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Frases de Fábio Murilo

155 frases

⁠Há um determinado programa de TV intitulado Escola do Amor que passa aqui na Rede Record, pertencente a Igreja Universal que "ensina" as pessoas a conviverem melhor em seus relacionamentos, namoro também, não sei, não acompanho. O apresentador dividindo o programa com a esposa,…
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⁠Há um determinado programa de TV intitulado Escola do Amor que passa aqui na Rede Record, pertencente a Igreja Universal que "ensina" as pessoas a conviverem melhor em seus relacionamentos, namoro também, não sei, não acompanho. O apresentador dividindo o programa com a esposa, chama até os telespectadores de alunos. Mas, essa questão é uma coisa tão estritamente pessoal, tão relativa, no meu entendimento, que é como discutir o sexo dos anjos, como se diz. Não dá pra horizontalizar, generalizar. Parei um pouco quando ia chegado do trabalho para ver um pedaço que já estava passado e eles, o casal mais perfeito do mundo, orientavam uma moça que contava minúcias, particularidades dela com o esposo, escancarava sua vida pessoal pra todo mundo saber, de tal maneira que me causou um certo desconforto, constrangimento e pedia aconselhamento. Eles enrolaram, enrolaram, desconversaram, saíram do assunto, fizeram conjecturas, até supuseram que ela também estivesse errada, enfim, numa exposição desagradável do que não nos diz respeito. Sou mais a sabia, secular e gratuita sabedoria popular que, cautelosamente, diz: "Em briga de marido e mulher não se mete a colher".

⁠Muitos dizem, "não faltara oportunidade", sei lá, eu lá sou o dono do futuro, "A gente tira um dia" (se tirar um dia faltara no calendário, o tempo já passa rápido e tirando mais do pouco que tem...). Um dia de sábado cismei e queria ir rever uma cachoeira num município vizinho…
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⁠Muitos dizem, "não faltara oportunidade", sei lá, eu lá sou o dono do futuro, "A gente tira um dia" (se tirar um dia faltara no calendário, o tempo já passa rápido e tirando mais do pouco que tem...). Um dia de sábado cismei e queria ir rever uma cachoeira num município vizinho de Primavera, só fui uma vez e era muito criança, e ainda lembrava, menino guarda essas coisas diferentes, era no meio do mato, e se andava um bom tempo. Propus a uns parentes que se mostraram entusiasmados com a ideia, e combinaram de ir um dia... Um dia quando... Dia 26 do próximo mês, daqui a duas semanas, daqui a pouco... Fosse eu esperar... Até hoje. No outro dia, domingo, fui só, sai as 7, 8 horas, de buzão mesmo, mas, queria ir e pronto, cheguei, finalmente, quase 12. Surpreendi-me ao chegar, tinha carro pra levar e trazer, onibus de escursão indo e voltando, tinha uma muralha parecendo a de Fazenda Nova, algo imitando um castelo medieval e estavam cobrando pra entrar, paguei, tinha restaurantes, dancing, e no dia se apresentaria a banda Labaredas, pra quem gosta de dançar, toda uma estrutura. E a cachoeira lá, bonita! Tirei fotos e voltei no final do dia. Fui outra vez depois do inverno, onde ela tava mais cheia, selvagem, raivosa, tensa, rugindo, derramando seu véu espumoso e exagerado que havia carregado até a ponte. Carpien Dien!

⁠Ontem quebra-quebra aqui das torcidas (des)organizadas. É sempre assim, dessa vez seguidos de arrastões e pra variar, depredação de ônibus, selvagens tribos urbanas de marginais ameaçadores correndo e gritando de madrugada. Além de aborrecentes tem até uns homens veios barbados.…
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⁠Ontem quebra-quebra aqui das torcidas (des)organizadas. É sempre assim, dessa vez seguidos de arrastões e pra variar, depredação de ônibus, selvagens tribos urbanas de marginais ameaçadores correndo e gritando de madrugada. Além de aborrecentes tem até uns homens veios barbados. Dias desses num domingo ia num ônibus e alguns delinquentes fardados com suas devidas camisas dos times, fizeram sinal pro ônibus parar, o motorista querendo evitar confusão abriu a porta traseira pra eles subirem e viajarem de graça, né que esses acéfalos, psicopatas juvenis desceram na outra parada, sem ter nem pra que, nem era a parada do estádio, sem antes quebrarem um dispositivo vermelho, que não conheço o nome que fica acima da porta e controla o abrir e fechar, e a porta não fechou mais, pelo simples prazer de contrariar, ir contra as normas, mostrar poder. Essa horda estúpida deveria usar toda essa inutilidade, essa babaquice institucionalizada, que não leva a nada, pra protestar nas ruas, cobrar seus direitos, engrossar as passeatas de protestos, isso sim seria louvável, seria corajoso, edificante, construiria, encheria a vista. Esse comportamento imbecil passa simplesmente pela educação domestica, começa tudo ai, filhos bem educados são outro nível, dão mais futuro. Que esperar de uma juventude dessas. "Ensina a criança no Caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele!" - (Provérbios 22:6).

