"Eu me conformei em reservar alguma coisa de ti para saber depois. Um pouco do nosso amor será póstumo. É recomendável não descobrir todos os segredos."
Frases de Fabrício Carpinejar
284 frases
Quando o riso doí Faremos alguém feliz quando descobrirmos que ele pode ser feliz também em nossa ausência. Quando o amor abdica da aura de condenação. As ameaças românticas sempre giram na subtração do contentamento com a distância. Se quem amamos não está conosco, será infeli…
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Quando o riso doí Faremos alguém feliz quando descobrirmos que ele pode ser feliz também em nossa ausência. Quando o amor abdica da aura de condenação. As ameaças românticas sempre giram na subtração do contentamento com a distância. Se quem amamos não está conosco, será infeliz. Pois o riso do outro, sem a nossa presença, significaria que ele não nos valoriza, identificado como dispensa, alta traição, insensibilidade diante da dedicada dependência. Sentimos ciúme desproporcional, a ponto da gargalhada sem a nossa autoria doer como uma lágrima. Não é verdade, o nosso par é capaz de ser bem feliz separado. Há o desejo perverso de que o outro se dane afastado. Mas é uma ansiedade infantil de possessividade. Não somos a única fonte de felicidade de uma pessoa. Ela foi feliz antes de nos conhecer e será também depois. Esta noção salva casamentos, elimina restrições e chantagens, acentua o livre-arbítrio, valoriza a relação. Não é que ela está comigo porque não consegue ser feliz longe, é que, mesmo podendo ser feliz longe, ainda é mais feliz comigo. Somos a melhor opção, não a única. Somos a companhia predileta, não a que restou. O certo é se enxergar o destino de uma alegria, em vez de sua viciada origem. No momento em que condicionamos o bem-estar, prosperamos o pânico. Funda-se a convivência pelo medo de perder o que se tem, jamais pela confiança de ter sido escolhido e eleito todo dia. Não podemos sequestrar a felicidade do outro no casamento ou no namoro, como se fosse nossa, como se só dependesse de nossa proximidade, vinculando a alegria ao egoísmo dos laços. Maturidade é ser indispensável justamente por deixar a porta aberta.
"Felicidade é um clarão que nos ajuda a suportar o escuro. Relampeia, olhamos onde estão as coisas e seguimos tateando com mais facilidade."
IDENTIFICAÇÃO OU INTIMIDADE Intimidade não é identificação, apesar da proximidade entre as duas. Identificação é se unir a partir de nossas qualidades. Intimidade vai além: é se unir apesar dos defeitos.
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IDENTIFICAÇÃO OU INTIMIDADE Intimidade não é identificação, apesar da proximidade entre as duas. Identificação é se unir a partir de nossas qualidades. Intimidade vai além: é se unir apesar dos defeitos. Identificação é somente buscar o lado engraçado, divertido e irrevente de cada um. Intimidade é quando não nos incomoda o lado escuro e melancólico da companhia. Identificação é estar junto no momento de felicidade. Intimidade é ser feliz ainda que triste. Identicação é perceber gostos em comum. Intimidade é descobrir as diferenças e cultivá-las com admiração. Identificação é firmar um compromisso pelo presente. Intimidade é não ter medo de enfrentar o passado. Identificação é se enamorar pelas afinidades. Intimidade é dar a mão diante das adversidades. Identificação é esperar a resposta idealizada. Intimidade é escutar o contraponto e acolher o conselho sincero. Identificação é narcisismo. Intimidade é doação. Identificação é buscar alguém para mostrar aos outros. Intimidade é encontrar alguém para guardar em nossa memória. Identificação é superficial. Intimidade é transcendente. Identificação é rotina. Intimidade é escolha. Identificação é fazer o que se quer. Intimidade é não se sentir enganado fazendo o que o outro quer. Identificação é orgulho. Intimidade é pedir desculpa. Identificação é criar surpresas. Intimidade é se surpreender com o mesmo. Identificação é estar à vontade. Intimidade é se sentir à vontade. Identificação é não se misturar. Intimidade é se fundir. Identificação é respeito. Intimidade é responsabilidade. Identificação é precisar explicar. Intimidade é cuidar primeiro, depois perguntar. Identificação é bijuteria. Intimidade é jóia de família. Identificação é contar a própria vida. Intimidade é contar a vida do outro como se fosse sua. Identificação é esconder as vergonhas. Intimidade é ser o que também dói. Identificação é não atrapalhar. Intimidade é não se separar. Identificação é euforia. Intimidade é recompensa. Identificação é segurança. Intimidade é proteção. Identificação é seduzir de noite. Intimidade é acordar junto de manhã. Identificação é concordar. Intimidade é entender. Identificação é paixão. Intimidade, só a intimidade, é amor.
