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Frases de Fábio Murilo

155 frases

A VACA Houve uma época em minha vida que eu “inventei” de aprender musica. Dirigi-me ao colégio Dom Vital, num dia da semana a noite, que lá davam aulas grátis, me disseram, numa sala nos fundos com o professor cavalo, digo,Tenório. O cara era de uma sutileza de um cacto, milita…
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A VACA Houve uma época em minha vida que eu “inventei” de aprender musica. Dirigi-me ao colégio Dom Vital, num dia da semana a noite, que lá davam aulas grátis, me disseram, numa sala nos fundos com o professor cavalo, digo,Tenório. O cara era de uma sutileza de um cacto, militar, deformado, da velha guarda. Chegando lá já tinha uma moça também interessada. Botei logo o olho numa clarineta preta em cima do birô, discreta, com detalhes dourados, que podia ser desmontada e facilmente acondicionada num estojo, também da mesma cor, discreta, muito pratica, um chame. Mas o professor Tenório deu pra ela, mais delicada, mulher, fragilzinha, coisa e tal. - E o meu, professor, perguntei? - Você fica com aquele, um bombardino. – Como? Como é o nome? Bonba o que? – Bom-bar-di-no! Aquele encostado na parede, lá no canto. Só restava ele, pelo jeito, ninguém queria, sobrou pra mim. Devia ser irmão da tuba, pelo tamanho. Perguntei se não tinha outro, de repente, dando bobeira... Ele disse que não, e disparou, se é pra aprender musica qualquer um serve, DO, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI, DÓ, tudo igual. E naquela noite mesmo eu levei o meu bombardino pra casa, caminhando um pedaço bom, revezando nos ombros, carregando nas costas, na cabeça... Parecendo um Cristo na semana santa. Nessas idas e vindas, numa tarde, fui interceptado por um colega, que também apreciava musica e tirar uma onda, mas era um cara até legal, um dos meus melhores amigos, em frente a um antigo colégio, na hora do recreio, que não deixou por menos e de notar o discreto e dourado instrumento, refletindo o sol em toda sua gloria e logo me interceptou. E eu querendo passar, e o chato: - Quer isso? – Um bombardino. E ele me pedindo pra soprar e eu querendo seguir e ele nada e querendo ver, insistente. Como via que não ia me livrar dele mesmo, a não que metesse na cabeça dele, e saísse correndo, deixei. Ai ele soprou com todas as forças! E já sabia soprar. Tem o detalhe da embocadura, posicionamento dos lábios, que esqueci de dizer, quando se esta começando, você sopra não sai nada, tem que aprender a soprar direito, mais essa, parece que tá quebrado, mas, não é, é um jeito de soprar, não é apito, que deixara seus lábios dormentes e os dentes doendo no final. E como tava dizendo, do amigo inconveniente, pareceu Bruno Mezenga , personagem de Antonio Fagundes no Rei do Gado, soprou com todas as forças, ficou igual a um berrante (risos geral da plateia). - Tá bom me devolve, amostrado, já teve seus menos de quinze minutos de fama. Em casa nos ensaios no quarto também era uma comédia, perguntaram na vizinhança se tinha uma vaca em casa. Ai por essas e outras, e também por má vontade minha mesmo, devo admitir, achava o bichinho feio mesmo, comuniquei ao professor Tenório, que tinha o péssimo habito de gritar com seus alunos, motivando-os, e usar de ironia, dias depois ao final da aula, que não ia mais levar pra casa, ensaiaria e deixaria lá mesmo. É Incômodo coisa e tal. E ele, com cara de indignado, disse, na frente de todos, parecendo emocionado, que quando começou a aprender musica foi justamente num bombardino e não sentia incomodo nenhum. Inclusive ajudando a mãe a fazer a feira com ele no ombro, de tão inseparáveis, que iam e vinham num barco. Sei... Acho que ele dizia isso pra todos, independente do instrumento. (26.09.2016)

Olhando logo cedo, depois do almoço, o pedacinho de um programa contando a historia de determinado cantor sertanejo, com musica de fundo triste e tudo pra gente chorar de vez, o apresentado disse que ele sofreu Bullying na infância, que antigamente não tinha nome, era humilhação…
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Olhando logo cedo, depois do almoço, o pedacinho de um programa contando a historia de determinado cantor sertanejo, com musica de fundo triste e tudo pra gente chorar de vez, o apresentado disse que ele sofreu Bullying na infância, que antigamente não tinha nome, era humilhação mesmo. Lembrei de um episódio acontecido quando eu era menino, de dois Ricardos, colegas de sala, que numa ocasião, na ausência da professora que teve de ir ao banheiro, resolveram mexer com Madalena, usando termos pejorativo (apelidos), brincadeiras de mau gosto, como se diz, seguida da risadagem dos outros. Pois bem, daqui a pouco Madalena, fustigada ao extremo, desesperou-se e, aos prantos, pegou a garrafinha de suco, que levava pro lanche, e tentando acertar eles, num dado momento a tampa abriu e o liquido saiu e molhou o quadro negro (não sei por que negro se o quadro era sempre verde). Aconteceu que na hora a professora ia chegando e parou na porta e perguntou a ela porque fez aquilo... Madalena se queixou dos Ricardos. A professora em vez de repreender os dois chamou foi a atenção dela, unicamente, e disse que ela é que não sabia "brincar". E mandou-a pegar um balde com sabão e lavar o quadro imediatamente. E assim, Madalena, fez, choramingando, sob a vista de todos. Quer dizer, sofreu Bullying dos Ricardos e da professora (um deles inclusive conhecido também por “careca”, condição essa de nascença, sem um fio de cabelo na cabeça, vai ver que aproveitou e descontou). Não achei certo isso, fiquei com muita pena dela. Era a mentalidade na época, cultural.

