No dar e receber prazer, sejamos
por vezes abelha, por vezes flor
numa sintonia perfeita
entre o corpo e alma
gestos e palavras, oferta e acolhida.
O soprar da vida em harmonia
entre a harpa que toca
e os atentos ouvidos que a recebem.
E a felicidade dessa forma
há de tornar-se simples
num gotejar de amor e alegrias
Vivem umas borboletas
dentro de minha alma
Estão sempre batendo asas
em busca do infinito
bebendo o néctar da vida
Não gosto das tempestades!
Uma borboleta sabe
que não pode voar na chuva
Espera serenar para
colorir de sonhos
as suas frágeis asas
em uma suave manhã de sol
E beber no cálice das horas
as preciosas gotas de felicidade
Não quero ver a vida passar
Pela janela
A escoar pelos meus dedos
Dormentes
Quero sentir o seu doce sabor
Ou amargo, que seja
Sentir a beleza do vento
Contra a minha face, mesmo
Que os olhos lacrimejem
Quero a coragem de pintar
Meu céu com raios dourados
Nos dias tristes, cinzentos
Jamais deixarei de acreditar no amor
Na irresistível força que nos impele
Rumo a abismos, céus, arco íris
Voando em asas invisíveis
Querendo apenas beber o infinito
No cálice do destino
E sentir a vida arder ao peito
A se consumir
Nas graças do amor
Até onde eu alcance e toque o seu coração e a sua alma, desejarei estar contigo. Pois o amor tem que ser intenso no sentir, porém leve como a pluma, unir com aderência, e graça e felicidade, mas sem correntes. E que nossos corações possam sentir-se livres para esse grande voo, que é o amor.