Pai, Meu amor pelo senhor, é eterno! Nunca vou me acostumar com a sua partida... Me ensinaste muitas coisas, menos a despedida!
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Pai, Meu amor pelo senhor, é eterno! Nunca vou me acostumar com a sua partida... Me ensinaste muitas coisas, menos a despedida! A saudade vem me visitar todos os dias, E nem sempre, pai, é fácil não chorar, São muitas as lembranças ao seu lado... Sabe, pai, houve muitos momentos marcantes, quando o senhor ainda se fazia presente entre a gente. Que precisaria de muitas páginas para descrevê-los todos... Adorava ouvir suas histórias: que iam da infância à juventude, dos meus avós, das suas labutas e aventuras na mata, das lendas e crenças... Elas sempre me fascinaram. Desde pequena. Talvez por isso, pai, eu goste tanto de histórias... Pai, por que a infância corre sem freio? Pai, por que o senhor partiu tão cedo? Tudo que o senhor contava me fascinava: ouvidos atentos e olhos compenetrados. Nunca saia do seu lado... E quando vencida pelo cansaço, o senhor me carregava no colo e logo me agasalhava, com bastante cuidado para não me acordar. Disso, pai, nunca esquecerei: colo de pai. Queria que o tempo voltasse, Queria que minha família nunca se separasse, Queria que tudo não passasse de um sonho, Que pela manhã, assim que eu acordasse, O senhor, conosco, em casa se encontrava.