Luiz Lauro... Luiz Lauro era um colega de trabalho. Fazia parte do centro comunitário da Ilha de Joaneiro, uma favela próxima, onde morava. PT doente, entusiasta do velho Arraes, ativista. Pensava até que ele era ateu, parecia. Entre uma de suas façanhas, Luiz Lauro passou no ves…
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Luiz Lauro... Luiz Lauro era um colega de trabalho. Fazia parte do centro comunitário da Ilha de Joaneiro, uma favela próxima, onde morava. PT doente, entusiasta do velho Arraes, ativista. Pensava até que ele era ateu, parecia. Entre uma de suas façanhas, Luiz Lauro passou no vestibular e resolveu fazer o curso de Assistente Social na católica, universidade paga. Paga é paga, e ele descobriu, feita as contas, que o salário não daria, ou já sabia, mas, preferia fazer numa faculdade particular, se possivel. Ai ele simplesmente fez uma carta ao reitor pedindo que isentasse das mensalidades, já que era uma pessoa pobre, coisa e tal, morador da Ilha de Joaneiro, tinha 3 filhos, coisa e tal e anexou copia do contra-cheque. E é assim, é? Ele é de doido, porque não procura uma publica? Se fosse assim era bom, a faculdade ia a falência. Mas... Não é que colou, não sei como, o reitor se sensibilizou, deu um jeito. Outra vez ligaram pra ele, uma operadora de um conhecido cartão de credito, e com toda educação disse que ele estava devendo, não havia pago a fatura tal de um mês tal. Ele, oxi... Procurou em casa, encontrou, devidamente paga e esperou que o importunasse, digo, ligasse novamente. Quando ligaram, disse que já haver pago. Eles polidamente, pediram desculpas e solicitaram apenas que ele levasse uma copia pra darem baixa, ele disse não, se vocês quiserem que venham buscar aqui, eu tiro uma copia e dou, não foi eu quem perdi. Nos dias que sucederam recebeu ameaça pelos correios de SPC, ação judicial, e essas medidas cabíveis nesse caso. E ele desconsiderou, como eles mesmo recomendam, jogando no lixo. Mas, cargas dágua, teve um dia que ele foi comprar na C&A com a esposa e na hora de passar no caixa as compras, não pode levar, foi informado que tava sujo na praça, devido ao não pagamento de determinada fatura. Lauro nem pestanejou, acionou um advogado conhecido do partido e foi atrás do seus direitos, no final, o conhecido cartão de credito foi condenado a lhe pagar 5.000,00 mil reais, isso a mais de vinte anos, o advogado dos poderoso ameaçou levar pra frente, recorrer, chamou pra um acordo, fecharam em 3.000,00 mil reais, mais o nome dele excluído do cadastro.Lauro era um desenrolado mesmo! Teve outra que eu lembro o filho pequeno, numa redação besta de escola disse que desejava ver um avião de perto. Poxa, pedido de filho... E logo o filho de Lauro, no final de semana foi ao aeroporto Guararapes com o filho e procurou o escritório da antiga VASP, e foi barrado no portão pelo vigilante. Ele disse que o filho só queria ver o avião de perto, o pneuzão, alisar o bicho e sairia, somente, custava nada. Sem acordo, não pode! Quem ele pensa quem é! (deve ter rolado um preconceito basico, com certeza, além, Lauro um mulatinho enxerido, da ilha de Joaneiro). Lauro ficou do lado de fora bestando, como quem não quer nada, a rua é publica, lá ninguém manda, por ali... e aproveitando que o vigilante deu uma saidinha pra ir no banheiro entrou e foi procurar a assistente social da empresa. Quando o vigilante descobriu... Minha nossa! Entrou na sala e pegou-o pelo braço juntamente com o filho e saiu arrastando, enquanto ele gritava: Vou denunciar na Globo! Eita! Traz Lauro de volta! E foi informado que a VASP já tinha um convenio com as escolas, quer dizer, pra um monte de alunos, uma classe inteira de cada vez, não um aluno só, mas, quebraria o protocolo e o filho de Lauro juntamente com ele, fizeram uma viagem de ida e volta a Fortaleza com tudo grátis com direito a filmagem e tudo, feito só acontece no programa do Luciano Hulk. Super Lauro, um arretado, desenrolado todo! A ultima vez que eu o vi, havia se convertido, era evangélico com a Bíblia embaixo do braço e tudo.

