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Frases de Fernando Pessoa

953 frases

“ Pensar em Deus é desobedecer a Deus, Porque Deus quis que o não conhecêssemos, Por isso se nos não mostrou...
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“ Pensar em Deus é desobedecer a Deus, Porque Deus quis que o não conhecêssemos, Por isso se nos não mostrou... Sejamos simples e calmos”... (trecho extraído do livro em PDF: Poemas de Alberto Caiero)

“Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
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“Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. O que for, quando for, é que será o que é”. ( Alberto Caeiro [Heterônimo de Fernando Pessoa], In Poemas Inconjuntos - In Poesia, Assírio e Alvim, ed. Fernando Cabral Martins, Richard Zenith, 2001.)

Há tantos deuses! “Há tantos deuses! São como os livros — não se pode ler tudo, nunca se sabe nada.
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Há tantos deuses! “Há tantos deuses! São como os livros — não se pode ler tudo, nunca se sabe nada. Feliz quem conhece só um deus, e o guarda em segredo. Tenho todos os dias crenças diferentes”... ( Álvaro de Campos [Heterônimo de Fernando Pessoa], (escrito em 9.3.1930), In Poesia, Assírio e Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002. (trecho))

Mas eu não tenho problemas; tenho só mistérios. Todos choram as minhas lágrimas, porque as minhas lágrimas são todos. Todos sofrem no meu coração, porque o meu coração é tudo.
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Mas eu não tenho problemas; tenho só mistérios. Todos choram as minhas lágrimas, porque as minhas lágrimas são todos. Todos sofrem no meu coração, porque o meu coração é tudo. ( Álvaro de Campos [Heterônimo de Fernando Pessoa], In Poesia, Assírio e Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002.)

O conflito que nos queima a alma, deu-o Antero mais que outro poeta, porque tinha a igual altura do sentimento e da inteligência. É o conflito entre a necessidade emotiva da crença e a impossibilidade intelectual de crer. Barão de Teive (do livro em PDF: Fernando Pessoa AFORISM…
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O conflito que nos queima a alma, deu-o Antero mais que outro poeta, porque tinha a igual altura do sentimento e da inteligência. É o conflito entre a necessidade emotiva da crença e a impossibilidade intelectual de crer. Barão de Teive (do livro em PDF: Fernando Pessoa AFORISMOS E AFINS)

Os Meus Sonhos São Mais Belos que a Conversa Alheia Não faço visitas, nem ando em sociedade alguma - nem de salas, nem de cafés. Fazê-lo seria sacrificar a minha unidade interior, entregar-me a conversas inúteis, furtar tempo senão aos meus raciocínios e aos meus projectos, pelo…
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Os Meus Sonhos São Mais Belos que a Conversa Alheia Não faço visitas, nem ando em sociedade alguma - nem de salas, nem de cafés. Fazê-lo seria sacrificar a minha unidade interior, entregar-me a conversas inúteis, furtar tempo senão aos meus raciocínios e aos meus projectos, pelo menos aos meus sonhos, que sempre são mais belos que a conversa alheia. Devo-me a humanidade futura. Quanto me desperdiçar desperdiço do divino património possível dos homens de amanhã; diminuo-lhes a felicidade que lhes posso dar e diminuo-me a mim-próprio, não só aos meus olhos reais, mas aos olhos possíveis de Deus. Isto pode não ser assim, mas sinto que é meu dever crê-lo. Fernando Pessoa, 'Inéditos'

"Cada um tem a sua vaidade, e a vaidade de cada um é o seu esquecimento de que há outros com alma igual. A minha vaidade são algumas páginas, uns trechos, certas dúvidas... Releio?Menti! Não ouso reler. Não posso reler. De que me serve reler? O que está ali é outro.
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"Cada um tem a sua vaidade, e a vaidade de cada um é o seu esquecimento de que há outros com alma igual. A minha vaidade são algumas páginas, uns trechos, certas dúvidas... Releio?Menti! Não ouso reler. Não posso reler. De que me serve reler? O que está ali é outro. Já não compreendo nada”... (Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa)

E não sei o que sinto, não sei o que quero sentir, não sei o que penso nem o que sou. Verifico que, tantas vezes alegre, tantas vezes contente, estou sempre triste. Não vejo, sem pensar.
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E não sei o que sinto, não sei o que quero sentir, não sei o que penso nem o que sou. Verifico que, tantas vezes alegre, tantas vezes contente, estou sempre triste. Não vejo, sem pensar. Não há sossego - e, ai de mim!, nem sequer há desejo de o ter. (Livro do Desassossego - Bernardo Soares, heterônimo de Fernando Pessoa)