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Frases de Fabi Alves

47 frases

Há anos olho-me no espelho e não consigo mais me reconhecer. Porque me deixei ficar assim?
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Há anos olho-me no espelho e não consigo mais me reconhecer. Porque me deixei ficar assim? Eu era tão formosa e tão viva, Com uma imensa luz própria, Luz que irradiava por onde passava, E tocava a todos que chegassem perto. Porque me deixei ficar assim? Sem vontade de viver, sem interesse de amar e me amar. Olho-me no espelho e sucessivamente Pergunto-me, onde foi que me perdi? Porque me deixei ficar assim?

E ao colocar meus pés na água do mar, já não sou mais eu, adulto anestesiado, mentalmente cansado, não sou mais.
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E ao colocar meus pés na água do mar, já não sou mais eu, adulto anestesiado, mentalmente cansado, não sou mais. Sou uma criança, Uma típica criança feliz à brincar, chuto as ondas, corro, mergulho, boio, pulo, caio e até me arranho, Planto bananeira para sentir o vento nos pés. Visto-me de algas/almas marinhas e prossigo a dançar. Transformo-me em peixe, sereia, tritão, Tento abraçar infinitamente, toda vastidão desse belo mar.

Senti, és flor pétalas, cor Formosura, poesia
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Senti, és flor pétalas, cor Formosura, poesia Senti flor, sente-se e diga Que cor de flor serias? Senti, és sonho unicórnios, amor Mundos, dimensões dia é noite Noite é dia Que intensidade esse sonho teria? Sonhar com cada cor de flor Sentir cada flor no sonho Amar, céu, mar, infinito. Ser.

E apesar de todo esse meu silêncio, De todo esse meu recuo, de não esboçar nenhum sentimento, tentando manter distância de tí, o desejo ainda continua intenso, imenso, me rasgando por dentro. Acendes-te uma fogueira de amor no meu coração, não tenho mais o poder de controlar um…
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E apesar de todo esse meu silêncio, De todo esse meu recuo, de não esboçar nenhum sentimento, tentando manter distância de tí, o desejo ainda continua intenso, imenso, me rasgando por dentro. Acendes-te uma fogueira de amor no meu coração, não tenho mais o poder de controlar um minuto sequer, porque ele só quer você, apenas você, mulher.

Quanto mais navego em mim, Mas arrasto-me a escuridão meridional. Quanto de mim é sol?
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Quanto mais navego em mim, Mas arrasto-me a escuridão meridional. Quanto de mim é sol? Quanto de mim é chuva? Embora, tudo passe de passagem, As lágrimas me reveste. Ainda que o tempo bata asas, A penúria insiste em me visitar E eu a espanto como um touro arredio, Por vezes, como libélula E prossigo a navegar. Quanto de mim sou eu? Quanto de mim são os outros?

Ô minha menina, vem cá, deixe-me acalentar teu melancólico coração. Não esboçarei um só palavra se tu não quiseres, apenas ficarei ao teu lado, fazendo-te companhia. E dessa tua melancolia, trocarei por amor em demasia, até não haver mais espaço para qualquer tristeza que possa…
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Ô minha menina, vem cá, deixe-me acalentar teu melancólico coração. Não esboçarei um só palavra se tu não quiseres, apenas ficarei ao teu lado, fazendo-te companhia. E dessa tua melancolia, trocarei por amor em demasia, até não haver mais espaço para qualquer tristeza que possa vim a te atormentar.

aminhando nas águas do mar, sinto o vento em demasia, ventania que sopra para dentro,
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aminhando nas águas do mar, sinto o vento em demasia, ventania que sopra para dentro, bem no fundo do âmago, E ao mesmo tempo, ecoa um longo silêncio, Calmaria de um túmulo. Deparo-me com o horizonte, Um leme a cortar o mar, Que desvaneia de esperança E pelo mastro veleja. E mais acima, um ataque de belas gaivotas invadindo essa calmaria. A/mar, meu horizonte inteiro, é de pura nostalgia.

Falar de tí é trazer a tona desejos e recordações incomensuráveis, ainda enraizados
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Falar de tí é trazer a tona desejos e recordações incomensuráveis, ainda enraizados dentro de mim. É te ver vestida como tarde de primavera em meio ao outono, e me deslumbrar ao ver seus cabelos longos sendo acariciado pelo vento. É me desmanchar em intermináveis gotas salgadas de tanta tristeza, por não estás mais aqui. Falar de tí, ainda me dói.

Ainda que me arranque a língua e os dentes, ruminarei o poente e tudo que há nele. Atravessarei o avesso do meu avesso,
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Ainda que me arranque a língua e os dentes, ruminarei o poente e tudo que há nele. Atravessarei o avesso do meu avesso, Mesmo com a melancolia esparsa. Quando tudo me facina, Acelera, Dilacera, Desistência torna-se inexistente. Como é extraordinário o sabor da resistência Quando se vê uma faísca na esquina onde contorna liberdade. Não falo de sentimentos ambíguos, Onde sempre a penumbra sobrevém, É mais além. Não é a solidão em outra solidão, É mais além. É tarde cheia do destino, É perder-me de mim e me achar ante o espaço do não ser, e ainda sim, ser. É um eu atemporal, A essência que persiste como essência.

Angústia Atroz Chega, finca raízes, fazendo-me viver A sobressaltos por dores inexplicáveis.
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Angústia Atroz Chega, finca raízes, fazendo-me viver A sobressaltos por dores inexplicáveis. Trazendo-me penumbra, sabotando o facho de luz que aos poucos consegui alcançar. Pausando como uma canção de espera, A mente pulsar, no entanto não resta nada. Não há verso, poesia que diminua essa agonia que me causas. E ainda que eu mergulhe dentro de mim na busca de me reencontrar e te arrancar, será em vão. Pois sei, só há lençóis amarrotados de memórias embranquecidas e manchas de chagas profundas, e mais afundo, o silêncio de minha alma escassa. Passa angústia, Passa.

E quando eu escrever a palavra sorriso, Saiba que estou falando de você meu amor. Desse teu sorriso encantador, que me tira e me põe de volta nos trilhos.
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E quando eu escrever a palavra sorriso, Saiba que estou falando de você meu amor. Desse teu sorriso encantador, que me tira e me põe de volta nos trilhos. Que é a fagulha de esperança que acende em meu coração, sempre quando sinto que nada mais faz sentido.