A bailarina...
Na ponta dos pés,
ela sobe
como a leveza da pena
que é levada pelo vento.
Levita
e elegantemente,
deixa seu corpo
suspenso no ar.
Segura de si,
mostra sua arte
e serenamente,
volta ao chão.
Suas sapatilhas,
são mágicas.
Ela brilha
como a mais bela estrela,
e inspira poetas
que viajam em seus passos.
Virou musa dos deuses
que a presentearam
com a arte da dança
e tornaram seus pés ágeis
para que possa apoiar seu belo corpo,
sobre eles.
A música,
vai direcionando a magia
que envolve e acalenta sonhos.
Ela sai levitando
e suas passadas,
vão emocionando e encantando.
Em um silêncio total
de admiração e respeito,
podemos ouvir o som de lágrimas
que escorrem pela face
daqueles que a consagram,
Diva.
É ela,
a Bailarina..
by/erotildes vittoria
O Ballet...
As cortinas foram abertas
e o palco,
foi sendo iluminado aos poucos.
A platéia emudeceu
e o silêncio,
foi quebrado com o som da música.
Tudo era mágico
era sonho
e pairava ali,
a sensação de algo inebriante
conduzido por forças angelicais
tamanha a leveza
dos passos das bailarinas.
Sim, flutuavam
com a beleza sincronizada.
Era nítida a sensação
de que os deuses as conduziam
e as levavam
para espaços fora do tempo.
Por alguns momentos,
era possível sentir o aroma etéreo
que vinha do alto do teatro.
Era um sonho repleto de encantos,
de magias.
Aos poucos,
a música foi cessando
e seus pés,
iam tocando o chão com suavidade.
Terminava o espetáculo,
mas ficava em nós,
a imagem da grandeza dessa arte
maravilhosa e admirável.
O Ballet.
by/erotildes vittoria
Silêncio...
É no meu silêncio
que falo de mim
quando sinto tua presença.
É nele
que te ouço com atenção
e encontro teu sorriso,
mas também tua lágrima
quando chora escondido.
É neste silêncio
que vou te buscar,
te abraçar
e chorar contigo.
É neste silêncio,
que guardo
teus segredos
e abro o livro
na página com uma rosa seca,
marcando os anos.
by/erotildes vittória
Gosto de misturar as letras
escrever o que sai de mim,
não gosto de pontuação
nem aqui,
tão pouco na vida.
Carrego sempre interrogações,
nada de ponto final
quando muito,
virgula.
do meu poema - Onça
A vida...
Preservar é viver
o prazer pela vida
através da natureza.
O amor pela natureza,
através do lazer.
O lazer,
que conscientiza e educa.
A educação,
que faz crescer e preservar.
A preservação,
que faz a vida continuar.
Amor que mantém o Planeta vivo.
Seria eu, o poeta,
um palhaço revestido de pompa
a esconder suas impotências perante a vida
ou seria eu,
algum rei frustrado em alguma
decisão tomada
e revogada por insensatez...
do meu poema - Quem é o poeta
Céu sem estrelas...
Mais uma vez,
mudanças inesperadas
com muitos dias
recheados de surpresas
e outros tantos,
cheios de nada.
Avenida desconhecida
este caminho da vida
que vou tateando,
mas não toco em nada,
continuo na estrada
que já virou rotina
é outra vez,
janela sem cortina
que se abre
para um céu sem estrelas
e dias nublados,
não se despedem,
continuam do meu lado.
by/erotildes vittória
Livres...
Que a vida,
seja como
uma brisa suave
quando nos convida
a velejar
em mar sereno
que distante e alheio,
nos eterniza livres
em frações de momentos,
sempre tão especiais.
by/erotildes vittoria
As rosas...
Eram rosas especiais
nascidas,
no jardim do amor.
Carregavam,
o perfume do bem querer
com poesias
e sonhos reais.
Eram rosas, iguais.
by/erotildes vittória
Paz...
Durma no silêncio de tua dor
porque Pátria amada sempre serás,
mas não sonhe tantos sonhos
que eles te podarão a liberdade
que ainda é tua
para sonhar.
Cante teu canto de lamento,
abrace forte teus filhos
e transmita teu amor.
Dê à eles tua força,
ensine-os que a Paz,
precisa continuar.
by/erotildes vittória
Talvez...