TUBARÃO Meu cachorro Tubarão, um legitimo vira-latas, também tinha suas predileções, seus apegos, gostava mais de tio Zezinho que de mim, seu dono, no coração ninguém manda, nem de um dito irracional. Tubarão... Tubarão porque se era um mamífero, um quadrúpede, um cachorro e não…
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TUBARÃO Meu cachorro Tubarão, um legitimo vira-latas, também tinha suas predileções, seus apegos, gostava mais de tio Zezinho que de mim, seu dono, no coração ninguém manda, nem de um dito irracional. Tubarão... Tubarão porque se era um mamífero, um quadrúpede, um cachorro e não peixe? Tubarão porque, como era sabido, tinha que botar nome de peixe que é pra não pegar rabugem, diziam na época (não sei o nome científico da doença, uma espécie de sarna animal que faz, gradativamente, a medida que coçam, criar feridas e cair o pelo do bicho, que era tratada com banhos de folhas de melão, não esses melões vendidos em feiras, mas, um que dava no mato, com uns frutos diminutos, umas bolinhas vermelhinhas que só comiam os passarinhos e se a gente comesse morria, diziam). Pois bem, continuando, quando ela via tio Zezinho enlouquecia, não balançava só o rabo, enlouquecia, balançava-se todo, rabo, cabeça, orelhas, patas, e lançava-se violentamente contra a porta, que dividia a cozinha da terceira sala, ou seria terceiro cômodo? E urrava alto com espantosa alegria. Tio Zezinho costuma trazer pedaços de salsichas picadas pra ele, no pedaço de papel de embrulhar pão, naquele tempo não se sabia de ração, dava-se o que tivesse pro bicho, resto de comida, etc. Só faltava ele dividir a mesa conosco, era da família, ora! Hoje não se veste os bichos, trata feito gente, rs. Pois bem, mas, Num dia fatídico, de triste lembrança, tubarão teve a infelicidade de comer ou deram pra ele “bola”, a bola que estou me referindo não era um brinquedo , um mimo, uma bola mesmo comprada em Pet-Shoppings, era uma armadilha pra matar cachorro, que consista pelo que ouvia falar, de carne enrolada com vidro picado ou esfarelado dentro, não sei se usavam 1.080, mas a historia que era vidro mesmo, uma ultima refeição macabra preparada com requintes de crueldade, por alguém sabe-se lá porque. Pois é, Tubarão comeu. Mamãe viu Tubarão dentro do quartinho, caladinho espumando que nem gente epilética, tremendo-se todo. Assim que soube tio Zezinho veio correndo. Deu leite, o antídoto mais acertado, na época, nem sabia que existia medico pra bicho, veterinário. E Tubarão nada, quer dizer, não estava mais nadando, agonizava, dilacerado em suas entranhas. Uma hora, teve jeito mas não, o leite não tava fazendo efeito. Tio Zezinho se afastou e só assistiu a tudo... Enquanto as lágrimas caiam uma a uma do rosto. E Tubarão foi lentamente mudando de reino... Estado... Virando pedra... Inerte, que não mais balançava o rabo, latia, se movia, se alegrava quando via o Tio Zezinho, nada... Pedra, absolutamente estático. Tio Zezinho, calado... Nada mais podia ser feito. Pegou de uma inchada, solene, foi para o beco ao lado da casa e cavou sob os duros golpes, também a furar nosso peito, um buraco pequeno e acolheu o fiel amiguinho canino, dentro do mais obscuro esquecimento, silencio, abafando, de vez, os latidos, o jeito enlouquecido, quando o via, do cachorro com nome de peixe que é pra não pegar rabugem. (11.09.2016)

Quando eu era menino antes de começar as partidas de futebol, lembro, era executado o hino nacional e todos, automaticamente, levantavam hirtos, solenes, mudos, respeitosos. Uma vez teve um que não levantou e foi uma chuvarada de bagaço de laranja sob o grito uníssono de COMUNIST…
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Quando eu era menino antes de começar as partidas de futebol, lembro, era executado o hino nacional e todos, automaticamente, levantavam hirtos, solenes, mudos, respeitosos. Uma vez teve um que não levantou e foi uma chuvarada de bagaço de laranja sob o grito uníssono de COMUNISTA!!! Não quero aqui discutir essa ou aquela ideologia, citei só pra ilustrar, não me entendam mal, não tenho preferência partidárias, voto só em candidatos. Não sei se isso, essa historia de cantar o hino, ocorria devido ao regime militar da época, não gosto de chamar de ditadura, ditadura qualquer época pode haver. Havia uma certa pureza, talvez, que fomos perdendo.

