…
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⁠⁠Saudade, palavra paroxítona, que ganha vida não apenas no som, mas no sentir. Muitas vezes, é sentida sem ser reconhecida, como o suspiro de um entardecer ou a suavidade de um amanhecer. Uma dor fina e insana, que nas mãos do destino se torna traiçoeira, como um caminho tortuoso que nos leva aonde não desejamos. Saudade é querer abraçar, mesmo sabendo que o tempo parou, que o momento se perdeu e que, por vezes, é preciso esperar sem saber se o que se espera virá. Mas o destino, esse iludido, nos ensina que o fim, muitas vezes, é apenas o começo. Como diziam os sábios, seja resiliente, pois a saudade é uma flor que, bem cuidada, se transforma em consolo, uma velha e sentida paroxítona.

⁠Em uma casinha de taipa, uma garota corre feliz, E, rajado de som, o silêncio é interrompido em uma pausa feroz. O céu celeste, em rosa, se transforma, e o som vem, cheio de sentido e coração.
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⁠Em uma casinha de taipa, uma garota corre feliz, E, rajado de som, o silêncio é interrompido em uma pausa feroz. O céu celeste, em rosa, se transforma, e o som vem, cheio de sentido e coração. A menina, que corre, é uma senhora em um campo no outono, Sem uma casa, mas com uma lagoa entre pássaros. O céu rosa é celeste, e o som, mais feroz, vem à tona. Embora o correr da menina senhora sinta falta, O bem te vi voa, voa, em um quintal entre risos

⁠O mundo é perverso, mas encantador. É triste perceber que o antes se passou, mas um novo amanhecer nasce,
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⁠O mundo é perverso, mas encantador. É triste perceber que o antes se passou, mas um novo amanhecer nasce, jogando fora o que passou. Apesar de utopia e invisível ao olho nu, ainda permanece o ontem enquanto o hoje se faz presente, mas o futuro já passou e também é futuro agora. Tudo está entrelaçado e sufocante, como as amarras da jiboia na presa, que vê a última imagem do fim. Mas também é lindo, pois foi uma experiência única. Nada pode ser jogado fora. O mundo é feito disso: entre desastres de cataclismo e de criação. E a lição que vem em meio a tudo é: tudo vai passar e será uma parte do que virá. Mas os rostos, os sacrifícios, as alegrias, os costumes... passaram. E talvez o fim de tudo já tenha acontecido, pois o mundo é cíclico. Civilizações desapareceram e você desaparecerá. Então, seja o ser único que veio ao mundo entre tantas possibilidades. Traga a unificidade que a presa, nas garras da jiboia, viu ao encarar seu último dia. Relembre, entre suas memórias, o momento de euforia que teve ao sobreviver em um belo dia.

⁠Poesias jogadas ao vento, rostos revirados pelo ego. Países em desafensa, mundo em caos, leis e princípios desorientados. Mas por quê?
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⁠Poesias jogadas ao vento, rostos revirados pelo ego. Países em desafensa, mundo em caos, leis e princípios desorientados. Mas por quê? Por que o certo, dando certo, torna-se errado como uma criança que corre desafreadamente pelos pais ao se distanciarem, pelo medo do desconhecido. Triste considerar, mas o “não” precisa surgir. Triste reconsiderar, mas o “sim” precisa surgir. Lamentável dizer que ouvidos tampados não fazem sumir os gritos — as dores do esquecimento de um povo, de uma luta em comum. O progresso... Extermínio de valores que se perderam com aqueles que os fizeram surgir. Não precisa de palavras — precisa de ações. Precisa destampar ouvidos, para que as mãos possam ajudar quem precisa levantar. A criança que corre desfreadamente não consegue acompanhar aqueles que, em direção contrária, se vão. Mas nutre, a cada passo, a coragem que não sonhava ter. Assim é possível que países em desafensa façam o impossível acontecer — como a poesia que dá luz ao impensável. Basta soltar os óculos escuros e ajudar tudo que venha ao seu caminho.

Um mundo irreal cujo olhar é felicidade, choro tristeza
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Um mundo irreal cujo olhar é felicidade, choro tristeza se a ambiguidade é desprezo, o mundo é irreal, afinal a hipocrisia é ápice do final que abres o início de um ciclo vicioso, onde a verdade se mascara e o sorriso é duvidoso, em corações que se calam quando a alma dispara. E se o tempo é um espelho que distorce o essencial, caminho entre sombras de um querer tão irreal, tateando o incerto em busca do que é vital. Mas se o mundo é ilusão, que reste então a poesia, como farol da contradição e abrigo da utopia.

O mundo é feito de escolhas, compreendê-las nem sempre alivia o peso. Mas o tempo, com paciência,
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O mundo é feito de escolhas, compreendê-las nem sempre alivia o peso. Mas o tempo, com paciência, ensina a suavizá-las. E no fim, até as mais duras encontram seu lugar no entendimento. Escolhas, mesmo compreendidas, nem sempre serão aceitas. Seguir em frente é o curso da vida, rever o caminho nem sempre é a solução. Contemplar, sim, é o combustível do que ainda virá. Siga, meu caro aventureiro, e, na dúvida, confie: a paisagem é linda do topo.