⁠Nilson morreu! " "Teu marido?", "Não, o mestre dele". Disse Jandira. O velho professor de karatê que a anos sofria de uma dores ao lado da barriga e tratava tudo no chazinho caseiro: Deve ser o figado... Deve ser isso... Deve ser aquilo... Deve ser... Deve ser... E nada de douto…
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⁠Nilson morreu! " "Teu marido?", "Não, o mestre dele". Disse Jandira. O velho professor de karatê que a anos sofria de uma dores ao lado da barriga e tratava tudo no chazinho caseiro: Deve ser o figado... Deve ser isso... Deve ser aquilo... Deve ser... Deve ser... E nada de doutor de jaleco. E nisso ja a anos e sempre com aquela dorzinha de estimação. Só sei que um dia a dor apertou mais forte do que de costume, mas, tão forte, tao forte, que ele desmaiou. Socorrido, veio a óbito no hospital. Abrilham-lhe a barriga pra investigar e tinha um caroço enorme, do tamanho de um coco! Tiraram um pedaço pra fazer a necessária necrópise, e qual foi a surpresa, não era coisa ruim, era simplesmenre um cisto que haverá crescido, dimensionado tanto, a tal ponto com a passagem dos anos, tomando assombrosa dimensão. Erupção cutanea facilmente tratável, estirparvel, tambem conhecido, popularmente por furunculo, cabeca de prego, carnegao, e tirado totalmente todo trageto, não volta mais. Chatinho, mas, totalmente benigno. O velho e corajoso mestre de karatê morrerá devido a perca de sangue que se acumulam nessas patologias cutâneas e, devido a idade avassada, e a perca tanta do fluido vital viria a ser fatal. Morrerá literalmente vencido pelo medo.

⁠Seu Nivaldo é um cidadão que mora aqui perto... É um cara que vai pelo certo, compra e exige a nota fiscal, por exemplo, seja do que for, mesmo que achem ele chato, mas, vamos pelo certo, o certo é certo, essas coisas. Na rua de seu Nivaldo tem duas fileiras de arvores, que ele…
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⁠Seu Nivaldo é um cidadão que mora aqui perto... É um cara que vai pelo certo, compra e exige a nota fiscal, por exemplo, seja do que for, mesmo que achem ele chato, mas, vamos pelo certo, o certo é certo, essas coisas. Na rua de seu Nivaldo tem duas fileiras de arvores, que ele disse que foi ele mesmo plantou as mudinhas, e hoje estão enormes dando sombra. Também tem uns bancos de cimento que ele mesmo fez. E uma ponte de material alternativo atravessando o rio, que no passado já foi maior, dizem que vinham carros com famílias para tomar banho e passavam as tardes, a agua era limpinha, mas aos poucos foram aterrando para fazerem casas, hoje é só um córrego, um canal barrento, embaixo da ponte de seu Nivaldo. Agora seu Nivaldo conseguiu com a prefeitura que sua rua no final de semana fosse interditada e virasse uma rua de lazer pros moradores se divertirem, os adolescentes praticarem skates. Seu Nivaldo não ganha nada com isso, nunca foi nada, nem sindico, nem líder comunitário, nem pretende ser nem vereador, presidente do Brasil, apenas seu Nivaldo, o homem que gosta de ir pelo certo, aquele faz e consegue as coisas, que faz essas coisas porque acha que devem ser feitas, porque acha que é o certo.

Uma vez a caminho do trabalho perto de descer, avistei um caminhão de engradado, acho, parado, não lembro ao certo rente ao calçamento, atrapalhando um pouco a circulação dos veículos. Só sei que não sei porque tampei os olhos de uma mocinha que trabalhava comigo, que estava na p…
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Uma vez a caminho do trabalho perto de descer, avistei um caminhão de engradado, acho, parado, não lembro ao certo rente ao calçamento, atrapalhando um pouco a circulação dos veículos. Só sei que não sei porque tampei os olhos de uma mocinha que trabalhava comigo, que estava na porta esperando descer feito eu, de brincadeira eu disse, : - Não olhe, não! Depois tirei a mão e ela arregalou os olhos e abriu a boca fazendo uma fisionomia de pavor, a espanto, aí quando ônibus começou a andar vi de relance um pedaço de bola de futebol cortada com alguns cabelos. Pedaço de bola com cabelos... Aí caiu feito um raio a percepção. Ao descer reparei uma aglomeração de pessoas olhando, tirando fotos, , com suas curiosidades morbidas, soube que era um corpo de um homem que trafegava numa bicicleta rente ao caminhão, aí a bicicleta tombou de lado, de repente, como que empurrada pela mão do destino, acredito que devido a algum buraco, entulho da avenida em reforma, uma desculpa qualquer, o deformando-o. Teve uma morte boa, penso, apesar de trágica. O ideal era não morrer, mas, não há outra opção. Apagou feito uma lâmpada, como um fio cortado ao meio, interrompendo a corrente, impedindo a iluminação. Nem dor deve ter sentido, medo, foi pego se surpresa, não agonizando dias, até a exaustão no leito. Foi surpreendido pelas costas, covardemente, como se obedecessse a nossa lógica e razão. Incomodou quem ficou olhando só, ele não, isso é forma de morrer, pavorosa, preconceituosos. Em plena saúde, provavente, vigor do corpo fisico, pensando em nada, despreocupado, preocupado no máximo pra não atrasar no trabalho, agora nao vai mais nao. No máximo, lembrando de algo agradável, quem sabe, a cerveja do final de semana, o futebol do seu time, coisas simples, o aniversario naquele dia, talvez. Poxa! tinha outro dia pra isso acontecer nao? So sei que apagou como uma lâmpada, ou uma vela? Um passarinho abatido, um pintassilgo, uma criança que não sane e bota a mão. Morreu sem saber, "morreu na contra mão atrapalhando o trafego".