Aquele colega, torcedor doente do sport, literalmente, que já teve uma ocasião, lembro bem, como a coisa é séria, do time perder e ele ser acometido de um mal estar geral, um abatimento, desolação, febre, vômitos, incontinência intestinal, perda de peso, apetite, etc. Ficar sem s…
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Aquele colega, torcedor doente do sport, literalmente, que já teve uma ocasião, lembro bem, como a coisa é séria, do time perder e ele ser acometido de um mal estar geral, um abatimento, desolação, febre, vômitos, incontinência intestinal, perda de peso, apetite, etc. Ficar sem se alimentar direito, só no mingau de cachorro, ou mingau de alho, como prefiro chamar, pra se recuperar só por causa disso, ma,s pra ele, uma tragédia. De nem assistir os jogos, principalmente contra o time do Santa Cruz, pois dizia que sofria do coração tomava remédio e ia dormir com medo que o relógio não aguentasse e tivesse um piripaque devido a forte emoção, ansiedade, só sabia de manhã. Que, por questões éticas, vou ocultar o nome dele. Só sei que um dia cismou, ao ver um outdoor na rua, convocando para novos sócios, cismou que queria, porque queria um daquele, pois tinha o escudo do time enorme que ocupava metade do referido veiculo de propaganda. Aperreou tanto que o chefe da sala que trabalhávamos, também rubro negro, procurou saber qual era a empresa encarregada, responsável, pela campanha publicitária e, descobrindo, telefonou dizendo que desejava, se possível, um daqueles outdoors a empresa respondeu dizendo que só com a permissão do clube, que, talvez, não prometia nada, no final do mês, se sobrasse e o Sport permitisse... Né que no final do mês, pra felicidade geral, da nação rubro-negra ligaram dizendo que ele podia pegar um. Foi uma alegria só, do colega que ficou na torcida o mês todinho e comprou bolo e guaraná pra comemorar com a gente, já que não podia tomar champagne na hora do expediente, se pudesse, certamente iria comprar nem que fosse Cedra Cerezer, no Stillus, um mercadinho próximo. No outro dia tratou logo de pôr em pratica a empreitada, realizar o megalomaníaco sonho, encomendou ao marceneiro da empresa a façanha de construir uma moldura gigante. Reza a lenda que ele até tinha um mastro na frente de casa, que toda vez que o sport ganhava ele hasteava a bandeira pra toda vizinhança ver como bem convém a um torcedor, de verdade, chato. Tinha não, que eu vi, "in loco", na hora que o marceneiro ia pra casa dele tirar as medidas, eu tão curioso que tava, entrei também no táxi, e ele nem me convidou, "foi mal cara", disse, ele respondeu: "já tá ai, fica". O pessoal fala demais, aumenta, também só faltava isso. Mas, por outro lado, o que ele ganhava de presente, que fosse, que tivesse a imagem Sport, ele pregava na parede da sala: chaveiro do Sport, sandália havaiana do Sport, diabo a quadro, fosse do Sport... A turma já o presenteava por anarquia, acredito. E que paciência da santa da mulher dele, torcedora do Santa, coitada. Os interruptores da casa eram pintados, inclusive, pra vocês ver, a paixão desse homem de vermelho e preto, a porta do Banheiro de vermelho e preto, a ducha Lorenzeti de vermelho e preto, uns conhecidíssimos acessórios de enfeitar esses espaços íntimos, bem comuns, populares, de plástico, que eu não sei o nome, na tampa do vaso sanitário, no piso, com motivos leoninos. Sem falar, ia me esquecendo, um quadro, esse do tamanho normal na parede do terraço com seus dias contados, agora, onde se divisava o escudo do Sport com o leão no meio rodeado de luzes pisca-pisca vermelhas e amarelas que a noite deveria ficar uma coisa, parecendo as dessa da época de natal. Ai ele aproveitou, pra dar uma provocadinha básica no marceneiro religioso, torcedor gosta de provocar, chamou para ver um famoso quadro no quarto, em cima da cabeceira da cama, uns feito artesanalmente com linha e prego vendidos em feita livre, e disse, em tom zombeteiro, que todo mundo lia errado e queria que ele lê-se agora, onde se via na seguinte ordem, em letras garrafais: primeiro, o nome de Deus, depois o da esposa, tricolor, e por ultimo, o dele. Ai o marceneiro comemorou, com um certo alivio, - Ai!!! Pelo menos isso, já que já que você já vem pecando a tempo, idolatria é crime, o nome de Deus em primeiro lugar pelo menos! Ele disse de lá: - Tá vendo o leão não, do lado? (Né que do lado esquerdo de quem olha tinha o escudo do Sport com o obsessivo leão no meio) O leão primeiro. Minha nossa! Espantou-se o marceneiro. Deus não gosta de mim, por sua vez,sentenciou ele, o colega debochado, chato a qualquer hora, eu bebo.

Quando eu era menino tinha tempo de tudo, todo ano tinha as temporadas. De repente começava o tempo de jogar bola de gude, tempo também de pião, de empinar papagaio, de criar peixe beta pra botar pra brigar, mas, eu não botava não, tinha pena dos bichinhos, e no final, que graça…
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Quando eu era menino tinha tempo de tudo, todo ano tinha as temporadas. De repente começava o tempo de jogar bola de gude, tempo também de pião, de empinar papagaio, de criar peixe beta pra botar pra brigar, mas, eu não botava não, tinha pena dos bichinhos, e no final, que graça tinha, o peixe bonito, do rabão, super colorido, bem tratado, quando postos em luta, saindo "ratados", convalido, quase mortos, aquela coisa triste. Criava mais por gosto mesmo, exibição, em meia garrafa cortadas, artesanais aquários. Depois do mesmo modo que vinha, do nada, repentinamente, ia. E eu ficava sozinho no mundo com meu brinquedo. Ai batia uma angustia, um desassossego, uma enorme sensação de abandono, culpa, parava também. Era quando eu seguia moda, era igual aos outros. Hoje não ligo muito pra isso, não me incomoda se estou sozinho no mundo, se só eu sou assim ou assado, desse jeito ou não, der vontade, me sinta confortável, o que manda a consciência, o que me apraz.

