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Frases de G. K. Chesterton

180 frases

"O que o mundo hoje espera de um católico é que ele respeite todas as religiões, exceto a sua própria."
Chesterton dizia: não há problema em não acreditar em Deus; o problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em qualquer outra bobagem, seja na história, na ciência ou sem si mesmo, que é a coisa mais brega de todas. Só alguém muito alienado pode acreditar em s…
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Chesterton dizia: não há problema em não acreditar em Deus; o problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em qualquer outra bobagem, seja na história, na ciência ou sem si mesmo, que é a coisa mais brega de todas. Só alguém muito alienado pode acreditar em si mesmo.

Não é correto afirmar que somente os que criam falsos deuses incorrem em idolatria, também são idólatras os que criam falsos demônios; aqueles que fazem com que os homens temam a guerra, o alcoolismo e a situação econômica, distraindo-os do fato de que é a covardia, a desordem e…
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Não é correto afirmar que somente os que criam falsos deuses incorrem em idolatria, também são idólatras os que criam falsos demônios; aqueles que fazem com que os homens temam a guerra, o alcoolismo e a situação econômica, distraindo-os do fato de que é a covardia, a desordem e a corrupção espiritual o que eles realmente devem temer.

"Um homem viveu, há dois milênios, no Oriente. E eu não posso olhar para uma ovelha, uma andorinha, um lírio, um campo de trigo, uma vinha, uma montanha, sem pensar nÊle. A beleza da natureza é o carinhoso sorriso de Cristo, mostrado através da matéria [...] A alegria, que era a…
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"Um homem viveu, há dois milênios, no Oriente. E eu não posso olhar para uma ovelha, uma andorinha, um lírio, um campo de trigo, uma vinha, uma montanha, sem pensar nÊle. A beleza da natureza é o carinhoso sorriso de Cristo, mostrado através da matéria [...] A alegria, que era a pequena publicidade do pagão, é o gigantesco segredo do cristão."

Enquanto se tem um mistério se tem saúde; quando se destrói o mistério se cria a morbidez. O homem comum sempre foi sadio porque o homem comum sempre foi um místico. Ele aceitou a penumbra. Ele sempre teve um pé na terra e outro num país encantado. Ele sempre se manteve livre par…
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Enquanto se tem um mistério se tem saúde; quando se destrói o mistério se cria a morbidez. O homem comum sempre foi sadio porque o homem comum sempre foi um místico. Ele aceitou a penumbra. Ele sempre teve um pé na terra e outro num país encantado. Ele sempre se manteve livre para duvidar de seus deuses; mas, ao contrário do agnóstico de hoje, livre também para acreditar neles. Ele sempre cuidou mais da verdade do que da coerência. Se via duas verdades que pareciam contradizer-se, ele tomava as duas juntamente com a contradição. Sua visão espiritual é estereoscópica, como a visão física: ele vê duas imagens simultâneas diferentes, contudo, enxerga muito melhor por isso mesmo.

"Se você discutir com um doido, muito provavelmente levará a pior, pois a mente do alienado, em muitos sentidos, move-se muito mais rapidamente porque não se detém em coisas que preocupam apenas quem tem bom raciocínio. O louco não se preocupa com o que diz respeito ao temperamen…
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"Se você discutir com um doido, muito provavelmente levará a pior, pois a mente do alienado, em muitos sentidos, move-se muito mais rapidamente porque não se detém em coisas que preocupam apenas quem tem bom raciocínio. O louco não se preocupa com o que diz respeito ao temperamento, à caridade ou à certeza cega da experiência. A perda de certas afecções sãs tornou-o mais lógico. A maneira como se encara, vulgarmente, a loucura é errônea: o louco não é o homem que perdeu a razão, mas o homem que perdeu tudo, menos a razão."

