A redundância é essencial para a comunicação. Está diretamente ligada à sua eficácia. É seu fio condutor, seu norte, a garantia da chegada.
Frases de Felipe Pena
37 frases
A novidade nem sempre é atual e a atualidade nem sempre é nova. Tenho a certeza de que podemos melhorar muito o nosso trabalho e os próprios veículos de informação se tivermos consciência desta premissa. E aí sim nos livrarmos do museu de grandes novidades que visitamos nas págin…
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A novidade nem sempre é atual e a atualidade nem sempre é nova. Tenho a certeza de que podemos melhorar muito o nosso trabalho e os próprios veículos de informação se tivermos consciência desta premissa. E aí sim nos livrarmos do museu de grandes novidades que visitamos nas páginas de nossos diários.
A consciência dos estereótipos não me livra deles. E o pior é que esta é uma engrenagem multiplicadora, auto-reprodutiva. Estereótipos produzem estereótipos, em um ciclo interminável.
No jornalismo, não há fibrose. O tecido atingido pela calúnia não se regenera. As feridas abertas pela difamação não cicatrizam. A retratação nunca tem o mesmo espaço das acusações.
A objetividade é definida em oposição à subjetividade, o que é um grande erro, pois ela surge não para negá-la, mas sim por reconhecer a sua inevitabilidade. Seu verdadeiro significado está ligado à idéia de que os fatos são construídos de forma tão complexa que não se pode cultu…
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A objetividade é definida em oposição à subjetividade, o que é um grande erro, pois ela surge não para negá-la, mas sim por reconhecer a sua inevitabilidade. Seu verdadeiro significado está ligado à idéia de que os fatos são construídos de forma tão complexa que não se pode cultuá-los como a expressão absoluta da realidade.
Será que os jornalistas estão acima dos conflitos humanos e podem prescindir da mediação de um contrato social avalizado pelo estado de direito, ao contrário de todas as outras atividades em sociedade?
Tirar conclusões com base em números é uma das formas mais simplistas de aplicar o conceito de objetividade. Números carregam palavras.
A identidade da comunidade jornalística é formada por uma estrutura gnóstica. Não no sentido religioso, mas sim no caráter fáustico e restritivo de seus costumes, vocabulário e ritos de iniciação.
Gostamos do direito à liberdade, mas desconfiamos das responsabilidades inerentes a ela. Quando nos colocam regras de conduta, dizemos logo que é censura. A menos, é claro que sejam as regras do patrão. Aí, damos outro nome: política editorial.
Sempre faça uma autocrítica antes e depois da reportagem. Questione sua interpretação dos fatos, seus conceitos preconcebidos, seus estereótipos, suas limitações.
O método é que deve ser objetivo, não o jornalista. Até porque não existe ser humano objetivo.
Jornalismo investigativo não se baseia em denúncias, apenas começa com elas. A base mesmo é uma sólida pesquisa por parte do repórter.
A natureza do jornalismo está no medo. O medo do desconhecido, que leva o homem a querer exatamente o contrário, ou seja, conhecer.
Liberdade é um princípio não absoluto, submetido a um outro, muito maior, que é a dignidade humana, e os seus limites são os da alteridade, ou seja, o respeito pelo outro.
O grande desafio do jornalismo digital é encontrar sua linguagem e democratizar suas interfaces.
A objetividade, então, surge porque há uma percepção de que os fatos são subjetivos, ou seja, construídos a partir da mediação de um indivíduo, que tem preconceitos, ideologias, carências, interesses pessoais ou organizacionais e outras idiossincrasias. E como elas não deixarão d…
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A objetividade, então, surge porque há uma percepção de que os fatos são subjetivos, ou seja, construídos a partir da mediação de um indivíduo, que tem preconceitos, ideologias, carências, interesses pessoais ou organizacionais e outras idiossincrasias. E como elas não deixarão de existir, vamos tratar de amenizar sua influência no relato dos acontecimentos. Vamos criar uma metodologia de trabalho.
A mídia produz celebridades para poder realimentar-se delas a cada instante em um movimento cíclico e ininterrupto.
Se você estivesse aqui, puxaria o zíper até o final das costas, deixando minha respiração no pescoço perfumado.
Cronista sem jornal não é Ferrari sem gasolina, é fusca sem capô, cavaquinho sem corda, praia sem chinelo, botequim sem cachaça, batata sem bife, Nelson Sargento sem dentadura.
O tempo é expectativa. É o portão de ferro da angústia
Se você estivesse aqui, arrumaria um quarto pra tua mãe, fingiria que gosto dela e ainda acreditaria nos elogios.
Leias as cartas que mandei, os e-mails que você armazenou, os livros que escrevi só para que você olhasse para mim. Eles também não são grande coisa, mas são seus.
Se você estivesse aqui, alugaríamos um apartamento bem pequeno para que os desencontros acabassem se encontrando.
As frases não ditas são eternas