O efeito placebo, que segundo o dicionário quer dizer: "Um placebo (do latim placebo, que significa "agradarei" é um fármaco, terapia ou procedimento inerte, que apresenta, no entanto, efeitos terapêuticos devido aos efeitos psicológicos da crença do paciente de que ele está a se…
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O efeito placebo, que segundo o dicionário quer dizer: "Um placebo (do latim placebo, que significa "agradarei" é um fármaco, terapia ou procedimento inerte, que apresenta, no entanto, efeitos terapêuticos devido aos efeitos psicológicos da crença do paciente de que ele está a ser tratado." Pelo que entendi, a grosso modo, determinados medicamentos que são ministrados, sem no entanto terem qualquer principio ativo, "um faz de conta", pra ajudar a diminuir a dependência a determinada medicamentos controlados, ou pra testar uma nova formula, que uma vez o indivíduo acreditando nos seus "efeitos", que só existira na cabeça dele começara a apresentar realmente melhora, se cura, sem saber, acreditando. Nada mais que a fé em pratica, acreditar no que não vê, o que Jesus sempre frisou, após alguns milagres: "Tua fé te salvou" ."Tua Fé... Preste atenção, tua fé te salvou!" \o/ É científico isso, pratico. . A gente tem mais facilidade em acreditar, a imaginar o pior, a ter pensamentos negativos, sermos impressionáveis, temer as coisas ruins, sofrer por antecedência. Inconscientemente, pensamos assim, o bom já tá no lucro, não inspira preocupação. Se tivéssemos essa mesma facilidade em acreditar que iríamos alcançar êxito, melhorar. Dai as doenças de fundo emocional, "da cabeça", os estresses, mas difíceis de sarar.

É o poder da fé, você acreditava naquela senhora, na antiga rezadeira, no desespero ou não. Ouvi dizer que Jesus não curava efetivamente, claro que ele podia, mas ele queria um voto de confiança de você, tanto é que no final dos milagres ele dizia: "Tua fé te salvou!" A tua! Tant…
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É o poder da fé, você acreditava naquela senhora, na antiga rezadeira, no desespero ou não. Ouvi dizer que Jesus não curava efetivamente, claro que ele podia, mas ele queria um voto de confiança de você, tanto é que no final dos milagres ele dizia: "Tua fé te salvou!" A tua! Tanto assim que ele sentiu que uma força brotava de alguém no toque da mulher hemorrágica, no centurião romano que queria a cura pro servo, empregado, que ele tinha como filho, apego é assim mesmo, mas, envergonhado pela cara de pau, disse: "Não sou digno que entreis em minha morada, mas, direis uma só palavra e ele será salvo. E Jesus espantado por tamanha fé de um homem que acreditava nos deuses romanos, mas, lhe deu esse voto de confiança, disse, fé assim nunca vi, nem em Jerusalém, vá la, seu servo já está curado, lhe esperando. A gente tem fé ao contrário, fica imprecionado com isso, com aquilo, juntando lixo mental, negatividade, daqui a pouco ta se sentindo mal de verdade ou mentira de tanto pensar. Ouvi dizer que tem mulheres que ficam até grávidas e tudo, a barriga cresce obedecendo a vontade, tem sintomas, estranha, sem nada ter nas entranhas. Isto que é fé! - (18.05.2020)

