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Frases de Fragmentos e Pensamentos - Nina Henker

40 frases

Ela se encolheu deitada em um canto e deixou que a dor fluísse em forma de choro, tremores e soluços. Era tanta dor que céu se emocionou e chorou com ela.
Hoje re-li nossas conversas, fui até o inicio de tudo e me dei conta de como fui cega…Como demorei a admitir. A medida que lia, lembrava da sensação que cada palavra sua sempre trouxe, da força…Da felicidade. Foi amor antes de ser qualquer outra coisa, foi amor até quando te amar…
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Hoje re-li nossas conversas, fui até o inicio de tudo e me dei conta de como fui cega…Como demorei a admitir. A medida que lia, lembrava da sensação que cada palavra sua sempre trouxe, da força…Da felicidade. Foi amor antes de ser qualquer outra coisa, foi amor até quando te amar era “errado”.

Quando criança, sempre caia da árvore e me ralava toda, eu prometia que não voltaria a subir. Em meio aos choros que eu engolia devido a dor e ardência, e enquanto olhava o sangue escorrer, eu prometia que nunca mais chegaria perto de árvores, que jamais voltaria a sentir aquela…
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Quando criança, sempre caia da árvore e me ralava toda, eu prometia que não voltaria a subir. Em meio aos choros que eu engolia devido a dor e ardência, e enquanto olhava o sangue escorrer, eu prometia que nunca mais chegaria perto de árvores, que jamais voltaria a sentir aquela dor novamente. Mas então o sangue estancava, a dor passava e eu voltava a subir. Obviamente voltava a cair e todo o processo ocorria que nem antes. Mesmo depois de tanto tempo, continuo fazendo a mesma coisa, só que sem subir em árvores.

Ela encontrava-se sentada na cadeira branca que tinhas os braços unindo-se as costas e havia colocado-a perto do aparador. A perna direita servia de apoio para o caderno enquanto a outra passava por baixo desta e as pontas dos pés repousavam sobre o móvel. O lápis corria preciso…
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Ela encontrava-se sentada na cadeira branca que tinhas os braços unindo-se as costas e havia colocado-a perto do aparador. A perna direita servia de apoio para o caderno enquanto a outra passava por baixo desta e as pontas dos pés repousavam sobre o móvel. O lápis corria preciso sobre o papel. Os longos cabelos cor de cobre caiam de maneira desordenada sobre seus ombros e ela sorria sozinha à medida que o desenho tomava forma. Nem percebeu a hora passar e só deu-se conta do quão tarde era, quando os raios de sol iluminaram o desenho. Sorriu mais uma vez ao olhar a obra agora pronta. Era ele. Deitado em sua cama, adormecido. Era só um desenho, um desejo. Apesar da perfeição dos detalhes, da maneira que a coberta enroscava-se na perna dele, da mexa fora do fluxo no travesseiro, ele nunca estivera naquela cama, nem em nenhum outro canto daquela casa a não ser dentro dela.

Ela sempre foi a ponte entre o caos e o caminho a seguir. Sempre teve como missão auxiliar em decisões difíceis. A medida que os passantes iam andando pela ponte, ela descobria seus medos, receios e desejos. Ajudava-os a enfrenta-los e o fim da ponte sempre era no inicio do melho…
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Ela sempre foi a ponte entre o caos e o caminho a seguir. Sempre teve como missão auxiliar em decisões difíceis. A medida que os passantes iam andando pela ponte, ela descobria seus medos, receios e desejos. Ajudava-os a enfrenta-los e o fim da ponte sempre era no inicio do melhor caminho a seguir. Ela sempre foi a ponte, e por mais que alguns demorassem mais para atravessa-la, no fim, ninguém ficaria.

E da ferida necrosada, retiro a carne morta e limpo-a para que cicatrize. Devoro os cadáveres e deixo a terra pronta para o plantio. Adubo o solo já seco e árido, ainda que não vá ver as flores que ali brotarão.
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E da ferida necrosada, retiro a carne morta e limpo-a para que cicatrize. Devoro os cadáveres e deixo a terra pronta para o plantio. Adubo o solo já seco e árido, ainda que não vá ver as flores que ali brotarão. Eis que sou como os corvos, com sua aura de morte e dor, vivendo a par da humanidade E ficando apenas o tempo necessário para fazer o que é preciso. Ainda que não vá comer do fruto das futuras arvores, ainda que nem chegue a pousar em seus frondosos galhos, ainda assim faço meu trabalho. E alço voou sem nunca ter um abrigo fixo.

E a vontade surge sem explicação. Toda aquela profusão de sentimentos forçando para sair. Ela respira fundo tentando controlar-se, tentando ilusoriamente passar para si mesma a sensação de estar no comando. Mas não esta. Já faz algum tempo que perdeu o controle de si e do resto.…
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E a vontade surge sem explicação. Toda aquela profusão de sentimentos forçando para sair. Ela respira fundo tentando controlar-se, tentando ilusoriamente passar para si mesma a sensação de estar no comando. Mas não esta. Já faz algum tempo que perdeu o controle de si e do resto. Enfim, a maré enche de vez e transborda, alagando tudo e lavando lhe a alma.

A noite caia do lado de fora e também invadia cada partícula dela. A cabeça apoiada no travesseiro enquanto esperava o sono lhe dominar, mas a balburdia interna não permitia e aos poucos o cansaço, o desespero, as incertezas, tudo se liquefazia e escorria pelo rosto enterrado nas…
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A noite caia do lado de fora e também invadia cada partícula dela. A cabeça apoiada no travesseiro enquanto esperava o sono lhe dominar, mas a balburdia interna não permitia e aos poucos o cansaço, o desespero, as incertezas, tudo se liquefazia e escorria pelo rosto enterrado nas cobertas.

Naquela noite ela não passou correndo pela passarela como sempre fazia, ao invés disso parou e pousou as mãos no guarda-corpo e olhou os carros que passavam por baixo e em alta velocidade enquanto o vento gelado chicoteava sua face. Pela primeira vez ela entendeu o porquê não go…
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Naquela noite ela não passou correndo pela passarela como sempre fazia, ao invés disso parou e pousou as mãos no guarda-corpo e olhou os carros que passavam por baixo e em alta velocidade enquanto o vento gelado chicoteava sua face. Pela primeira vez ela entendeu o porquê não gostava de alturas. Não era medo de cair, era vontade. O tremor que sempre percorria seu corpo e as mãos suando frio, eram na verdade o resultado da briga interna de pular ou não. Um “E se…” ecoava dentro de sua cabeça. Já era tarde e não havia quase ninguém por ali, não haveria quem tentasse fazer algo. Uma leve inclinada para frente, apenas para olhar melhor a distância que lhe separava do chão. Tão súbito quanto havia sido sua parada, ela se foi. Soltou as mãos do guarda-corpo e retomou o caminho que a levaria até o ônibus que precisa tomar para casa. Cair era realmente tentador, mas não dessa vez