Amizade acontece. Amor é construído todo o dia.
Espero alguém que ponha bilhetinhos dentro daqueles livros que vou ler até o fim. Espero alguém que nunca abandone a conversa quando não sei mais falar. Espero alguém que, nos jantares entre os amigos, dispute comigo para contar primeiro como nos conhecemos. Espero alguém que pro…
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Espero alguém que ponha bilhetinhos dentro daqueles livros que vou ler até o fim. Espero alguém que nunca abandone a conversa quando não sei mais falar. Espero alguém que, nos jantares entre os amigos, dispute comigo para contar primeiro como nos conhecemos. Espero alguém que prove que amar não é contrato, que o amor não termina com nossos erros
Dane-se a fila O que sou não deve ser regra de convivência. O que sou morre comigo. Descobri que amar não é fazer com que o outro siga meu ritmo insano.
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Dane-se a fila O que sou não deve ser regra de convivência. O que sou morre comigo. Descobri que amar não é fazer com que o outro siga meu ritmo insano. Isso é ditadura. Amar não é puxar a namorada para o nosso fôlego, não é arrancá-la de seu temperamento e forçar semelhanças. Isso é indiferença. Amar não é punir atrasos e castigar descompassos. Isso é tortura. Amar não é ameaçar com frases egoístas como “A fila anda”. É o contrário: é perder o lugar na fila, é ceder seu lugar na fila, é regressar ao início da fila. Amar é estranhamente recuar. É encurtar as pernas para melhor passear, alongar os braços para melhor entrelaçar os dedos. O apaixonado não impõe seu temperamento, acostuma-se a caminhar diferente, olhando ao lado. O lado passa a ser a nossa frente. Quem nos ladeia é o nosso horizonte. Surgirá um contratempo de sua companhia, uma dificuldade inesperada e se verá contrariando seus planos para ajudar – só tem pressa quem não tem urgência. Amar é proteger mais do que avançar, é cuidar mais do que atingir objetivos, é apoiar mais do que se vangloriar da distância. Foi a minha avó Mafalda que me explicou. Ficava muito irritado pelo seu trotear na Rua Corte Real. Era velhinha, manca e, além de tudo, distraída. Ela me obrigava a participar de sua andança fisioterápica depois do almoço. Um quarteirão correspondia a queimar calorias de quatro quilômetros. – Meu neto, é bom acompanhar um familiar doente, pois amar é ir aos poucos, é lentidão por fora e interesse por dentro – ela dizia. Não fazia lógica para mim. Amar parecia voar, correr, atropelar. Amar significava velocidade, superação, afoiteza. Amar traduzia liberdade, transgressão, não se intimidar com os limites. Eu me enganei, vó. Seu andar miúdo, pequeno, de bengala, pesando cada pé no chão, me ofereceu uma aula emocional. Nenhum casal corre de mãos dadas. Amar é aguardar se necessário, voltar atrás se preciso, criar um novo passo para atender os dois. Se fui apressado para conquistar minha mulher, agora devo ser lento, estar com ela é meu destino.
A última bolacha recheada do pacote vingança é um efeito colateral da vaidade. É um sinal da arrogância que existia desde o começo da relação. Ninguém se torna vingativo, as pessoas já são vingativas e demonstram a predisposição de destruir logo no primeiro encontro.
