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Frases de Gabriel Salvi

76 frases

Num Movimento Estático Você não sabe como é, né? Ter a distância como um sapato no pé.
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Num Movimento Estático Você não sabe como é, né? Ter a distância como um sapato no pé. Ver a distância e imaginar o seu perfume, qual é? Ler suas palavras sem ouvir seu olhar, Buscar o seu olhar e ele não mudar... Estático. Sempre o mesmo... Lindo, sereno, capturado pelo tempo. Atento, pra tudo o que já sei. Invento, histórias já criei. Detento, de uma escolha me tornei. Sedento, só uma miragem contemplei. Alento, memórias de um futuro planejei. Tento, mas na rocha me firmarei. Vento, me derrubar não deixarei. Lento, mas por ti esperarei...

De Olhos Abertos Mar revolto, ondulações constantes, Conversas distantes, inconstantes.
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De Olhos Abertos Mar revolto, ondulações constantes, Conversas distantes, inconstantes. Emoções flutuantes nos instantes, Que passam, que ficam, Que rasgam e esticam, Casam, confirmam... Sou ar, são águas. Ímpar, sem mágoas. Sem par, sem ar, Sem lágrimas. Sigo o voo para o norte, Torço que nades de volta do sul, Pro sol, pro céu, azul...

Cantando na Babilônia Esse mundo tá podre, ouve? É sobre... Tudo o que houve, aproximou-se,
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Cantando na Babilônia Esse mundo tá podre, ouve? É sobre... Tudo o que houve, aproximou-se, De tudo que somos. Cego, ouve. Escute o som e há quem te louve. E quente é pouco! Nesse mundo oco, Miragem sem oásis, tá me deixando louco! Imagens nos olhares dos zumbis de grito rouco! Louco é pouco! Tô me sentindo morto, vivendo nesse corpo, esperando pelo sopro, da vida que me deu. O mundo não me deu, o mundo nem me quer, Brinquei de bem-me-quer e nem quem me quer sou eu! Olha o quanto julgo, olha o quanto eu jogo, As palavras viram jugo, quando não suporto! E eu não te suporto, se não me suporto. E você nem se importa, com o que eu me importo. Te importa o quanto importa, não quanto eu importo, Por isso nem me importo com a droga do seu porto e nem me olha torto, esse olhar de peixe morto, quer molhar a minha mão pra que eu assine seu aborto? Arrancar meu coração enquanto sacrifica um porco? Assaltar minha emoção como foi lá no barroco? "Pazzo"! Sem pacto, Ímpar que tô, pro impacto... A Grande Babilônia caiu!

Seu João, um chapéu laranja e sua bicicleta Hoje conheci Seu João, perseverante pescador! Munido de sua bicicleta, anzol e carretel improvisado,
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Seu João, um chapéu laranja e sua bicicleta Hoje conheci Seu João, perseverante pescador! Munido de sua bicicleta, anzol e carretel improvisado, Anda de um lado a outro da praia esperando seu fisgado! Não consigo ver o seu rosto muito bem, Aprendi o seu nome por ter sido gritado por outro alguém. Também não enxergo o seu sorriso, apenas sua paciência. E a cada peixe que ele pega, eu solto um riso. E ele? Mantém a decência. Chapéu laranja, sol a pino... Carrega consigo uma esperança, que espero vê-lo sorrindo. Não parece se importar muito com a paisagem ou já não mais a admira, Os olhos sempre fitos no mar, não pode errar a mira! E assim o dia passa, puxa anzol, lança anzol e vez ou outra guarda a caça. Queria pescar com Seu João e talvez escutar a sua alma... Mas o que ganhei hoje, foi para admirar a sua calma. E lá vai ele com sua bicicleta novamente: Uma caixa de isopor, um chapéu laranja e a sua pesca que me deixou contente.

A Dama de Vermelho Como se estivesse embebida em chamas, Ela se aproxima de mim...
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A Dama de Vermelho Como se estivesse embebida em chamas, Ela se aproxima de mim... Seus olhos em brasa ardente me encaram, me encurralam, meu sangue ferve! Suas palavras me seduzem, me enchem de mim! Então vislumbro o meu futuro nas sombras que a seguem... O vazio. Escuridão total. Tais trevas, densas trevas que inalo ao respirar, se tornam parte de mim... Perco o controle. Tarde demais... Ela não está mais aqui, mas suas chamas me cercam. Agora tão negras quanto o crepúsculo. Ouço o crepitar das brasas, dos corpos, dos mortos, dos olhos... Tão tortos! É então que o sangue esfria e as lágrimas caem! Que andor me grita e a emoção me trai! E então vejo seus olhos, embebidos em chamas.... Suas vestes em brasa ardente e sua voz que me chama...

Encontra Em suas ondas, vejo raios de luz! No vento da sua vida encontro um brilho de capuz...
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Encontra Em suas ondas, vejo raios de luz! No vento da sua vida encontro um brilho de capuz... Te vejo esconder a essência do seu ser, Mesmo quando a chuva que em ti transborda, Te fazem transparecer... E você teima em desaparecer! Insiste que não será notada! Que a amarga solidão pode ser sua aliada! Que a dor quando não pode ser sentida, Não deve ser compartilhada... Então suas águas vem ao meu encontro, Querendo me expulsar... Me perdoe, mas não posso ir. Por favor, me permita chegar. Não quero te ver partir... Me encontra.

⁠Suas Estações Laranjas ao cair do topo, Fluídas correntes translúcidas em seu corpo,
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⁠Suas Estações Laranjas ao cair do topo, Fluídas correntes translúcidas em seu corpo, Afastando-se do sol, Em meio as nuvens no seu lençol, Chuva. Vento. Muito sentimento. Impossíveis de expressar, Impassíveis de alterar, Estações a se desdobrar... Estas são as folhas a se espalhar. Mas com um sopro, Espero uma delas alterar, Ir direto aos botões, Te fazer desabrochar... Mas também suporto o frio, O quanto ele precise durar, Por que sei que a primavera nunca tarda a chegar, E nela vem o teu sorriso, E teu calor é verão a beira-mar.

⁠Utopia DEIXANDO NOTAS ESPALHADAS PELA CASA, ME SINTO SUFOCAR NA RIQUEZA DO VAZIO.
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⁠Utopia DEIXANDO NOTAS ESPALHADAS PELA CASA, ME SINTO SUFOCAR NA RIQUEZA DO VAZIO. AQUI PÁSSARO COMPRA SUA ASA... COM O SUOR DE UM VERDE EM BRASA! QUE SUSTENTA CORAÇÕES COM FRIO. Violenta Ruptura! Com Sirenes! Viaturas! Passo Em Frente Pra Tocar No Norte! Vento Forte! Pouca Sorte! Muita Gente! Muita Morte! Vento Forte! Muita Sorte! Passo Em Frente Sem Tocar No Norte! Violenta Ruptura! Com Sirenes! Viaturas! deixando notas espalhas pela casa, me sinto mergulhar na riqueza de um rio. aqui pássaro nasce com asa... com o suor de um sol em brasa! que aquece corações com frio.