Ainda agora enquanto fazia a barba me lembrava da figura do araque. Quem era o araque? Araque era tipo, a grosso modo, policiais genéricos. Deixa explicar melhor, certos indivíduos que possuíres de armas em casa que na intenção de guardar a residência, se defender de possíveis e…
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Ainda agora enquanto fazia a barba me lembrava da figura do araque. Quem era o araque? Araque era tipo, a grosso modo, policiais genéricos. Deixa explicar melhor, certos indivíduos que possuíres de armas em casa que na intenção de guardar a residência, se defender de possíveis e potenciais bandidos de todos os lados, possuíam arma de fogo, com a mesma naturalidade como quem possuía um guarda-chuvas, o passado havia um certo abrandamento nesse sentido, pelo que vejo, não havia a exigência do porte de armas, qualquer um possuía em casa. Meu pai, inclusive, possuía uma, um três oitão, como se diz, popularmente, na gíria corriqueira, que diariamente polia, alisava com carinho, e punha óleo de maquinas Singer, para ta sempre calibrado, lubrificado na hora de atirar, hoje tenho a maior ojeriza a armas. Uma vez o vi atirando na rua, embaixo da calçada do vizinho, eram uma dez, onze horas das noite, pouco depois de fechar a venda, e o vizinho e o povo nem ai, era uma coisa banal de ver e ouvir, corriqueira, nada demais, perguntei: - Pai que é isso? Ele respondeu: - Bala fria! Depois eu soube que eram balas imprestáveis que podiam falhar na hora que precisasse. Mas, se não prestava era só jogar no lixo, mas, na cabeça dele tava jogando fora e aproveitando e treinando a pontaria, pratico! Mas, voltando a historia dos araques de policia, eram civis, possuidores de armas de fogo que pra não perder o dinheiro pela comprar do armamento de nenhum uso, ou uma vez na vida, graças a Deus, e por assistirem muito filme de ban-bang, certamente, sei lá, se ofereciam para ajudar os policiais de verdade. O comissário de onde eu morava, esse cargo deve ter sido extinto da policia, pois não ouvi mais falar, tinha uns cinco a seu dispor, que por questão de ética vou omitir os nomes, ou apelidos, iam buscar os malfeitores na unha, fosse onde fosse, bastava serem requisitados, o comissário e seus e esses bravos voluntários. E o mais interessante, soube que não ganhavam nada, serviço voluntario feito os dos hospitais, só que era atrás de bandido, algo mais dinâmico. Sei não hein? Duvido muito. Como é que o cidadão no conforto de sua casa e segurança, vai procurar sarna pra se coçar, sair trocando tiros por ai , se arriscando a morrer ou ficar aleijado, como se estivesse jogando vídeo-game. Só que tudo é muito real, ele lá. Pô do distintivo, na boa, fazia uma vaquinha, dava algum pros caras no final do mês, que davam a maior força, ali feito super homem, homem aranha, da TV, eram meus heróis de carne e osso, eletrizante, muito corajosos. Mas, sempre pergunto a policiais da reserva, insistindo em saber, sempre que tenho oportunidade e sempre me dizem, que, realmente, não ganhavam nada realmente, que os caras eram doidos mesmo, só pelo prazer da aventura, status, do que achava que é certo. Hoje vejo falar de milicas, policias de farda, agindo como se não fosse. Saudade desse Brasil mais puro e inocente de outrora.

Vi aqui na TV um jovem do sul do pais, de ferias sei lá, passeando, passando na Bahia, foi saltar de tirolesa na propriedade de um amigo, um club, a corda partiu e ele despencou no chão feito um saco de cimento, de uma altura de uns vinte metros. Havia uma postagem dele no Face c…
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Vi aqui na TV um jovem do sul do pais, de ferias sei lá, passeando, passando na Bahia, foi saltar de tirolesa na propriedade de um amigo, um club, a corda partiu e ele despencou no chão feito um saco de cimento, de uma altura de uns vinte metros. Havia uma postagem dele no Face convocando as pessoas a viverem a vida intensamente, cada momento, aproveitar a vida ao máximo, se divertimos. Morreu aproveitando, foi uma fatalidade apenas. A irmã chorando disse que saiu com o irmão vivo de casa, e agora, coisa estranha, no avião, retorna dentro de um caixão, inconsolável, como a dizer: não era pra ser assim. Ela disse que ia processar o que a pouco era um amigo. Temos vontade viver pra sempre, temos sede de vida, cem anos tivermos e queremos viver mais, se possível viver eternamente. A morte chegará sempre como uma intrusa, um aborto, um calo no sapato da existência. Como ouvi de uma psicóloga, tempo desses, se considerarmos isso não vivemos, temos que ir levarmos a vida nos fazendo de bestas, vivendo como fôssemos eternos.

Ai aquele colega que vivia dizendo que o mundo tava assim, assado, contabilizando terremotos, furacões, crimes, assassinatos, doenças e tudo que não presta como se a vida só tivesse isso e eu sempre dizendo: Sempre houve isso rapaz desde que o mundo é mundo e ele me contradizendo…
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Ai aquele colega que vivia dizendo que o mundo tava assim, assado, contabilizando terremotos, furacões, crimes, assassinatos, doenças e tudo que não presta como se a vida só tivesse isso e eu sempre dizendo: Sempre houve isso rapaz desde que o mundo é mundo e ele me contradizendo irritado, aumentando a voz, enfático: Mas agora tá pior, é o final dos tempos. E dizia isso com uma satisfação, superioridade, um escolhido, era membro de uma congregação religiosa. Acontece que uma vez vitimado por uma queda, relativamente boba sofreu um traumatismo craniano, é a maneira como se cai, operou-se e passou meses internado num hospital publico com uma mangueira enfiada na cabeça, palavras dele. E há quem dissesse que dessa não sairia, sabe como a turma é, leva-se uma topada e espalha-se que a criatura perdeu a perna. Só sei que graças a Deus ele recebeu alta. Andava, depois, dizendo, visivelmente emocionado que tinha nascido de novo, que teve um livramento e quem serve a Deus, segue suas palavras terá uma vida longa aqui na terra. (03.04.2020)