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A última bolacha recheada do pacote vingança é um efeito colateral da vaidade. É um sinal da arrogância que existia desde o começo da relação. Ninguém se torna vingativo, as pessoas já são vingativas e demonstram a predisposição de destruir logo no primeiro encontro. A vingança não é uma novidade do fim, mas uma notícia velha do início. Não venha dizer que só conheceremos com quem a gente se casou quando nos separamos. A gente conhece de quem a gente vai se separar quando casamos. Quem se acha demais acaba se vingando. Porque pensa que, ao namorar, realiza um favor. Porque pensa que, ao namorar, concede o bilhete premiado de sua companhia. Porque pensa que, ao namorar, está garantindo a simpatia de sua conversa, a gentileza de sua personalidade, a dádiva de sua alegria, o luxo de seu humor, atributos raros e impossíveis de se jogar fora. Quem se acha demais não namora, na verdade dá uma chance. O tipo narcisista se coloca na posição de provedor da verdade. É afetado, unilateral e autoritário – tornou-se assim pela beleza, pelo dinheiro ou pela projeção social. A questão é que se enxerga perfeito e intocável e confunde sua presença amorosa com filantropia. O narcisista não admitirá qualquer crítica, e a separação é a maior delas, discordância evidente de seu modo de vida. Jamais aceitará que errou, jamais pedirá desculpa, jamais arcará com a responsabilidade de seus atos, jamais carregará culpa pelo distanciamento. Não tem humildade da autocrítica para acolher suas falhas, muito menos sente o remorso que vem da saudade. Não tem aquela pontada natural após uma ruptura, aquela tristeza baldia e consciência aguda de que foi desatento e que poderia ter sido diferente. Não atravessa o luto, parte direto para a represália. Uma vez rejeitado, fará de tudo para mostrar que a pessoa nada é sem ele. Diante de uma ruptura, pode deflagrar perseguição, boicote e uma série de constrangimentos sociais. Procura humilhar quem antes adorava, procura rebaixar quem antes endeusava. Troca de lado: odeia com todo o ânimo quem amava. Sua generosidade é investimento ou um modo de manter o controle da situação. O que oferece ao longo da convivência cobrará no final. É tão centralizador que usa a dor para aumentar seu poder e castigará qualquer um que renunciou o prazer de seu reflexo. O narcisista é vingativo por perceber o amor como uma monarquia. Sem ele, o outro não é nada, não tem história, não tem passado, não tem futuro. Distanciado de seu domínio, perde o direito à coroa e converte-se, de novo, em reles súdito. A vingança é vaidade, mas não tema, não se acovarde. A última bolacha recheada do pacote ficará para as formigas. Fabrício Carpinejar
"Delicadeza não se ensina, é diferente do respeito. Delicadeza é temperamento, não se obtém com a idade, não é uma promoção da sensibilidade, não vem com a educação ou com a imitação dos pais. Delicadeza é um defeito maravilhoso, uma entrega irreversível. É uma loucura do bem, um…
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"Delicadeza não se ensina, é diferente do respeito. Delicadeza é temperamento, não se obtém com a idade, não é uma promoção da sensibilidade, não vem com a educação ou com a imitação dos pais. Delicadeza é um defeito maravilhoso, uma entrega irreversível. É uma loucura do bem, uma paranóia sadia. Oferecer mais do que foi pedido, oferecer-se à toa. Sucumbo diante da delicadeza: a delicadeza é gentileza refinada."
