Não sou Abel nem sou Caim, Aqui em babel sou curumim, No jingle bell nunca caí,
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Não sou Abel nem sou Caim, Aqui em babel sou curumim, No jingle bell nunca caí, Presente do céu nunca cai.
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Não sou Abel nem sou Caim, Aqui em babel sou curumim, No jingle bell nunca caí,
Não sou Abel nem sou Caim, Aqui em babel sou curumim, No jingle bell nunca caí, Presente do céu nunca cai.
De dentro ou de fora da casca, do estável ao instável, sou filho de um ciclo contínuo e mutável.
"Busquemos a razão sem querer possuí-la"
Eu sou o cordão rompido do umbigo Estou na seiva do mandacaru Sou a respiração de um povo sofrido
Eu sou o cordão rompido do umbigo Estou na seiva do mandacaru Sou a respiração de um povo sofrido Eu sou a cena do assalto ao amor Sou uma canção cantada por índios Uma visão que teve um xamã Eu sou a bera do abismo A esquiva da dor Eu sou a quebra do ismo Um bicho solto eu sou Sou a escuridão A anti matéria Um coração pulsando na selva Sobrevivente vivendo na guerra Alma vivente, o bruxo das ervas Eu sou o fogo do mundo e as cinzas Sou eu quem gira o mundo Eu sou os prazeres da vida Eu sou um tesouro perdido Fui eu que me perdi Sou eu a saída
Dos gases às águas Dos ares às algas Da areia à praia
Dos gases às águas Dos ares às algas Da areia à praia Da flor à mata Dos peixes aos primatas Da fome à caça Do fogo à prata Da fala à arte Da roda à máquina Do amor ao ódio Da dor ao ópio Sou Transbordo a expressão do ser no tempo Sou essa interação, esse senso Sou essa liberdade, esse contato integrado
Se tens um propósito então avance! De tênis rasgado ou descalço Sem tenda no êxodo desse romance
Se tens um propósito então avance! De tênis rasgado ou descalço Sem tenda no êxodo desse romance Entenda, ter êxito não é fácil Atenta ao talento de quem merece E tenta, tenta pois o tempo corrói o aço Se precisar correr corra Corroa o falso De dentro de si pra fora Reforce seus traços Desenhe-se, por honra Dê cor a seus atos
Tampouco importa o que creres mas sim o que sentes.
Quem sou Eu senão uma colônia? . . . Tenho um pouco de todos em mim
Quem sou Eu senão uma colônia? . . . Tenho um pouco de todos em mim Em todos há um pouco de mim Mais bactérias do que células Se liga nesse céu !!! Desliga esse celular Se recarregue em luz solar Ou no luar Sinta-se Faça tua luz brilhar
A verdade liberta E a liberdade nos tira do conforto Nos inquieta
A verdade liberta E a liberdade nos tira do conforto Nos inquieta Nos tira do porto Seguro Levando-nos à navegar mar adentro Sem guru Livres somos nós mesmos Livros abertos Páginas em branco Vidas a serem descobertas Experiencias de um encanto
Me adubo com minha própria química Abuso da dopamina lírica Vivência é empírica
Me adubo com minha própria química Abuso da dopamina lírica Vivência é empírica No meu organismo vivo Aqui estou Se eu me organizar consigo Pois tudo posso Pois tudo sou E tudo passa Mas nem todo som Transpassará O coração Não disfarçará Quer progredir? Então faça já!
Se a sexta é santa Então eu sou domingo Na igreja alguém canta
Se a sexta é santa Então eu sou domingo Na igreja alguém canta Enquanto estou dormindo É que eu sou minha própria igreja Sou o dia do descanso A madrugada é minha peleja De dia eu descanso Casa alugada e o pão na mesa Meu feriado eu mesmo faço Eu sou as férias Não importa a feira Eu sou uma fera Importei minha caveira Da poeira das estrelas Cavei e levantei poeira Causei na sexta feira Me desculpe a brincadeira Não me culpe pela sua neura
Buracos eles estão por toda parte no chão
Buracos eles estão por toda parte no chão nas nuvens no cosmos na pele são canais viabilidades um respiro e também falhas... na esperança em algum sistema de segurança de confiança em qualquer fortaleza lá estão eles nada os impede não importa a blindagem sempre terá uma fenda algum espaço como em um código binário como que num código dos astros Cheios de vazio átomos pairam sobre a existência submergem seus mistérios compõem nossos corpos nos convidam a um mergulho e nós testemunhamos sentimos vivemos este vazio preenchemos um e outro mas são eles que nos sustentam de possibilidades de excitacao imaginação Será que carregamos o medo como forma de exercício para que possamos aprender a ter coragem? Só sei que nada está pronto nada está acabado sempre haverá buracos a serem observados tapados superfícies a serem esburacadas Em qualquer muro que me barre que me sufoque haverão buracos para que eu respire espie para que eu escale.
Me senti dentro de um espiral senti a infinitude e ao mesmo a finitude
Me senti dentro de um espiral senti a infinitude e ao mesmo a finitude a transitoriedade das coisas da vida na vida Eu derretia e ao meu redor borbulhas como borbulhos de mim mesmo palpites do Eu derretiam comigo numa enxurrada de compreensões paradoxais e ao fim era tudo muito simples simplesmente não era o fim eu estava no meio em meio o Todo numa súbita sensação de compreender a essência de algo maior e por mais que eu queria compreender de uma só vez percebi que não precisava que certamente não poderia e que a raiz de toda essa confusão era a resistência em entregar-se à incerteza "eu quero" estar tão "certo" de mim mesmo!! parece justo mas não sou metamorfose e também muito ego nessa morfose e nessa "Metaexperiência" quero ser importante sendo que a real importância é ser real preciso ser sincero assumir que não sei e o pouco que sei talvez só talvez possa te ser útil e caso for caso você esteja nessa minha mesma frequência "como se a frequência fosse minha" então ajuntaremos alguns parâmetros nessa nossa equação ajustaremo-nos nessa construção olha só... acabei envolvendo-te novamente eu sei que essa "cura" é só minha mas é que essa busca é nossa e eu preciso de você você me completa em muitas vezes as distrações não nos deixa ver o quanto estamos ligados mas bote fé nós somos um só Essa "epifania" me fez renascer em reconhecimentos literalmente pois reconhecia-me em conhecimentos que antes já os tinha mas necessitavam de renovo e sei ... eu sei que necessitarão denovo como que num sisma da vida uma desconfiança de si mesmo uma vontade de se desvendar explicar pra si mesmo o porque das coisas estarem de tal jeito sem contar com a complexidade em que podemos elucidar a mesma coisa em milhares de formas e nesse ciclo quanto mas se estudamos mais temos referências ferramentas para aperfeiçoamento nessas "explicações" dessas tais "noções" percepções de si mas só posso ver o quão sou imperfeito e que perfeito mesmo é como tudo se conecta sou um emaranhado de nós e laços lançando-me no mundo que brota de mim com fusão de nós.