Abraçar uma crença é uma coisa muito seria, é se comprometer com Deus principalmente. É representar diretamente uma instituição, vestir a camisa, é servir de exemplo. Coisa mais hipócrita é cantar hinos, louvores, orar em alto e bom som nos templos, não importando a denominação,…
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Abraçar uma crença é uma coisa muito seria, é se comprometer com Deus principalmente. É representar diretamente uma instituição, vestir a camisa, é servir de exemplo. Coisa mais hipócrita é cantar hinos, louvores, orar em alto e bom som nos templos, não importando a denominação, e durante o dia a dia, não ter cuidado com seus gestos, palavras, com o modo de tratar os outros, seus irmãos em Cristo, como gostaríamos de ser tratado, alias, é mandamento, básico do básico, vejo cada coisa que me enoja, fico pasmo, é muito concorrente ao troféu olho de peroba, não estou julgando só constatando, aqui, ali, o procedimento de alguns que se apresentam como cristãos mais que os outros. E tem uns até que se mete a aconselhar, se consideram com toda certeza do mundo salvos, se sentem superior aos outros, assim com Deus, o braço direito. Outros tantos, a maioria, procuram Deus só na hora da necessidade, ainda agora mesmo vi uma mensagem da palavra de Deus no chão, dessas distribuídas por nossos irmãos evangélicos, apanhei, li e deixei em lugar estratégico para outros que ocasionalmente possa pegar e servir de alento no momento oportuno, não é queira ser melhor que os outros mas, considero o mais acertado, lógico, respeitoso. Na hora do aperto é tanta frouxidão, retém com carinho o papel com as balsâmicas palavras e até pedem oração. Outros tem por habito por logo abaixo do nome, em primeiro plano, na placa de seus estabelecimentos comerciais, um diminuto dizer, tão ou mais importante que a razão social: Deus é fiel! pra ver se dar sorte, se Deus vai se sensibilizar, como a gente, encher o ego, feito o humano faz, ganharem pontos, ficarem simpáticos. Quero ver é ser fiel com Deus, feito era seu Cabral, um senhor da Assembleia de Deus no meu tempo de menino, que não vendia cigarros nem a pau em seu estabelecimento, e era motivo de chacota que o deixa furioso, esbravejando, toda vez que alguém, fingindo-se de desentendido, perguntava, de brincadeira: - Seu Cabral tem cigarro?

Tava na agência bancária esperando ser atendido, aí ouvi alguém cantarolando uma canção do banheiro com a porta entre aberta, não consegui distinguir de quem, mas, era uma canção. Aí saiu de dentro um cidadão de uma empresa terceirizada responsável pela limpeza. Perguntei a ele:…
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Tava na agência bancária esperando ser atendido, aí ouvi alguém cantarolando uma canção do banheiro com a porta entre aberta, não consegui distinguir de quem, mas, era uma canção. Aí saiu de dentro um cidadão de uma empresa terceirizada responsável pela limpeza. Perguntei a ele: o senhor é evangélico e ele disse que não. Lhe falei, o quanto era inspirador ver alguém nessa tenção enlouquecedora do momento cantarolando, o mundo desabando e ele nem ai, só passando álcool na mão feito todo mundo, usando luvas, mas, o psicológico preservado, intacto. Ele disse que era assim mesmo, se se preocupar é pior. Lembrou-me uma colega de trabalho, assim igual a ele, adorava cantar no serviço, voz afinada, de vez gostava de formar comigo um dueto improvisado, ela Jane, eu Tanzan, digo, Erondi: "Não se va... " e aqui, acolá aparecia gente interessada em contrata-la, da uma palhinha num evento, parecia uma profissional The Joice, se autotitulava extrovertida. Até fazia umas dancinhas, só no sapatinho, a turma ria, uma simpatia, gostava do ambiente. Tinha uns que estranharam, alegria demais incômoda, aliás, gente incomum, Jesus morreu assim. Um até me perguntou, intrigado, com ar contrariado: Porque ela tá assim? Teve aumento? Eu disse não, era o jeito dela. Daqui a pouco ele perguntou a ela diretamente não satisfeito com minha resposta. Por que você tá assim? Teve aumento? Ela respondeu, não, tenho Jesus em minha vida, e nem era crente. Feito diz um verso duma famosa canção de Vinicius de Moraes: "Ando escravo da alegria, hoje em dia minha gente isso não é normal".

Posso ser fã de um igual, de um amigo, um vizinho, porque nao? E não apenas do convencional, um midiático ídolo, que me impõem, que nem me conhece, convive comigo. Que frequentemente nos decepcionam no dia a dia de ser humano banal, igual a mim, pois admiramos mais um personagem,…
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Posso ser fã de um igual, de um amigo, um vizinho, porque nao? E não apenas do convencional, um midiático ídolo, que me impõem, que nem me conhece, convive comigo. Que frequentemente nos decepcionam no dia a dia de ser humano banal, igual a mim, pois admiramos mais um personagem, uma representação, um ideal, uma fantasia, uma roupagem forçada, disfarçada em risos.