SEGREDO ENTRE DEUS E O HOMEM Fabricio Carpinejar Arte de Eduardo Nasi
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SEGREDO ENTRE DEUS E O HOMEM Fabricio Carpinejar Arte de Eduardo Nasi Raramente você atravessará a encarnação sem experimentar amor, a amizade, a esperança e o ódio. Mas pode morrer sem nunca conhecer a misericórdia. A misericórdia não é racional, extrapola a lógica e a balança dos pensamentos coloquiais entre o certo e o errado. A misericórdia é oferecer chance para quem não merece, é alcançar o perdão para quem recusou a penitência, é emprestar coragem a um covarde, é carregar alguém nas costas do inferno ao paraíso. Não ser capaz da misericórdia é humano. Não tem nada de errado. Pois Deus criou algo realmente incompreensível, inaceitável e perigoso dentro do coração. Não confunda misericórdia com complacência. Não significa ceder, porém apoiar na mais completa adversidade. Assim como é fácil a remissão após longo tempo ou no momento em que os acontecimentos esfriam. Misericórdia mesmo unicamente tem sentido quando o sangue está quente e a raiva recente de seus ressentimentos. Misericórdia é um suspiro no interior de um soluço, é uma lágrima que molha as palavras da boca. Não tem como entender. Às vezes não há como aceitar. Estraga a sociedade e a convivência, desfaz a hierarquia dos pecados e o entendimento da redenção pelo esforço. Misericórdia abole o julgamento, cria exceções insuportáveis, mima a maldade. É um apoio sumário, sem aguardar contrapartida e recompensas. Só será feita por quem tem estômago forte, caráter transcendente e pulso firme. Os fracos não aguentam os revezes da culpa. Misericórdia é quando um sobrevivente do holocausto desculpa um nazista, é quando uma mãe não se vinga do assassino de seu filho, é quando a vítima da violência se solidariza com as condições do agressor. Misericórdia é quando você tem todos os motivos para perder a fé e, estranhamente, reforça os votos de crença na vida.
É me acomodar no avião e já adormeço. Nem espero o comissário fechar as portas. Durante conexão de Galeão para Salgado Filho, escorado na janela, pronto para babar, escuto uma mulher chorando na poltrona da frente. Sempre vou acordar quando ouvir uma mulher chorando. Meu sono n…
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É me acomodar no avião e já adormeço. Nem espero o comissário fechar as portas. Durante conexão de Galeão para Salgado Filho, escorado na janela, pronto para babar, escuto uma mulher chorando na poltrona da frente. Sempre vou acordar quando ouvir uma mulher chorando. Meu sono não resiste a mulher chorando. Ela soluçava ao telefone: – Você disse que a gente moraria junto depois que terminasse seu treinamento. Você mentiu, você só está me enrolando com promessas. Promessa dói. Esperança dói. Não alcançava qual o contexto da conversa, mas sua frase produziu muito sentido. Esperança dói! Eu quase chorava junto. Ela estava coberta de sentimento mais do que coberta de razão. Concordava com ela: não minta com esperanças. Minta com qualquer outro sentimento, menos com esperança. Não ofereça esperança se não acredita na relação. Pense bem antes de falar, pense se realmente deseja cada verbo. Cuidado com aquilo que sonha em voz alta. Todas as palavras são estrelas cadentes. Prometer é sério, prometer é se comprometer. Não adianta dizer que só falou, alegar que não fez nada de errado e lavar as mãos no vento. Falar é fazer. Entenda que a esperança é o que mais machuca. Não há maior tortura do que gerar esperança em vão: é oferecer para tirar. Não estimule projetos se não está disposto a cumprir, se não é sincero, se não é verdadeiro. Não diga da boca para fora pelo prazer da hora, pelo romantismo, pelo arrebatamento. Imaginar já é concretizar. Se não tem segurança com sua companhia, não iluda. Não fique fantasiando casa própria, filhos, cachorro, viagens ao Exterior. Não insufle o porvir para agradar. Não disfarce o pouco sentimento com a eternidade. Não chame o futuro impunemente. Não apele para a emoção à toa. A fantasia é uma responsabilidade do casal. Pois o amor é o que se vive somado ao que se conversa somado ao que se planeja. Ao fortalecer intenções, permite que ela ou ele passe a esperar dali por diante. Somos crianças no amor, ansiosas pela confirmação das expectativas. Enxergamos o que imaginamos, trabalhamos para conseguir o que imaginamos. Esperança é também parte importante do namoro. Esperança é também lembrança do namoro. Esperança é também memória do namoro. Esperança é também realidade do namoro. O que foi idealizado a dois é um patrimônio da intimidade, um marco da confiança. Ninguém sofre numa separação por aquilo que aconteceu, sofrerá por aquilo que não vai mais acontecer. Sofrerá pela perda da esperança mais do que pela perda do amor.
o olhar de despedida é o mais bonito: o que confere se não esqueceu nada no olhar do outro
“Não quero ser demais, quero ser necessário.”
