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Frases de Ezhequiel Águia Queiróz

66 frases

DIGA-ME Diga anjo celeste do meu coração A este homem que ama-te, oh
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DIGA-ME Diga anjo celeste do meu coração A este homem que ama-te, oh Rosa das penhas Quem é o ser que tu buscas? Quem é o tal que teu sonho Se faz manifesto? Já o vistes por aí? Que este fez pra que seja, este ser Teu amante, e por ti tão amado? Onde queres que eu faça , o seu ninho Uma nossa estação pra viver? Onde queres as luzes da noite E o brilho do amanhecer? Ser só teu é o que eu quero E só minha é o que penso E que nosso este mundo De amor, mar profundo E o resto eu dispenso.

DE FACE E ALMA E então, assim que cálidos como eram seus olhos na esquina se foram encurvando
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DE FACE E ALMA E então, assim que cálidos como eram seus olhos na esquina se foram encurvando e, entre as nuvens meu ser, taciturno apagou-se. Não precisava partir, eis aqui a razão, de ficar escondida lá no profundo da minha emoção. No demais, restará devoluto, um pedaço de mim que me compõe a face e os meus ossos também uma massa de pó, terra pura do chão. mas, ficará a alma, que tão viva a insistir que me tornes vivente, o corpo e a mente do meu coração.

ABSTRAÇÃO Passe na minha calçada outra vez
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ABSTRAÇÃO Passe na minha calçada outra vez Outra vez, mostre-me o os olhos que tens, deixe escapar na calçada, uma fita qualquer até se encurvar pra toma-la do chão. passe por cima do ego uma vez e outra vez mostre-me o chão onde é sinta se firme agora com os pés desta vez em teu corpo mulher.

COISAS DO CORAÇÃO Falas,rezas, ladainhas Se ouviam na escuridão
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COISAS DO CORAÇÃO Falas,rezas, ladainhas Se ouviam na escuridão Denunciava que os apelos Em sonetos de oração Nada mais eram que medo Nada tinham de soneto, ou a ver com uma cançao. Negra e tão assustadora A noite estabelecida Havia um extenso mar Sem nenhum sinal de vida Terra escorregadia Onde nunca havia dia Sem portas e sem saída. No instante em que uma batida Fez-se ouvir na imensidão Como em um sino de bronze Antes de chegar às onze Fez clara minha visão, acordo Quebrando um selo Enfim foi um pesadelo Consequencias da paixão.

A ESPERA VÃ Veja que lamento trago Culpo-me a mim mesmo
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A ESPERA VÃ Veja que lamento trago Culpo-me a mim mesmo Por não ter olhado, quando o sol se foi A noite era aquela Coisa de cinema Algo teatral. A praça era toda Só de namorados e eu Alucinado pelos toques nobres Daquele natal. Ficará pra sempre Como fosse pedra a me calejar Vendo a cegueira da noite de estrelas A se despedir A pés como estava Perdi o horário da minha condução Como um mendigo Pouco mais vestido No turvo quieto. Esperando a bela Que me pôs na cela Da mesquita neto.

A PORTA Sempre esta porta todo dia na calçada É posta logo onde estes meus pés vão pisar
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A PORTA Sempre esta porta todo dia na calçada É posta logo onde estes meus pés vão pisar Faz simplesmente seu dever como uma porta O meu progresso no regresso atrapalhar. É sempre porta, esta nunca foi janela Se a abro bruscamente me vejo na rua Não tem uma tranca e se rompeu a taramela E me cancela o encontro com a lua. Um dia porta eu me perco a paciência E me abstenho de querer te respeitar Lanço-te fora e aproveitando sua ausência Encontro um novo mundo pra poder morar. E se acaso lá no meu fundo sertão Onde escolhi para de ti me esconder Houver mais portas dentro deste coração Então eu volto e me caso com você.

