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Frases de Fernando Pessoa

953 frases

O TEU SILÊNCIO é uma embarcação com todas as velas pandas... Brandas as brisas brincam nas flâmulas,teu sorriso... E o teu sorriso no teu silêncio á as escadas e as andas
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O TEU SILÊNCIO é uma embarcação com todas as velas pandas... Brandas as brisas brincam nas flâmulas,teu sorriso... E o teu sorriso no teu silêncio á as escadas e as andas Com que me finjo mais alto e ao pé de qualquer paraíso...

Eu sei que por algum tempo vou me manter oscilante entre a razão e o desejo. Algumas decisões são tomadas com o coração inquieto e o pensamento tomado por muitas coisas que aconteceram e acontecem, tudo misturado. Sei tambem que o tempo vai ser meu amigo para essas coisas da vida…
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Eu sei que por algum tempo vou me manter oscilante entre a razão e o desejo. Algumas decisões são tomadas com o coração inquieto e o pensamento tomado por muitas coisas que aconteceram e acontecem, tudo misturado. Sei tambem que o tempo vai ser meu amigo para essas coisas da vida. Com coragem eu sigo, nessa velocidade que não temo, nem mesmo de ousar ser feliz.

"Nada me comove que se diga, de um homem que tenho por louco ou néscio, que supera a um homem vulgar em muitos casos e conseguimentos da vida. Os epiléticos são, na crise, fortíssimos; os paranóicos raciocinam como poucos homens normais conseguem discorrer; os delirantes com mani…
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"Nada me comove que se diga, de um homem que tenho por louco ou néscio, que supera a um homem vulgar em muitos casos e conseguimentos da vida. Os epiléticos são, na crise, fortíssimos; os paranóicos raciocinam como poucos homens normais conseguem discorrer; os delirantes com mania religiosa agregam multidões de crentes como poucos se alguns) demagogos as agregam, e com uma força íntima que estes não logram dar aos seus sequazes. E isto tudo não prova senão que a loucura é loucura. Prefiro a derrota com o conhecimento da beleza das flores, que a vitória no meio dos desertos, cheia da cegueira da alma a sós com a sua nulidade separada." (Livro do desassossego)

Há em tudo que fazemos Uma razão singular: É que não é o que queremos.
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Há em tudo que fazemos Uma razão singular: É que não é o que queremos. Faz-se porque nós vivemos, E viver é não pensar. Se alguém pensasse na vida, Morria de pensamento. Por isso a vida vivida É essa coisa esquecida Entre um momento e um momento. Mas nada importa que o seja Ou que até deixe de o ser: Mal é que a moral nos reja, Bom é que ninguém nos veja; Entre isso fica viver.

VIAJAR! PERDER PAÍSES! Viajar! Perder países! Ser outro constantemente,
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VIAJAR! PERDER PAÍSES! Viajar! Perder países! Ser outro constantemente, Por a alma não ter raízes De viver de ver somente! Não pertencer nem a mim! Ir em frente, ir a seguir A ausência de ter um fim, E a ânsia de o conseguir! Viajar assim é viagem. Mas faço-o sem ter de meu Mais que o sonho da passagem. O resto é só terra e céu.

I do not know reason to love you more than love you. What do you want to tell you more than love, If you want to tell you is that love?
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I do not know reason to love you more than love you. What do you want to tell you more than love, If you want to tell you is that love? .................................................. ................... When you talk, it hurts me that respondas To which I say and not to my love. .................................................. ................... Ah! do not ask anything, before I speak Insomuch that, if I was deaf, You hear all the heart. If I see you do not know who I am: I love. If I fault [...] ... But you do, love, for me faltares Even though me, because questions - When should you love. If you do not love, It shows you indifferent or do not want, But thou art like nobody was For search for love is not love, And, if I search, it is as if I were only Someone to tell you who you love. .................................................. ................... When I saw you I loved you long before: Again I find you when I met you. Born to you before the world. There is no thing happy or happy hour I have had in life by That was not because I foresaw, Because You Were Sleeping her future. .................................................. ................... And I knew him only later, when I saw you, And I had the best sense to me, And my background was as a 'strada Illuminated from the front when The car turns the corner with lanterns The way and now the night is all human. .................................................. ................... When I was little, I feel I loved you as far, but far ... .................................................. ................... Love, says any thing that I feel! - I understand you do not feel well, Oh my heart outside! Fate, daughter of destiny And the laws that are in the bottom of this world! What art thou to me that I understand the point From the feel ...?

Há em Tudo que Fazemos. Uma razão singular; É que não é o que queremos.
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Há em Tudo que Fazemos. Uma razão singular; É que não é o que queremos. Faz-se porque nós Vivemos. e viver é não pensar. Se alguém pensasse na vida; Morria de pensamento. Por isso a vida vivida É essa coisa esquecida. Entre um momento e um momento. Mas nada importa que o seja Ou até que deixe de o ser Mal é que a moral nos reja. Bom é que ninguém nos veja. Entre isso Fica Viver.

E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa: uma impaciên…
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E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa: uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância – irmãos siameses que não estão pegados.

Quando te vi, amei-te já muito antes. Tornei a achar-te quando te encontrei. Nasci pra ti antes de haver o mundo.
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Quando te vi, amei-te já muito antes. Tornei a achar-te quando te encontrei. Nasci pra ti antes de haver o mundo. Não há coisa feliz ou hora alegre Que eu tenha tido pela vida fora, Que não o fosse porque te previa, Porque dormias nela tu futuro, E com essas alegrias e esse prazer Eu viria depois a amar-te. Quando, Criança, eu, se brincava a ter marido, Me faltava crescer e o não sentia, O que me satisfazia eras já tu, E eu soube-o só depois, quando te vi, E tive para mim melhor sentido, E o meu passado foi como uma estrada Iluminada pela frente, quando O carro com lanternas vira a curva Do caminho e já a noite é toda humana. Tens um segredo? Dize-mo, que eu sei tudo De ti, quando m'o digas com a alma. Em palavras estranhas que m'o fales, Eu compreenderei só porque te amo. Se o teu segredo é triste, eu saberei Chorar contigo até que o esqueças todo. Se o não podes dizer, dize que me amas, E eu sentirei sem qu'rer o teu segredo. Quando eu era pequena, sinto que eu Amava-te já hoje, mas de longe, Como as coisas se podem ver de longe, E ser-se feliz só por se pensar Em chegar onde ainda se não chega. Amor, diz qualquer coisa que eu te sinta!

Assim, sem nada feito e o por fazer Assim, sem nada feito e o por fazer Mal pensado, ou sonhado sem pensar,
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Assim, sem nada feito e o por fazer Assim, sem nada feito e o por fazer Mal pensado, ou sonhado sem pensar, Vejo os meus dias nulos decorrer, E o cansaço de nada me aumentar. Perdura, sim, como uma mocidade Que a si mesma se sobrevive, a esperança, Mas a mesma esperança o tédio invade, E a mesma falsa mocidade cansa. Tênue passar das horas sem proveito, Leve correr dos dias sem ação, Como a quem com saúde jaz no leito Ou quem sempre se atrasa sem razão. Vadio sem andar, meu ser inerte Contempla-me, que esqueço de querer, E a tarde exterior seu tédio verte Sobre quem nada fez e nada quere. Inútil vida, posta a um canto e ida Sem que alguém nela fosse, nau sem mar, Obra solentemente por ser lida, Ah, deixem-se sonhar sem esperar!