Há dois modos reconhecidos de se argumentar com um Comunista; e estão ambos errados. Há também um terceiro modo, correto porém não reconhecido. Ora, entretenho uma noção que, dentro em pouco, por uma ou outra razão, tomar-nos-ão boa parte de nosso tempo argumentações com Comunist…
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Há dois modos reconhecidos de se argumentar com um Comunista; e estão ambos errados. Há também um terceiro modo, correto porém não reconhecido. Ora, entretenho uma noção que, dentro em pouco, por uma ou outra razão, tomar-nos-ão boa parte de nosso tempo argumentações com Comunistas. E eu gostaria de esboçar, muito por cima, esta minha noção sobre o modo correto de fazê-lo. [...] Ora, o argumento verdadeiro, cabal e final contra o Comunismo é que a propriedade privada é muito mais importante do que a iniciativa privada. Um batedor de carteiras representa a iniciativa privada, mas dificilmente diríamos que ele é um defensor da propriedade privada. A propriedade privada não é um suborno que existe apenas em função da iniciativa privada. Muito pelo contrário, a iniciativa privada é tão-só uma ferramenta ou arma que pode, por vezes, mostrar-se útil para se preservar a propriedade privada. E é necessário preservar a propriedade privada; pura e simplesmente por seu outro nome ser liberdade. Por um lado, longe de ser uma mera respeitabilidade convencional, é apenas o homem possuidor de alguma propriedade e privacidade que pode viver sua própria vida livremente. Por outro lado, longe de ser uma mera licença para troca ou, pior ainda, para a trapaça, todo o ponto da propriedade é que nela apenas pode crescer, naturalmente, o sentimento de honra. Precisaríamos de algum espaço para expô-lo aqui e pode ser que precisaríamos de algum tempo para expô-lo ao Comunista. Mas o Comunista ao menos haveria de dar-lhe ouvidos por mais tempo do que a um homem a meramente vangloriar-se de sua própria retidão ou avareza. G.K.'s Weekly, 16 de maio de 1935 (Tradução Livre)

O sistema socialista, e isto num sentido especialíssimo, está fundado não no otimismo, mas no pecado original. Propõe ele que o Estado, como a consciência da comunidade, possua todas as formas primárias de propriedade; baseando-se, obviamente, em não se poder confiar ao homem o t…
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O sistema socialista, e isto num sentido especialíssimo, está fundado não no otimismo, mas no pecado original. Propõe ele que o Estado, como a consciência da comunidade, possua todas as formas primárias de propriedade; baseando-se, obviamente, em não se poder confiar ao homem o ter ou o trocar ou o combinar ou o competir sem que ele faça mal a si próprio. Assim como um Estado poderia ter todas as armas, para que as pessoas não se baleassem umas às outras, esse Estado teria todo o ouro e as terras, para que elas não passassem a perna ou se explorassem umas às outras. A coisa parece extraordinariamente simples, e até óbvia; e de fato o é. É óbvia demais para ser verdade. Se, porém, é óbvia, a mim me parece quase inacreditável que alguém já a tenha julgado otimista. ("Eugenia e outras Desgraças")

"A propriedade é tão somente a arte da democracia. Significa que todo homem deveria ter algo para moldar à sua própria imagem, assim como ele foi moldado à imagem do Céu. Contudo, como ele não é Deus, mas apenas uma imagem esculpida Dele, sua expressão pessoal deve dar-se dentro…
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"A propriedade é tão somente a arte da democracia. Significa que todo homem deveria ter algo para moldar à sua própria imagem, assim como ele foi moldado à imagem do Céu. Contudo, como ele não é Deus, mas apenas uma imagem esculpida Dele, sua expressão pessoal deve dar-se dentro de certos limites. A rigor, dentro de limites severos e até mesmo estreitos."

