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Frases de Gabriel Miranda

51 frases

A carência e a solidão sustentam muitas mãos
Hoje eu acordei chorando. Lágrimas de felicidade, não tristeza. Pois num momento sem direção,
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Hoje eu acordei chorando. Lágrimas de felicidade, não tristeza. Pois num momento sem direção, você veio por poucos segundos me acalentar. Não te vi dormindo, pouco antes de acordar, Mas quando percebi, na sua frente me ajoelhei e desatei. Não soluçava, como agora, mas já chorava lagos e rios. Tentei sua testa beijar, enquanto dormia serena, mas antes você acordou e me olhou. Aquela cara de quem acaba de acordar, mas já ostentava seu zelo, tentando tirar da minha camiseta um pelo. Parando para refletir, sua voz eu não me lembro de ter ouvido, mas as palavras eu entendi e as respondi com um riso baixo. Antes que pudéssemos falar qualquer outra coisa, infelizmente virei para o lado, acordei e me afoguei. Foram poucos segundos, não nego, um curto infinito, aceito. Mas nesse momento de dor, Foi muito mais do que eu podia querer.

Quero por hoje sossego, um simples ser, sem querer querendo. Um momento de alegria,
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Quero por hoje sossego, um simples ser, sem querer querendo. Um momento de alegria, que por desatento até já existia. E porque não uma reflexão? Daquelas que nos levam as nuvens, mas com os pés no chão. Confesso que apreciaria muito esquecer, De tudo além de mim que insisto inutilmente em remoer. Quem sabe findar uma epifania, realizar o que a muito pretendia. Aceito também um sorriso, pequeno, singelo, sucinto. Por fim, percebo, que o que mais quero e preciso mesmo é apenas dormir! Um sono longo, continuo, sem fim.

Um dia sonhei com alguém, Daqueles sonhos que mexem com a gente. Que você tenta de todo jeito voltar a dormir,
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Um dia sonhei com alguém, Daqueles sonhos que mexem com a gente. Que você tenta de todo jeito voltar a dormir, Só para experimentar novamente. Um sonho bem simples mesmo, Conversas, carícias, momentos. Sentimentos a muito esquecidos, guardados no fundo do peito. Após minutos, quem sabe segundos, prováveis milésimos, A realidade começa a me assombrar. Rodando um turbilhão de perguntas e respostas, Das quais não queria pensar. A maior dor é estar consciente, e não saber quando vou acordar? Ou não ter a certeza, se do seu rosto vou me lembrar?

Quanto mais me esforço em esquecer, mais eu sinto. E por querer dolorosamente, mais eu penso, resisto. No pensar eu repito, todo esse ciclo.
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Quanto mais me esforço em esquecer, mais eu sinto. E por querer dolorosamente, mais eu penso, resisto. No pensar eu repito, todo esse ciclo. Me pego voltando de onde nunca sai. Neste ponto percebo que nunca fui, não realmente. Sempre estive e assim fiquei, somente afundei. Ao afundar recomeço esse vício, sinto tudo como no início. Me viciei em tentar esquecer.