Conheci um velho ateu que todo final de tarde, ao sair do trabalho, era jornaleiro, costumava catar resto de comida, entranhas de galinha, etc. no lixo, juntava para dar a uns bichinhos de ruas, gatos e cães vira-latas. Os animaizinhos já sabiam, quando lhe viam, já saiam seguind…
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Conheci um velho ateu que todo final de tarde, ao sair do trabalho, era jornaleiro, costumava catar resto de comida, entranhas de galinha, etc. no lixo, juntava para dar a uns bichinhos de ruas, gatos e cães vira-latas. Os animaizinhos já sabiam, quando lhe viam, já saiam seguindo em fila indiana, parecendo um Francisco de Assis moderno. Num dia de festa junina, eu tava perto e vi, ele os alimentando, alguns rapazes, zombeteiramente, as gargalhadas, jogaram uma bomba e foi bicho pra tudo que é lado a correr. Ele olhou pra mim e comentou, desanimado: - Pra que fizeram isso. Disse que quando mais moço trabalhava numa fazenda e costumava entrar mato a dentro e pegar coisas comestíveis para os cavalos do dono da fazenda, que não tinha pedido a ele, nem nada, fazia por sua conta mesmo. O incrédulo senhor era autentico, fazia aquilo porque o satisfazia de certa forma, apenas lhe aprazia, achava bom.

Então aquela senhora sempre animada, sorridente, com uma risada gostosa, gentil e educada, sempre calma, semblante sereno, atenciosa e prestativa, de fala mansa, diziam que ela não era assim não, foi depois que teve meningite, ficou abestalhada. Não sei, não conheço ela desse tem…
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Então aquela senhora sempre animada, sorridente, com uma risada gostosa, gentil e educada, sempre calma, semblante sereno, atenciosa e prestativa, de fala mansa, diziam que ela não era assim não, foi depois que teve meningite, ficou abestalhada. Não sei, não conheço ela desse tempo, sempre conheci assim, pra mim era uma ótima pessoa! Na hora que largavagamos do trabalho, dava dinheiro, roupas, confeitos a uns meninos da favela parecendo uma madre Tereza de Calcutá versão loura. E era tia pra lá, tia pra cá, os colegas do ônibus fornecido pela empresa pra levar os funcionários pra casa, devido a periculosidade da área, fugir deles, dessa comunidade de noiados. Alguns ficavam arretados que ela parava pra dar atenção aos meninos que se agrupavam aí redor, impedindo que ela subisse, um colega ate disse, morador do centro: "- A gente querendo ir embora e essa abestalhada agarrada com esses cheira colas." Deve ter mudado mesmo depois de doente ao se ver-se numa cama de hospital, tudo branco, neutro, sem cor, a vida em suspenso, só luzes, as luzes das maquinas, gente entrando e saindo também de branco. A sala fria do ar condicionado, ela deitada olhando o teto, advinha? Também branco. Só variando de cor de dia, na paisagem da janela, o céu azul, entrecortado por nuvens passando e pássaros voando, um deve ter pousado na janela, imagino, parecendo zombar dela e ela no leito com todo tempo do mundo para repensar certas coisas.

Tava assistindo ainda a pouco o programa Persona em Foco da TV Cultura com o ator Edson Capri que ao ser rememorado sobre um interessante episódio ocorrido aqui, no tradicional espetáculo de Fazenda Nova, Pernambuco, da Paixão de Cristo, lembro disso, em que ele interpretou perso…
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Tava assistindo ainda a pouco o programa Persona em Foco da TV Cultura com o ator Edson Capri que ao ser rememorado sobre um interessante episódio ocorrido aqui, no tradicional espetáculo de Fazenda Nova, Pernambuco, da Paixão de Cristo, lembro disso, em que ele interpretou personagem principal e precisou fazer uns exames de rotina para emagrecer, perder uns quilinhos e uma discreta barriguinha para se parecer mais, uma lipoaspiração, e descobriram, sem querer, que ele tinha um câncer instalado no pulmão e grande conforme ele mesmo salientou; forçando-o a se submeter com urgência a outra cirurgia mais séria, o que não impediu de atuar na ocasião, apesar de... Posteriormente, uma repórter da revista Veja, entrevistando-o, lembrou a curiosa "coincidência" e disse que o Cristo tinha lhe salvado, então! Ele contrariou-a e disse que não, Cristo tem outras pessoas mais importantes pra se preocupar, o que lhe salvou foi o teatro. Não ocorre ao famoso artista que não era um teatro qualquer, convencional, entre quatro paredes, era o maior teatro ao ar livre do mundo, veio lá do Sul pra cá e que ele só fez a cirurgia por causa do personagem específico da sagrada encenação que resultou, casualmente, na descoberta da silenciosa e traiçoeira doença, se não ficaria sem saber. Agradeça ele, eternamente ao personagem do Cristo, sim! No mínimo deve ser um ateu.

Um tempo desses, ao embarcar num ônibus na Av. Abidias de Carvalho, o motorista sorriu e me desejou boa tarde. Isso mesmo, sorriu e me desejou boa tarde! Já fui, obviamente estranhando só por isso, mas teve mais, com o ônibus ainda parado, me perguntou aonde ia descer, eu disse,…
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Um tempo desses, ao embarcar num ônibus na Av. Abidias de Carvalho, o motorista sorriu e me desejou boa tarde. Isso mesmo, sorriu e me desejou boa tarde! Já fui, obviamente estranhando só por isso, mas teve mais, com o ônibus ainda parado, me perguntou aonde ia descer, eu disse, e ele me orientou: - Terceira parada, um prédio azul do lado direito (Estarei participando de uma pegadinha, né possível, rs), mas era verdade, o motorista a todos desejava boa tarde antes de subirem, e até ajudou uma senhorinha a entrar. Dificilmente alguém tratará esse profissional mal, é a atividade mais estressante do mundo, e se o fizer, será repreendido pelos outros passageiros, provavelmente. Gentileza gera gentileza.

