Aqueles que não estremecem lendo Neruda, ouvindo Bach, contemplando a humilde samambaia; podem ter certeza que há muito estão mortos e que, dificilmente voltarão à vida.
Frases de Ezio Flavio Bazzo
52 frases
Para mim as teorias educativas de um homem que não tem filhos são tão válidas como as teorias sexuais de um eunuco.
A função principal do Estado e da Nação, apesar de todos os discursos em contrário, é condecorar traidores!
Existe desgraça maior do que a de ter nascido num país que se orgulha de produzir automóveis enquanto importa trigo?
No mundo da política e da economia a palavra da moda agora é Globalização. Além dos cus sujos do liberalismo e dos encefalopatas da social democracia, tenho ouvido até alguns pelegos comunistas empregando com obsessão essa palavra, sem se darem conta de que ela é um novo exibicio…
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No mundo da política e da economia a palavra da moda agora é Globalização. Além dos cus sujos do liberalismo e dos encefalopatas da social democracia, tenho ouvido até alguns pelegos comunistas empregando com obsessão essa palavra, sem se darem conta de que ela é um novo exibicionismo dos patrões de sempre.
Apesar de todos os discursos e de todos os comícios, os professores continuam os mesmos: especialistas na arte de fazer as crianças odiarem a leitura.
Enquanto o Estado e seus barrigudos se vangloriam de ser o “bem comum”, as massas imploram e rezam por algo como um “bem extraordinário”, uma pílula miraculosa, uma lobotomia.
Apesar de toda minha convicção de que o saber deve ser popularizado, não consigo deixar de sentir um certo mal estar ao ouvir um caminhoneiro mostrando intimidade com Heráclito.
A obrigatoriedade compulsiva de tratar os mais velhos de Senhor, tem sua origem na tentativa de esquecer que sob aquele corpo desfeito, está aprisionado um adolescente em pânico.
E Eva, orientada pela serpente e pressentindo as limitações de seu companheiro, implorou ao Criador que criasse também a cenoura.
Em qualquer situação, sempre é interessante falar pouco e, claro, não esquecer de colocar em cada palavra uma subversão e um terremoto.
Se faço um balanço de minhas últimas relações sociais, descubro estupefato, que me relacionei quase que exclusivamente com náufragos. Náufragos que, ainda por cima, acreditavam piamente estarem ziguezagueando entre a fronteira do talento e a da genialidade.
A opção pela incineração não é apenas um exotismo ou uma estratégia para fugir aos vermes. Ela é, antes de tudo, uma vingança contra um corpo que tanto nos submeteu e que tanto nos escravizou.
O que existe de mais cruel para um povo do que ser compulsoriamente obrigado a escolher seus governantes lá entre os empresários, lá entre os sindicalistas ou lá entre os latifundiários?
Se o esforço que as pessoas fazem para passar aos outros uma imagem de felicidade e de “alto astral”, fosse usado para produzir milho, a fome da Somália, da Índia e do Brasil já teria sido superada.
Quem vive muito tempo fora do Brasil, ao voltar para cá, tem a nítida impressão de que para esse povo, o feijão e o arroz são alucinógenos.
Entre os manipuladores mais competentes que a sociedade conhece, devemos tirar o chapéu ao gordo, ao alcoólatra e ao depressivo. Eles são os verdadeiros mestres desse métier.
Observem, como entre os evangelhos, o mais útil de todos, para a sociedade, é o Evangelho segundo Mate-os!
Dos fingimentos sociais mais comuns, chamam-me especialmente atenção o da fidelidade, o do engajamento social e o da crença em deus.
Seis bilhões e tanto de seres humanos! O planeta, as florestas e os outros animais devem estar apavorados!!!
Se a vida não fosse em si mesma uma anomalia, não haveria razão alguma para existir confissões, diários e confidências de almofadinhas. O que se chama “vida íntima” é uma espécie de meteoro em chamas que tem um vínculo grotesco e poderoso com o crime de estar vivo.
Quase sempre os homens e as doutrinas que pretendem nos obrigar a ser livres, são tão opressores como aqueles que nos forçam a ser escravos.
Os quinze anos representam o máximo da evolução mental de um homem. Depois dessa idade é “normal” que o caráter permaneça imutável e que tudo aquilo que parece ser “amadurecimento” seja teatro, um show de “boas maneiras”, um festival de diplomacia e de disfarces.
A família? Sempre um aglomerado de fanáticos e de bobalhões, de vítimas que consomem toda a existência lutando para “desfazer” as teias de aranha que os une e, lógico, para mostrar que são política e moralmente corretos.