Não há como ensinar o outro a escolher, toda escolha depende da capacidade de suportar perdas.
Nunca pedirei desculpa pela minha intensidade, quem está errado é o indiferente.
Você é capaz de se apaixonar pela mesma pessoa várias vezes, desde que continue sempre se amando.
"Nossa felicidade é diretamente proporcional à inveja dos outros."
Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Amigo é destino, amigo é vocação.
A morte não é para amadores. A morte não pede para você guardar os óculos antes de bater em sua cara. A morte não se intimida se é idoso ou uma criança. A morte é implacável e não espera que você prepare um discurso de adeus - os outros terão que se virar com as palavras ditas e…
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A morte não é para amadores. A morte não pede para você guardar os óculos antes de bater em sua cara. A morte não se intimida se é idoso ou uma criança. A morte é implacável e não espera que você prepare um discurso de adeus - os outros terão que se virar com as palavras ditas e as lembranças esparsas. A morte dói duas vezes: para quem parte sem saber e para quem fica sem compreender o sumiço. A morte desidrata a alma. A morte não lhe poupa das piores notícias, diz de uma vez, grosseira. A morte vai tirando quem você mais gosta de repente e deve se virar com o luto. A morte é a solidão da memória. A morte não respeita Dia dos Pais ou das Mães e leva o seu pai e sua mãe no meio da comemoração. A morte não poupa sequer o aniversário de alguém. Não aguarda que soprem as velas, que vire o pêndulo da meia-noite, que se abram os presentes. Ela não ama ninguém para dar desconto, sobrevida, perdoar atrasos. A morte tem inveja da vida. Parece que ela nos obriga a ser feliz sem pensar muito no futuro, sem se demorar para responder os afetos, sem adiar os sonhos. A morte grita em nossos ouvidos: faça agora antes que seja tarde. Fabrício Carpinejar 🍃
"Parece que ela, a morte, nos obriga a ser feliz sem pensar muito no futuro, sem se demorar para responder os afetos, sem adiar os sonhos. A morte grita em nossos ouvidos: faça agora antes que seja tarde."
Amar é uma opção, não uma maldição. Não está condenado a amar alguém. Tem a liberdade de escolher quem lhe faz bem.
Virtude amorosa é saber o ponto fraco do outro e jamais usá-lo em uma discussão para obter vantagem.
Minha mulher tem a senha do meu celular e eu tenho a dela. Nunca conversamos a respeito - simplesmente aconteceu. Assim como não conservamos a certeza de quem falou o primeiro “eu te amo”, talvez tenha sido junto. Não há o que esconder do outro. Às vezes assistimos vídeos lado a…
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Minha mulher tem a senha do meu celular e eu tenho a dela. Nunca conversamos a respeito - simplesmente aconteceu. Assim como não conservamos a certeza de quem falou o primeiro “eu te amo”, talvez tenha sido junto. Não há o que esconder do outro. Às vezes assistimos vídeos lado a lado, ela me mostra o que recebeu no grupo e eu apresento por onde estou navegando e peço a sua opinião sobre as notícias - os aplicativos existem para puxar conversa em vez de agravar o isolamento. Celular não é para ser um cofre, um segredo, uma conta privada. É apenas mais um recurso para falar com os amigos.
E é uma das mais deliciosas sensações do amor: a confiança. Não se proteger, não se ocultar, não usar desculpas, não ser agressivo para omitir conversas incriminadoras, não suar frio pela deslealdade online.