Ontem antes de comprar uns óculos novos de grau que estava precisado a anos, confesso que não tenho o habito de visitar o oculista todo ano, e meus óculos tavam pra lá de Bagdá. E já vai uns quatro mas, nunca me acostumei a usá-los o tempo todo, pra longe, só uso só pra leitura m…
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Ontem antes de comprar uns óculos novos de grau que estava precisado a anos, confesso que não tenho o habito de visitar o oculista todo ano, e meus óculos tavam pra lá de Bagdá. E já vai uns quatro mas, nunca me acostumei a usá-los o tempo todo, pra longe, só uso só pra leitura mesmo. Tem gente que até entra no chuveiro com ele na cara, vai dormir. Acho que já deviam serem abolidos, coisa ultrapassada, é uma prótese, como dentaduras, perucas, pernas mecânicas, e como toda prótese, não deveriam ficarem a mostra, deveriam serem substitutivos de vez por lentes de contato. E você parece que está dentro de um aquario, até pra atravessar a rua, se esqueço ele na cara, tiro, com medo de ser atropelado, rs. Pois bem como ia dizendo... Antes de entrar na ótica, recorri a uns rapazes, autônomos, em frente das mesmas, que fazem uns pequenos reparos, que desse um grau no meu óculos veinho, para guarda-lo, para uma possível emergência, eventualidade, esquecer em casa na hora de trabalhar, mantê-lo no armário na repartição pra uma eventualidade dessas, costumo guardar os antigos. Me dirigi a um que estava sem ninguém pois os outros estavam, estranho que não estivesse atendendo ninguém, deveria ser novo no ramo, estar começando agora. Dei os óculos pra ele reparar um fio de nylon que segura a lente que havia arrebentado. Quanto é? - 5,00 reais, baratinho. O cara começou... Engraçado, o fio que eles usam é nylon de pesca, depois queimam as extremidade pra fixar, coisa super artesanal, pois bem... Já se passavam uns 15 minutos e o cara mexendo... Sentei pra esperar... Depois, fiz uma coisa boa pra nós dois, disse a ele que ia adiantar, pesquisar os preços, depois voltaria, fui. Voltando, após uns 30, 40 minutos, nada, ainda tava na guerra, quando me viu se aproximando, disse que tinha desistindo, que a culpa era minha tinha posto um pouco de cola, e a lente estava toda carcomida, devido a baques. É... Pena. Fui embora, sem antes, ir, discretamente a outro mais na frente com cara de abusado e sabe tudo, ele nem pegou, foi logo condenando: Tem jeito não, a lente tá toda assim. É.. Vou embora, fiz o balão, sem antes arriscar ir em outro. Ah, um que ainda não tinha indo! Que estava fechado na hora que cheguei, que já tinha feito reparos outra vez. Mostrei a ele, com cuidado pra que os outros não percebessem e ficassem magoados. Entreguei-lhe aos cuidados. Quanto é? - 5 reais! E comentei, se desse pra chegar até quinta... Oxi, não deu cinco minutos, o cara me entregou os óculos perfeitos, além de ter consertado, poliu as pernas, limpou as lentes, apertou os parafusos folgados pra que fixassem perfeitamente no rosto, e ainda esnobou: - Olha ai, vê se dá pra chegar até quinta-feira! Ao que eu devolvi a gentileza, obviamente brincando: - Se eu soubesse, não tinha comprado outro! Deve ser dom, ou como diz o ditado cruel: "Quem não tem competência não se estabelece". (04.03.2018)

Aí, de repentemente, a gente acha que tudo tem um propósito, está nos desígnios de Deus e aceita tudo passivamente, foi ele quem quis. Faltou energia, foi Deus quem quis, permitiu, o negócio é esperar no calor, dormir tarde, ou não dormir e ficar sem energia, até que a energia ch…
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Aí, de repentemente, a gente acha que tudo tem um propósito, está nos desígnios de Deus e aceita tudo passivamente, foi ele quem quis. Faltou energia, foi Deus quem quis, permitiu, o negócio é esperar no calor, dormir tarde, ou não dormir e ficar sem energia, até que a energia chegue. Determinados governantes, foi Deus quem colocou lá, esperar. Se ele faz merda, é uma merda necessária, adubo. Amargar 4 anos é assim que as coisas funcionam. Ou espera o juízo final, tá tudo escrito, tá se cumprindo, é assim mesmo, temos de aguentar. Ainda agora tava cantarolando na cabeça um sambinha antigo: "eu descobri que Deus nao castiga ninguém, a gente mesmo é quem se castiga meu bem, Deus é gente boa!", acho que é por ai. Culpar Deus por tudo. Os antigos protestaram, João Batista perdeu a cabeça de tanto que incomodou, pegou no pé e Jesus também teve destino parecido, foi atuante, questionador, corajoso, não esperava as coisas cairem do céu, e olha, se ele pedisse cairia, feito maná.

