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Frases de Genival Silva

40 frases

Diálogos de um Homem só - VI Escrevo, e me transbordo em leituras, palavras, solidão e sentimentos. Genival Silva
⁠Desculpas à saudade . Oh! Saudade injustiçada
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⁠Desculpas à saudade . Oh! Saudade injustiçada Rogo a te o teu perdão, Pelas reclamações das noites Nos cantos de solidão Pois sei que és inocente Te chamei de inclemente E outras culpas que te dão. Isenta de piedade Causticante, e renitente Devoradora de gente E mãe da calamidade Doadora de sobejos Madrasta dos meus desejos Matadora de vontade És da dor a promotora Outro adjetivo teu Causadora de gemidos Flechando corações feridos Acerta ricos e o plebeus Da angustia fonte perene, Do desespero és a farra Onde a tristeza desgarra Mãe noturna dos gemidos Amores desconstruídos Inspiração da cigarra Mas na verdade Saudade, Tu não tens culpa de nada. Sempre é a paixão safada Que diz que só faz o bem, Roubando de quem não tem, Assim usando o teu nome Cria sonhos e não mata a fome Dos sentimentos guardados Paixão e dor são aliados No maltratamento de gente E nós que aqui te sente Atravessa a madrugada E tu, pobre coitada Nos abraça e acalenta E o ser que te sustenta Prova do bem e do mal Desculpe os meus insultos, Acusas e maldições. Eu defendo os corações Do desespero e a mágoa Quando dos zói cai a água Quem sente assim se comove Quando as dores das madrugadas Com carinho são lembradas. Só tu, saudade, resolve.

⁠Anamnese . Das lágrimas já derramadas
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⁠Anamnese . Das lágrimas já derramadas Nas passadas longas e curtas Furtadas alegrias murchas Nas quartas pós carnavais São recortes de jornais As poucas lembranças que trago Afago o pouco que tenho Engenho, vento e sinais Olhares tão canibais Toques singelos e quentes Brisa, relâmpago e gente Domingos e tardes iguais A pele nua e fria Vagas memórias mortais Jamais o gesto mentia Dores e desejos carnais.

⁠Metades - texto 3 E assim acordei tão sozinho Feito bêbado caído na sarjeta
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⁠Metades - texto 3 E assim acordei tão sozinho Feito bêbado caído na sarjeta Uma réstia entrando na gaveta Pássaro aluindo o seu ninho Um pacote deixado no caminho Encharcado de sereno e madrugada Um capim nascido na estrada Onde vida jamais passou por ela O solo da cuíca na Portela Uma porta trancando a entrada O muro, cegueira arbitrada Um olhar solitário na janela.

⁠Soneto de Quando Morri As quatro paredes deste quarto triste Me sufoca de pavor e pena
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⁠Soneto de Quando Morri As quatro paredes deste quarto triste Me sufoca de pavor e pena Ao reviver a imortal e triste cena Do morrer de alguém que ainda existe. Eu, fora de mim, sou quem assiste O pouco de vida que me envenena Angústia e carga numa vida pequena Beber o veneno e de viver desiste. Vejo-lhe os olhos calar o peito Urros e gemidos finda o efeito E a dor é arrancada do íntimo fundo. Trancou o livro da pouca sorte Se despede da vida e abraça a morte Encontrando a paz no desejo profundo

⁠Soneto do dia triste Se me achares como um dia nebuloso Que na tristeza em tua porta bate
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⁠Soneto do dia triste Se me achares como um dia nebuloso Que na tristeza em tua porta bate Não negai teu sorriso aquém se abate Na jornada de um dia melancoso Abraçai com um abraço amoroso Em teu peito minha dor amortece Pois terais no meu dia que padece O poder de diminuir o doloroso Embora o desgosto muito seja No olhar há um brilho, que se veja! Nesse peito que já foi afetuoso. Dos deslizes se mostrando arrependido Na vida se entregou, já é vencido Chora o choro desse dia demoroso.