Sobre essa brincadeira criminosa do bullying. Lembrei de um episódio acontecido quando eu era menino o dos Ricardos. Um deles , inclusive, totalmente careca de nascenca, a personificação do bullying, mas, mesmo assim não se tocava, mas, não é neles que eu quero me deter, havia a…
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Sobre essa brincadeira criminosa do bullying. Lembrei de um episódio acontecido quando eu era menino o dos Ricardos. Um deles , inclusive, totalmente careca de nascenca, a personificação do bullying, mas, mesmo assim não se tocava, mas, não é neles que eu quero me deter, havia a Margarida a bulinada. Pois bem na hora que a professora Silvia saiu da sala para ir ao banheiro ficaram mexendo com essa moça se aproveitando da ausência da mestra, subitamente Margarida que não era de agora que sofria o assedio moral (outra expressao que nao existia na epoca) levantou-se da cadeira desesperada, pegou a garrafinha de K'suco de sua lancherinha, e começou a sacudir neles aos gritos e prantos e foi K'suco pra tudo que é lado, inclusive no quadro negro, manchando-o. Foi bem nessa hora que dona Silvia chegou e perguntou, assustada, parada na porta: "- Quer isso Margarida!" Margarida explicou incontida: " - Foi por causa deles" apontando pros Ricardos. Dona Silvia disse, pra minha surpresa, com rispidez: - "Margarida! Pegue um balde no banheiro, encha d'agua, traga um pano e limpe o quadro, agora!" E assim ela o fez na frente de todos e ainda teve de presenciar dona Silvia passar a mão na cabeça dos anjinhos Ricardos , condenando-a: "Ela que não sabe brincar!" Era a mentalidade da época. Achei certo não. Foi assim que geraram o terrorista de Realenfo e os assassinos de Suzano, pegaram em bomba! Ou como se diz, popularnente: "a desgraca de um doido é outro doido na porta". Alguns disseram a TV depois que era por um motivo fútil, que não era pra tanto, que todo mundo passou por esse tipo de coisa e nao sairam matando, mas, cada um reage de uma maneira, e vamos ver o tipo de brincadeiras sofridas, sem querer justicar, logicamente.

⁠Hoje de manhã dei uma saidinha e na volta, repentinamente, o ônibus parou, o que terá havido? Tava entretido com minha leitura, por um instante achei até bom de certa forma iria terminar de ler o livro, faltavam poucas paginas. Mas, foram passando os minutos, as pessoas já desce…
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⁠Hoje de manhã dei uma saidinha e na volta, repentinamente, o ônibus parou, o que terá havido? Tava entretido com minha leitura, por um instante achei até bom de certa forma iria terminar de ler o livro, faltavam poucas paginas. Mas, foram passando os minutos, as pessoas já descendo do coletivo, indo a pé pra casa e nada do ônibus sair. Eu levantei para verificar o que estava havendo.. Uma moto parada, simplesmente, segurando o transito de um lado e de outro da pista, nos dois sentidos contrários, o dono, sabe-se lá onde. Demorando... Um atrás de mim começou a resmungar, dizendo coisa com ele. Falei que era bom que nós descêssemos e puséssemos a moto na calçada pra desobstruir a pista. - Não, disse ele, ai é confusão. Se tivesse um guarda do Detran para multa-lo, concluiu. Você liga e espera, disse, irônico. Nesse meio tempo apareceu o motoqueiro folgado, montou na moto e saiu, o transito voltou a flui. Situação semelhante ocorreu tempo desse num bairro vizinho, também ao voltar pra casa num ônibus, me deparei com um súbito engarrafamento no caminho. Pus a cabeça fora da janela pra reparar, e em frente divisava uma fila enorme de carros, motos, ônibus... Eram quase três horas da tarde, ainda não tinha almoçado, fui ficando irritado, desci e fui verificar o que tinha ocorrido. Certamente um trágico acidente, alguém estendido adiante, um choque de dois veículos, cano furado... Ao chegar no local vi apenas um carro parado no meio da pista, perguntei que tinha acontecido, se tava quebrado... Cadê o dono... Disseram que tinha entrado num beco levando um bolo e não voltou mais. Foi levar um bolo?! Deixou o carro no meio da pista... Saiu com um bolo e entrou num beco... Que surrealista! Essa era a razão de todo esse congestionamento?! Não acredito! É muito desaforo! Ai eu disse, na hora, junta quatro, cinco homens e vamos botar esse carro na calçada, que onde esse carro deveria estar. Mas, brasileiro é aquela leseira, os motoristas dos ônibus nem ai, tranquilões, podia passar a tarde toda, entrar pela noite, só faltava sentarem numa mesa e tomar umas cervejas e papear, umas viagens a menos quanto mais o tempo passasse, tavam até gostando de certa forma. Daqui a pouco, apareceu o proprietário espaçoso, foi abrindo a porta com a maior naturalidade. Ai eu disse: "- Ei, sem noçao!!!! Olha o que tu fizesse!" E ele nem ai, olhou com glacial indiferença, com uma cara enjoada, nada disse, terminou de entrar no carro e seguiu seu caminho. Tai uma boa sugestão pro Silvio Santos, pro quadro Pegadinhas, modificando a parte do motorista, ele não voltando mais, queria ver como as pessoas se comportariam, suas reações, o que de efetivo fariam, ou não fariam para contornar o inusitado problema de falta de óleo de peroba na cara de alguns. - (Fábio Murilo).

