A língua é em si mesma. Tem vida própria.
Frases de Fábio Sexugi
49 frases
Chuva Nuvem densa no céu A água que invade
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Chuva Nuvem densa no céu A água que invade são gotas de saudade
Por ironia, procuro na noite um instante do dia.
Endereço Minha casa é um recanto do mundo a doze passos do coração.
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Endereço Minha casa é um recanto do mundo a doze passos do coração. É horta fértil, jardim fecundo, pelos Campos do Mourão. Minha casa é colo e cafuné, é cheiro de mate e pão caseiro, é força e vida, vigor e fé que canta o sino de Engenheiro. Minha casa é abraço apertado onde a Gralha Azul fez ninho. É beijo tímido, apaixonado nos cafezais de Sertãozinho. Minha casa é floresta que se avista da janela velha rindo à toa. É semente nova que o altruísta acomoda e rega em terra boa. Minha casa é pinheiro, é cipestre que penumbra, em trilha oportuna, os tapetes do ipê roxo, flor silvestre nas calçadas de Araruna. Minha casa tem gosto de Carneiro ao Vinho, Sabor sagrado, segredo sangrado no sul. É terra rubra que pinta o pé pelo caminho, é sossego, saudade e sol. É Peabiru.
Construir um belo obelisco a pacifistas regionais não basta. É mísero! Insensatez! Para homenageá-los, seria preciso construir a paz e a justiça pela qual lutaram, e não monumentos apenas.
Algea, eleison! Que é a dor, senão fria corrente
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Algea, eleison! Que é a dor, senão fria corrente que une os mortais? Que é o amor, senão medo pungente de murmurar ais? É a dor quem desenha os santos e os pecadores. É ela a mesma senha nas prisões e nos andores. Pois santidade e imperfeição têm nas veias mesmo sangue: São filhas da aflição, paridas num mesmo tanque cujo nome é coração.
Não quero perder aquilo que mais admiro na juventude: a inquietação.
Sou prático: digo logo o que quero e o limite de preço aos vendedores e pronto. Não tenho muita paciência pra ficar escolhendo cores, formas e o diabo.
Só os curiosos com espírito sublime valorizam essas que a maioria chama de coisas de quem não tem o que fazer.
Tempestade gaúcha Gotas errantes imitam vanera
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Tempestade gaúcha Gotas errantes imitam vanera Caem dançantes sem eira nem beira Um vento criança recorda sanfona Fissura de dança me vem logo à tona
Tributo aos amigos Meu coraçao peabiruta Gratidão fertiliza
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Tributo aos amigos Meu coraçao peabiruta Gratidão fertiliza E obrigado tributa Aos meus caros amigos Que de forma precisa Me abrandam perigos E dividem comigo: Piadas Brinquedos Problemas Torpedos Cachaça Segredos Suas preces Seus medos Aos amigos de berço Aos amigos de acaso Aos amigos de terço Aos amigos de passo Aos amigos à vista Aos amigos a prazo Aos amigos de trampo Aos amigos de aço Aos amigos grandes Aos amigos pequenos Aos amigos sinceros E aos mais ou menos E a quem do meu lado Peregrina essa estrada Um abraço apertado! Uma Skol bem gelada!
Tenho medo de poucas coisas. Mas, a que mais me incomoda é a ameaça da velhice.
Não basta beatificar um mártir. É muito pouco. É preciso imitar-lhe a coragem, a perseverança e ajudar outros corajosos e perseverantes em suas lutas, para que não precisem conhecer o batismo de sangue.
Deus permita que daqui uns tempos eu possa olhar para uma foto minha destes dias e dizer-me, sem peso na consciência, que mantive viva a inquietação: essência da juventude.
Pior que aceitar a ignorância religiosa como 'religiosidade popular' é inventar novas superstições para explorar ainda mais essa mesma ignorância ou o desespero de muita gente para lucrar.
O medo da luz condensa, reduz homens em pedras.
Nossos adolescentes têm futuro? Não, não tem. E a resposta continuará negativa enquanto não houver políticas públicas sérias para a juventude.
Ao Estudante Anônimo Liberdade é poesia que não se desvia
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Ao Estudante Anônimo Liberdade é poesia que não se desvia das muralhas Liberdade ultrapassa Tanques brutos da praça represálias Liberdade é música que vai além da letra escrita berrada mortal: Manifesto silencioso da verdade Genuína paz celestial
Escrevo porque gosto de escrever. Melhor, de rabiscar. Rabisco, rabisco, finjo que escrevo. É só fingimento. Mas, fico satisfeito.
Superna notula Não escrevo poesia é ela que me escreve
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Superna notula Não escrevo poesia é ela que me escreve é ela que se atreve a grafar-me, tirania Poesia não se lavra nasce sozinha erva-daninha erva-palavra Poema não se poda é soberano sobre-humano incomoda A poesia está em tudo é quase ente onipresente onidesnudo
Cerejas enchem os olhos, não a barriga.
Tenho uma teoria de que a propaganda política na TV só serve para alienar ainda mais o povo brasileiro que é historicamente despolitizado.
O Big Brother é um Big Self. E, caso assinasse o pay-per-view, Sartre atualizaria sua afirmação: 'o inferno somos nós mesmos'.
A minha geração relativiza absolutismos e absolutiza o relativismo.