CRIANCICE Dê-me as suas mãos Vamos brincar de namorados
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CRIANCICE Dê-me as suas mãos Vamos brincar de namorados Vamos rolar no gramado E bagunçar o jardim Vamos correr entre as plantas E algo bom descobrir. Ajamos como crianças Sem pensar no amanhã Sem ver dores e tristezas Sem ver as obrigações Vamos molhar nossos lábios Encher nossos corações. Vamos esquecer os barulhos Adentrar no paraíso Vamos perder a cabeça Fazer o que for preciso Vamos dar brilho as estrelas Tornar mais alvo o sorriso. Vamos parar um instante E uma canção apreciar Sons de orquestras tocantes O nosso som dedilhar Criar uma linda história Com muita glória a arquivar. Vamos enfim neste verde Da grama nos respeitar Reconhecer que o cansaço Nos veio incomodar Descansaremos o resto e que amanhã venha o sol com um sorriso nos chamar.

INTENTO Ele a buscava no vento que ia
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INTENTO Ele a buscava no vento que ia na força contraria de qualquer maré com fé, e afeto decreto; trazê-la e viver este amor. indomável fera inestimável preço incansável homem incalculável gasto vem o temporal mas, que mal? isso o motivava e buscava, com tanta energia, que um dia se viu acabar uma planta cercada de ramos, tão bela que a si não rendeu uma arte do tempo morrendo, sem preço e a terra vazia, então feneceu.

ATÉ ONDE FOR O SONHO Este trem que me leva Não me leva em vão
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ATÉ ONDE FOR O SONHO Este trem que me leva Não me leva em vão Leva as malas repletas De satisfação. Levas trem este ser Que imortal se tornou Mas enquanto viver alguém que a este amou. São apenas bagagens trapos velhos de usar não me cobre passagens nem tão valor há. Deixe-me jogado fora Em qualquer um vilarejo Da vida o fim me ignora Por mais que tanto desejo. Mas se verdes, oh meu trem Que é errado o ato que exponho Deixe-me ir ao fim também Até onde for o sonho.

LUA Tem uma lua envolta Em uma manta prateada
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LUA Tem uma lua envolta Em uma manta prateada Notória pelo universo E por cometas mirada Estrelas da vizinhança Veem seu brilho a distancia Esta princesa adornada. Tem nela um brilho radiante Qual fulgor de uma alvorada E dela o seio alivia As dores da madrugada Que solitária dormiu Por ver nascer sucumbiu Principe sol na estrada. É esta face distinta Motivos da carreata Da praia a noite que pinta Os corpos que ela arrebata Do trovador, dos casais De companheiro ou rivais Da essencia da serenata.

PAIXÃO É UM LOBO Quando este grito, esta traça Do tempo devastador
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PAIXÃO É UM LOBO Quando este grito, esta traça Do tempo devastador Privar-se da liberdade Inutil do meu amor Ecoar por entre as rochas E o vento apagar as tochas Então tudo se acabou. Quando deitado no escuro A buscar que a vida esqueça Sem pressa ou almejar Que a noite venha passar E mais um dia amanheça. No certo de está errado A lápis em um cartão Velho que se trazia Sem pauta, sem direção Deixa a face de amargura Pintado numa escritura Um resto de coração. Por fim os aventureiros Predadores da aurora Encontrarem gelado corpo E da caverna pra fora Virem um lobo saciado Paixão este nomeado Veio matar e ir embora.

PERGUNTAS E RESPOSTA Pra onde vão as flores quando morre os amores e
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PERGUNTAS E RESPOSTA Pra onde vão as flores quando morre os amores e se há rumores, numa vida sem razão? Pra onde vai a vida quando uma ferida é plantada viva em um coração? Haverá uma luz, um descansar, uma cruz ou uma rendição? Pra onde vai o vento quando no relento de olhar atento eu o vejo passar? Pra onde irá a fera em fim de primavera se a toda bela quer se libertar? Haverá saida, respostas da vida, ou complicação? far-nos ter remédio? pra que deste prédio, finde se o tédio ou subsistirão? Haverá no mundo em um mar profundo algo que inquieta. a ação da cena, na letra da pena de algum poeta.