Que mania, coisa mais antiga, anos 70. Vendo agora um programa sobre e-commerce (comprar pela internet) dizendo que poucos lares ainda tem Desktop. Quer Isso? Já ouvi essa palavra, mas não sei o que é. Procuro na internet Desktop=Computador de mesa. Mania desse estrangeirismos. V…
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Que mania, coisa mais antiga, anos 70. Vendo agora um programa sobre e-commerce (comprar pela internet) dizendo que poucos lares ainda tem Desktop. Quer Isso? Já ouvi essa palavra, mas não sei o que é. Procuro na internet Desktop=Computador de mesa. Mania desse estrangeirismos. Vou fazer uma selfie, sabe o que é selfie em português? Foto. Foto simplesmente, se a criatura dizer vou tirar uma foto três por quatro vai tirar uma selfie, digo, foto. E bike? Bicicleta em português. Fitness=ginástica. Vou fazer ginástica da no mesmo se disser vou fazer fitness. Ok. Tankyou. Gold Nigth. By. - (01.03.2020)

Preconceito... Tempo desses num jogo envolvendo Brasil e Argentina, não sei se da seleção ou times , um jogador argentino no meio da partida chamou Grafiti de macaco, segundo o Galvão Bueno, que viu tudo, pôs zoo no rosto do rapaz, câmera lenta, congelou, pediu ajuda a um especia…
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Preconceito... Tempo desses num jogo envolvendo Brasil e Argentina, não sei se da seleção ou times , um jogador argentino no meio da partida chamou Grafiti de macaco, segundo o Galvão Bueno, que viu tudo, pôs zoo no rosto do rapaz, câmera lenta, congelou, pediu ajuda a um especialista em leitura labial, tanto fez que no meio do segundo tempo um delegado acampando de policiais, entraram em campo e conduziram o jogador preconceituoso pra cadeia algemado e tudo num camburão da policia. É, não pode agir com preconceito, além do mais na casa dos outros, foi estúpido e deselegante. Acontece que num jogo seguinte, entre duas equipes aqui mesmo, no Brasil, pelo campeonato brasileiro, o mesmo Gratiti em campo, um torcedor brasileiro jogou uma banana no jogador, com uma frase escrita de caneta Bic, insultando-o com o mesmo termo pejorativo e depreciativo usado pelo argentino. No Brasil o preconceito é mais cruel e perigoso, porque é velado e covarde.

Cantar o hino nacional era um saco! Achava bonito o da bandeira, o do marinheiro, o resto era maçante. Levavam tão a sério que se cantava errado e ninguem corrigia: "Japonês" da pátria filhos.. ", "Se o "Senhor" dessa igualdade, conseguimos conquistar com "braço" forte, em "terce…
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Cantar o hino nacional era um saco! Achava bonito o da bandeira, o do marinheiro, o resto era maçante. Levavam tão a sério que se cantava errado e ninguem corrigia: "Japonês" da pátria filhos.. ", "Se o "Senhor" dessa igualdade, conseguimos conquistar com "braço" forte, em "terceiro", oh liberdade... ", "A paz queremos com fervor, a guerra "somos causador"... ". Nada imposto presta. Quando as coisas começarem a melhorar cantarão naturalmente sem se aperceberem, hinos cívicos, atirei o pau no gato, etc... Como quem canta embaixo do chuveiro. Rirão a toa, consequentemente, se orgulharão disso aqui. O povo quer ver resultados, o resto virá por acréscimo.

Lembro uma vez, a alguns anos, mas precisamente quando era jovenzinho, já começava a escrever uma coisinhas, no SESC daqui, aonde nos reuníamos todas as quartas a tarde, fazia parte de um grupo de poesias, presidido pelo colega e professor de português José Antônio, tínhamos comb…
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Lembro uma vez, a alguns anos, mas precisamente quando era jovenzinho, já começava a escrever uma coisinhas, no SESC daqui, aonde nos reuníamos todas as quartas a tarde, fazia parte de um grupo de poesias, presidido pelo colega e professor de português José Antônio, tínhamos combinado de realizar de um recital de poesia, com auto falante e tudo, para a plateia, digo, grupo de associados, da tradicional instituição. Prudentemente, ou logicamente, aconselhei o Zé Antonio a testar a Caixa Acústica Amplificada, mais conhecida , popularmente, como Amplisom: “Alonso, Alonso... aquela coisa chata, mas, necessária durante a semana. Mas e a "boa vontade" e a autoconfiança excessiva, deixava, rs. Ele disse - Ta boa, ninguém usa, tá encostada lá, muito bem guardada: - Justamente, mais uma razão, ainda insisti. Não me deu ouvidos. Na quarta-feira a noite, destinada pras reuniões, reservada nesse dia para o grande recital no pátio do SESC lotado, não pra ouvir-nos necessariamente, já fazem isso todo dia, jogaar dominó, conversa fora, etc... Fomos chegando. pendurando o Amplisom num prego, tudo muito bom. Nos posicionamos num lugar estratégico, bem visível, ninguém notando, na realidade, prestando atenção, igual cantor de barzinho, faz parte, o presidente fez as devidas anunciações, nome do grupo. coisa e tal, e começamos. Tudo ia bem, o primeiro começou a recitar, o caixa reproduziu sua voz em alto e bom som, o professor olhou pra mim e disse: - Ai!!! Daqui a pouco, o segundo, terceiro, quarto, sucessivamente... De repente... cadê o som? FICOU MUDO! Que aconteceu? Que será? Tava tão bom. Bate daqui, bate dali, coisa e tal... O caixa apanhando que nem mulher de malandro. E nada... Se não tavam prestando atenção, absorvidos em seu dominós, fofocas, comentários de novelas, bebedeira, agora então que dizer, ainda bem por outro lado, que não tavam notando. Fizemos o óbvio, o mais digno pra atenuar o mico, partimos em retirada silenciosa e discreta, como dizia o leão da montanha: “Saída pela direita”, clássico desenho animado da Hanna Barbera de outrora. á na rua de volta pra casa ainda ouvi do professor, meio contrariado, me censurar: - Que boquinha, hein!.