⁠Ainda agora ia conversando com uma figura, um senhor boa praça, um cara incomum, gosto muito de gente incomum, que mexia com manutenção de geladeiras, dono de uma pequena oficina no bairro que conhecia, até então, só de vista, queria ver se ele conseguia um componente desse indi…
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⁠Ainda agora ia conversando com uma figura, um senhor boa praça, um cara incomum, gosto muito de gente incomum, que mexia com manutenção de geladeiras, dono de uma pequena oficina no bairro que conhecia, até então, só de vista, queria ver se ele conseguia um componente desse indispensável eletrodomésticos pra eu fazer uma fazer umas reciclagens em casa. Pois bem, chamou-se a atenção, particularmente, que essa figura ao longo do trajeto, saia cumprimentando e sendo cumprimentado por todo mundo , dando cordiais boa tarde, gentilmente elogiando o filhinho da jovem mãe, alertando as pessoas que descuidadamente caminhavam na via publica, sobre a aproximação de veículos, retirando folhas cheia de espinhos que encontrou, nessa hora até cantarolei trecho de uma conhecida canção do Roberto: "... toda pedra do caminho você deve retirar, numa flor que tem espinhos você pode se arranhar. Se o bem e o mal existem você pode escolher é preciso saber viver". Daqui pouco uma tábua com pregos, de volta sacos de lixo na via publica e tome cumprimentar o povo e ser cumprimentado, até comentei com ele que se candidatasse a vereador levaria, ele me respondeu que vivem lhe dizendo isso. Falante, bom de prosa, disse que nasceu em Itamaracá, que o pai era detento na prisão agrícola existente lá, três crimes nas costas. Que o mais importante na vida é isso, fazer amigos. - (Fábio Murilo).

⁠De uns tempos pra cá passou-se a se chamar favela de comunidade. Só que o fato de mudar de nome não mudou de fato! Aliás, comunidade continua um título preconceituoso. Outros cantos de chamar bairro: Bairro de Boa Viagem, bairro da Madalena, Bairro do Espinheiro, ou simplesmente…
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⁠De uns tempos pra cá passou-se a se chamar favela de comunidade. Só que o fato de mudar de nome não mudou de fato! Aliás, comunidade continua um título preconceituoso. Outros cantos de chamar bairro: Bairro de Boa Viagem, bairro da Madalena, Bairro do Espinheiro, ou simplesmente só pelo nome da localidade direto sem o substantivo: Dois Unidos, Dois Irmãos, Casa Amarela... Mas agora é comodidade, é Comunidade da ilha do rato, Comunidade do Entra a Pulso, etc... O nome disso é dourar a pílula.

⁠Agora no ônibus que estou viajando, a caminho do trabalho, um crente com máscara modelo colar, pregando, espalhando corona vírus, em vez de dar bom dia, falando em desgraceiras em plena manha de segunda-feira, condenando ricos, como se ele também não quisesse ficar, gregos, bebo…
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⁠Agora no ônibus que estou viajando, a caminho do trabalho, um crente com máscara modelo colar, pregando, espalhando corona vírus, em vez de dar bom dia, falando em desgraceiras em plena manha de segunda-feira, condenando ricos, como se ele também não quisesse ficar, gregos, bebos e troianos, relatatou certa feita que tava num hospital onde se encontrava um doente terminal foram pregar pra ele pedindo pra se converter e ele nada, e eles então insistindo, antes que morresse. Numa última tentativa ele já dando o suspiro final, tentaram outra coisa, disseram que se ele piscasse os olhos séria um sinal afinal, um aceito, uma hora ele piscou, óbvio, todos! Essa historia que nao se converter pelo amor sera pela dor, ha controvérsias, no meu entender, pelo amor ou convicção, opção, decisão, concordo, mas, pela dor ta desesperado, com medo de morrer, aí ficam mansos, procuram até uma igreja pra se converter pra ficar livre das mazelas físicas e espirituais, mas, logo que melhoram voltam atrás, ou seja nao era autentico. Jesus disse: "Nenhuma ovelha que meu pai me confiou se perderá", irá todo mundo, dá a entender. Igual um amigo, também crente, pregando no trabalho pra um popular, enquanto o atendia, dizendo que o céu era uma maravilha... Aí o cidadão só olhando calado, ate que uma hora perguntou, quando ele calou: Se no céu tinha galo da madrugada, o homem da meia noite, a mulher do dia, e ele disse que não, claro, quem já viu?! Oxi! Tem coisa melhor. Então o pagão perguntou: O que? Coisa melhor, tem nem comparação! Diga pra eu comparar? Bem... Sei nao, mas, tem. Então quero morrer agora não, adoro carnaval, era o céu dele. Um pardre inclusive uma vez comentou, comparando, não lembro se Dom Helder, uma faca, disse, que corta o alimento no preparo do almoço, corta o pão no jantar, se um mesmo morador dessa casa num momento de fúria se valer da mesma e matar o vizinho a culpa é da faca?