O LOUCO Se discutires com um louco, é extremamente provável que leves a pior; pois sob muitos aspectos a mente dele se move muito mais rápido por não se atrapalhar com coisas que costumam acompanhar o bom juízo. Ele não é embaraçado pelo senso de humor ou pela caridade, ou pelas…
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O LOUCO Se discutires com um louco, é extremamente provável que leves a pior; pois sob muitos aspectos a mente dele se move muito mais rápido por não se atrapalhar com coisas que costumam acompanhar o bom juízo. Ele não é embaraçado pelo senso de humor ou pela caridade, ou pelas tolas certezas da experiência. Ele é muito mais lógico por perder certos afectos da sanidade. De facto, a explicação comum para a insanidade nesse respeito é enganadora. O louco não é um homem que perdeu a razão. O louco é um homem que perdeu tudo excepto a razão. A explicação oferecida por um louco é sempre exaustiva e muitas vezes, num sentido puramente racional, é satisfatória. Ou, para falar com mais rigor, a explicação insana, se não for conclusiva, é pelo menos incontestável. E o que se pode observar especialmente nos dois ou três tipos mais comuns de loucura. Se um homem disser, por exemplo, que os homens estão a conspirar contra ele, não podes discutir esse ponto, a não ser dizendo que todos os homens negam que são conspiradores; o que é exactamente o que os conspiradores fariam. A explicação dele dá conta dos factos tanto quanto a tua. Ou se um homem disser que ele é, de direito, o rei da Inglaterra, não é uma resposta completa dizer que as autoridades existentes o chamam de louco; pois, se ele fosse o rei da Inglaterra, essa poderia ser a maneira mais sábia de agir para as autoridades existentes. Ou, se um homem disser que ele é Jesus Cristo, não é uma resposta dizer-lhe que o mundo nega a sua divindade; pois o mundo negou a de Cristo. Apesar de tudo, ele está errado. Mas se tentarmos descrever o seu erro em termos exactos, não acharemos a tarefa tão fácil como havíamos imaginado. Talvez a maneira de nos aproximarmos ao máximo dessa descrição é dizer o seguinte: que a mente dele se move num círculo perfeito, porém reduzido. Um círculo pequeno é exactamente tão infinito quanto um círculo grande; mas, embora seja exatamente tão infinito, não é tão grande. Da mesma forma a explicação insana é exactamente tão completa como a do sensato, mas não tão abrangente. Uma bala é exactamente tão redonda como o mundo, mas não é o mundo.

Sem a doutrina da Queda, toda a idéia do progresso é sem sentido. [...] A menos que haja um padrão, você não pode se dizer em ascensão ou em queda. Mas o ponto principal é que a Queda, tal como todos os outros largos caminhos do cristianismo, está embebida, invisivelmente, na lin…
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Sem a doutrina da Queda, toda a idéia do progresso é sem sentido. [...] A menos que haja um padrão, você não pode se dizer em ascensão ou em queda. Mas o ponto principal é que a Queda, tal como todos os outros largos caminhos do cristianismo, está embebida, invisivelmente, na linguagem comum.

Todos os caminhos retilíneos da lógica levam ao caos, à anarquia ou à obediência passiva, por tratar o universo como uma pura engrenagem material ou então como uma ilusão da mente. É somente o místico, o homem que aceita as contradições, que pode sorrir e caminhar livremente pelo…
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Todos os caminhos retilíneos da lógica levam ao caos, à anarquia ou à obediência passiva, por tratar o universo como uma pura engrenagem material ou então como uma ilusão da mente. É somente o místico, o homem que aceita as contradições, que pode sorrir e caminhar livremente pelo mundo.

Devemos ter todos os truísmos, em todos os lugares, reconhecidos como verdadeiros. Devemos evitar a mera reação e a temerosa repetição de velhos erros. Devemos fazer o mundo intelectual seguro para a democracia. Mas na condição da moderna anarquia mental, nem um nem outro ideal e…
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Devemos ter todos os truísmos, em todos os lugares, reconhecidos como verdadeiros. Devemos evitar a mera reação e a temerosa repetição de velhos erros. Devemos fazer o mundo intelectual seguro para a democracia. Mas na condição da moderna anarquia mental, nem um nem outro ideal está seguro.