O casal/amigo todo dia vai pro ponto de ônibus, eles e o cachorro, o homem leva a mulher, por pouco ele não vai junto. É muita conversa, muito assunto, não bastou a noite que passaram juntos, o dia anterior. É um entrosamento explícito, sem reservas, espontâneo como a chuva caind…
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O casal/amigo todo dia vai pro ponto de ônibus, eles e o cachorro, o homem leva a mulher, por pouco ele não vai junto. É muita conversa, muito assunto, não bastou a noite que passaram juntos, o dia anterior. É um entrosamento explícito, sem reservas, espontâneo como a chuva caindo. Não precisam de fotos forçadas, risos políticos para registrar o ocorrido, mais nada, pra provar em datas comemorativas, ficar exibindo, prestar contas, justificar, provar que... Nem percebem o que está existindo, não se percebem, só tem olhos um por outro, não pararam pra pensar ainda, pensar é parar de sentir. São uma extensão do outro, uma simbiose, um vínculo, explícito, são um escândalo ainda namorando.

Seu Clodoaldo era um velho sábio, morava só, e toda vez que passava em frente a casa dele via-o lendo um livro. Uma vez, aconteceu um episodio interessante enquanto esperava a minha vez de cortar os cabelos, num barbeiro amigo dele e vizinho, ele enquanto conversava comigo recito…
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Seu Clodoaldo era um velho sábio, morava só, e toda vez que passava em frente a casa dele via-o lendo um livro. Uma vez, aconteceu um episodio interessante enquanto esperava a minha vez de cortar os cabelos, num barbeiro amigo dele e vizinho, ele enquanto conversava comigo recitou, inteirinho, o famoso soneto de Augusto dos Anjos, Versos Íntimos, sabia de cor, deveria saber de mais, homem culto, fazia gosto ouvi-lo. Uma vez soube de um acontecido, de uma vez uma jovem que se dirigiu a ele por diminutivos, chamando-o carinhosamente de vovó, coisa e tal, "o veio" arretou-se e repentinamente, pegando nas partes, fez-lhe um gesto obsceno e lhe disse um desaforo. A moça indignada, assustada com a inesperada reação e danou-se a chamá-lo de velho safado, só não chamá-lo de arroz doce, coisa e tal, já pensou? E ela que tinha sido tão amável... Enquanto ele dizia: - Isso!!! Chama mais! Me trate assim feito os outros. Desde esse dia, tenho determinados cuidados ao me dirigir a alguém de uma certa idade, nada de diminutivos, de peninha. Nossos idosos são tão produtivo e lúcido feito idosos ilustres presidente Temer, o Papa, Caetano Veloso, Faustão... Merecem toda nossa consideração e respeito, nada de infantilizá-los.

Ainda agora vinha rememorando a caminho do terminal de ônibus com um amigo o costume antigo do "beber o defundo". Calma não se tratava de canibalismo, nem creptomania era um hábito de quando alguém vinha a óbito pra fazer sala, ou seja, o finado saia de casa, feito na novela Éram…
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Ainda agora vinha rememorando a caminho do terminal de ônibus com um amigo o costume antigo do "beber o defundo". Calma não se tratava de canibalismo, nem creptomania era um hábito de quando alguém vinha a óbito pra fazer sala, ou seja, o finado saia de casa, feito na novela Éramos Seis, e pra virar a noite ate de manhã, segurar o povo, tinha jogo de dominó, cachaça, cerveja, daqui a pouco todo mundo alto, maior risadagem, gritos de bati! (O game over no dominó) parecendo mais uma festa, dando a entender a quem passasse que o ente bebido era muito querido, quantos amigos ele tinha. E haja hipocrisia. Só faltava durante o féretro, cortejo fúnebre, sair distribuindo umas latinhas e chegar todo mundo bêbado no cemitério. Amigos na saúde e na doença, na alegria e na alegria.

Quer que os militares do exercito fazem no quartel? Senão cuidarem deles mesmos e serem muito bem pagos para isso? Alegam que vivem nos guardando de uma hipotética, extremamente improvável invasão estrangeira. Uma violência sem precedentes, uma guerra de fato tá acontecendo agora…
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Quer que os militares do exercito fazem no quartel? Senão cuidarem deles mesmos e serem muito bem pagos para isso? Alegam que vivem nos guardando de uma hipotética, extremamente improvável invasão estrangeira. Uma violência sem precedentes, uma guerra de fato tá acontecendo agora mesmo, uma guerra civil, aqui dentro, nem é preciso esperar de tão longe, os outros cantos nem lembram que a gente existe, tem dificuldade em encontrar no mapa, confundem samba com tango. De vez em quando, acho valido, ajudar no combate a violência urbana, colaborar no controle de epidemias como a dengue. Chegar junto.