⁠Sabendo agora da recuperação de Vanusa voltando a respirar sem aparelhos e lembrando que dias atrás a filha se despedindo lembrei de uma colega hipocondriaca cujo pai tinha uma doença prostática só não sabia, "a dúvida é o preço da pureza". Um dia um chefe do setor disse pela ma…
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⁠Sabendo agora da recuperação de Vanusa voltando a respirar sem aparelhos e lembrando que dias atrás a filha se despedindo lembrei de uma colega hipocondriaca cujo pai tinha uma doença prostática só não sabia, "a dúvida é o preço da pureza". Um dia um chefe do setor disse pela manhã: - O pai de fulana... Morreu?! Não, tá bem mal, hospitalizado. Essa doença é fogo! Ela tirou uma licença do trabalho para acompanhar. Um mês depois quando a licença acabou voltou com o olhar perdido, aspecto depressivo. A gerente entrou na sala e perguntou pelo pai dela, ela disse que continuava na mesma. Já tava até vendo a esposa, mãe dela, no céu se abrindo chamando-o. A gerente comentou, ir, é um aviso, tem jeito não. Pois é... comentou. Que horror! Quanta negatividade! Comprei a vida, digo, briga do velho, passei a orar por ele diariamente. Só sei que os dias foram passando o velho resistindo, e passando e nada do que parecia certo, suprendentemente ia até apresentando ligeira melhora. Comentei com outra colega: Olha! Ela disse: É a melhora da morte! Minha nossa! E ele foi melhorando, melhorando, melhorando até receber alta. Sabem o que era, era uma virose que devido a idade avançada, sistema imunológico não é mais o mesmo, mas, ainda funciona. - 05.1.2020

⁠E tem aquele parente que trabalhava numa casa de ração, em que um dia entrou uma cliente solicitando remédio pra dar ao rato. A turma aqui tem mania de chamar veneno de remédio, indistintamente, aí ele prontamente deu 1.080, chumbinho, algo assim. Aconteceu que daqui a pouco ela…
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⁠E tem aquele parente que trabalhava numa casa de ração, em que um dia entrou uma cliente solicitando remédio pra dar ao rato. A turma aqui tem mania de chamar veneno de remédio, indistintamente, aí ele prontamente deu 1.080, chumbinho, algo assim. Aconteceu que daqui a pouco ela voltou aos planos acusando-o.: "O senhor matou meu rato!" Oxi! Entendeu nada. Chamou ela pra, inconsolável, sentar num canto e se explicar afinal o que ela tava querendo. Aconteceu pra surpresa dele, depois da devida confusão, digo, explicação, que o tal rato era na realidade um hamster e ela queria realmente uma vítima, um remédio pro bichinho doente. Pobrezinho...

⁠Ana banana foi criada com todo amor e carinho e cuidados. Já moça feita, os filhos nunca crescem, a mãe dela tirava todas as espinhas do peixe e botava num pratinho pra ela não não se engasgar, milho também tirava os caroços pra ela não se esforçar, own... Um dia ela ia entrar…
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⁠Ana banana foi criada com todo amor e carinho e cuidados. Já moça feita, os filhos nunca crescem, a mãe dela tirava todas as espinhas do peixe e botava num pratinho pra ela não não se engasgar, milho também tirava os caroços pra ela não se esforçar, own... Um dia ela ia entrar na C&A e o ônibus molhou ela da água da chuva empossada. Ana banana ligou pra mãe e pediu que a socorresse, super mãe levou prontamente roupas limpinhas pra ela num táxi pra que ela terminasse as comprinhas. Uma vez ela contou também quando foi ao quintal viu a mãe no chão a tempos caida e gritando pedido ajuda enquanto Ana Banana e o pai assistiam televisão e os dois caíram na gargalhada, acharam muito engraçado. Outra vez, deu, merecidamente, como faz toda filha de presente no dia das mães, um celular, mas, quando a mãe ligava pra ela, irritada, desligava insistentemente na cara da mãe, até ela aprender a ligar direito, pois havia ensinado na noite anterior. Outra vez a mãe levou no trabalho pra ela lanchar a tarde uma Tupperware cheia de pedacinhos de bolo devidamente cortados, quando a mãe saiu, ela deu tudo pra gente e disse que não gostava. Ana banana criada com todo amor e carinho.

⁠Ninguém briga pelos túmulos do cemitério. Qual o mais bem localizado, na sombra, de frente pra rua, pro nascente, embaixo de uma árvore, na frente, atrás, no meio. Vaidade inútil, aliás, a última. Plantadas na terra, choro de praxe, por conveniência, alguns elogios, meditação so…
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⁠Ninguém briga pelos túmulos do cemitério. Qual o mais bem localizado, na sombra, de frente pra rua, pro nascente, embaixo de uma árvore, na frente, atrás, no meio. Vaidade inútil, aliás, a última. Plantadas na terra, choro de praxe, por conveniência, alguns elogios, meditação sobre a transitoriedade, fragilidade, da vida, só na hora, depois, tchau. O sol não deixará de brilhar por causa de tu, seu lugar sera facilmente ocupado, disfarçado alivio até pra alguns, até, pode crer. Uma vaga de emprego a mais, mais comida sobrando, um a menos. Nem Tomaz edison que inventou a lâmpada elétrica, nem Santos Dummont o avião, nem um artista famoso de televisão, irão ser lembrado toda hora, chorarão todo dia, não viverão sem, fez falta por causa disso. Quanto mais um reles palito da caixa de fósforo, ínfimo grão de areia entre um milhão, mais um cidadão.