Talvez,
um anjo apareça
e leve tua dor para longe
onde o vento,
deposita os restos
que encontra pelos
caminhos por onde passa.
Talvez,
uma voz amiga
te encontre e te fale
que ainda há sonhos,
há vida em tua vida
e te convide a caminhar com ela
para conhecer mais uma vida
que dói, mais que a tua.
Talvez,
nada aconteça
que te faça sorrir
mas nunca esqueça,
a dor vem e vai
e crescer,
faz parte de tudo um pouco.
Talvez,
nunca se lembre de coisa alguma
que te mostrou o caminho a seguir.
Talvez,
nunca esqueça da primeira vez
que caminhou sozinho.
Talvez,
nunca leia uma única linha
do que escrevi para você.
Talvez,
nem se lembre mais
quem você é.
by/erotildes vittoria
Ah, o mar...
O mar, o mar e o mar.
Quanta poesia sobre ele
quantos poetas falam dele
quanta paixão existe
nesta palavra "mar"
que mar pode ser de rosas
de lágrimas, de amor.
Quantas lembranças
nos levam ao mar
quantos mares
em nossa vida
e quanta vida,
em nosso mar.
by/erotildes vittoria
O mar...
No balançar de tuas folhas,
meus olhos navegam
nestas cores
e fico imaginando,
o vento me levando
para longe,
onde o mar está
e na esperança
de ver no porto,
o navio atracar,
corro para o cais.
É uma viagem de volta
que faço,
ao lembrar das ondas
que brincam sobre o mar.
by/erotildes vittoria
Dez de mil...
Era ali,
no cantinho do quintal
onde brincavam
muitas crianças felizes.
Chamava-se,
rua da casinha nova,
número, dez de mil.
Guardavam segredos,
falavam de seus medos
de suas travessuras,
mas nunca mencionaram
o motivo desta numeração.
O que todos sabiam,
era onde moravam crianças
que alimentavam pássaros
com asas quebradas,
até que pudessem outra vez,
voar livremente.
Era ali também,
a casa da vontade de brincar
de pular corda, de cantar
e de contar histórias
que acabaram para sempre,
guardadas na memória
de cada uma delas.
by/erotildes vittoria
segunda-feira, 17 de março de 2014/12:11:22
Talvez...
Talvez sejamos mais sábios
quando os anos passam
e nos ensinam a viver diferente
sem tantos questionamentos,
sem medo da vida
ou quem sabe, da morte.
Mas somos mais julgados
mais exigidos pela familia
que de repente,
não entende o que acontece conosco.
Nos tornamos mais serenos,
menos necessitados de consumos
desnecessários.
Sabiamente,
a natureza vai impondo
menos velocidade aos nossos passos
que em cada tropeço,
pode fazer dele mais uma lição de vida.
Vamos nos afastando lentamente
para um canto onde podemos
cultivar sonhos que ainda estavam
guardados para serem realizados.
Seguimos sendo questionados
e menos valorizados a cada ação
que acaba sempre em reação
e muitas vezes renegados
ao afastamento dos familiares
que não conseguem entender
como podemos considerar felicidade,
esse nosso novo modo de viver.
by/erotildes vittória
Cheiro da mata...
Eu preciso da mata,
da distância do caos
que mistura sons, vozes,
perguntas constantes
de pessoas insatisfeitas
que a qualquer momento,
tentam interromper meu silêncio.
Eu gosto do ruído das folhas
que o vento balança,
do som suave da água
que corre serena
sobre as pedras,
do canto dos pássaros
que voam livres
e fazem ali, seus ninhos.
Este cheiro da mata,
me proporciona acréscimo de anos,
leveza de corpo, de alma, de mente.
by/erotildes vittoria
A menina...
A menina,
a flor,
a cor.
A descoberta
e um mundo encantado,
depois da janela.
Lá fora,
há vida,
mas os livros,
ensinam a esperar
para ver brotar a rosa
que foi semeada.
É preciso aguardar
mais, mais tempo
para saber a cor.
By/erotildes vittoria
Feliz Ano Novo...
É a vida,
tudo passa,
tudo se renova,
tudo é substituído.
Os desejos, viram realidade
e novos sonhos
que estão chegando,
vão se acomodando
para que sejam realizados
ao longo dos novos meses
que se aproximam
e são aguardados,
na esperança de mudanças,
de encontros inesperados
de novos abraços,
novos laços,
de nova vida.
by/erotildes vittoria/