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Frases de Emiliano Lima de Araújo

42 frases

Poemas inacabados - 1 Emiliano Lima de Araujo Resumo:
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Poemas inacabados - 1 Emiliano Lima de Araujo Resumo: Poemas que em outro momento da minha vida desejo terminar. Nesses dias nublados em que o coração acorda atordoado, Onde o medo toma conta e o futuro nos desespera, Nesses dias eu rezo e peço pra que aja da forma correta. De forma a concretizar nossos planos, nossos sonhos. Quero refletir nos sorrisos o bem que você me faz. Conquistar nos desafios as metas que nos aproxime sempre mais Meu mundo pode ser do formato que for, desde que você, meu amor Não esteja mais distante, à não sentir seu calor. Nossas vidas se uniram, criamos raízes e florescemos. Somos parte de um mesmo inteiro, frutos do mesmo sonho. Meu amor quero erguer à sua volta uma realidade digna, Pra deixar pasmos os mais loucos sonhadores. Ah meu amor, só você me faz tão bem

Nem todo bom dia acaba em paz, Tão pouco todo sorriso é de simpatia, Nem todo amor na vida é pra ser escolhido.
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Nem todo bom dia acaba em paz, Tão pouco todo sorriso é de simpatia, Nem todo amor na vida é pra ser escolhido. De todas as batidas do coração São tão poucas as que doem. Tanta água no mundo mas Tão pouca é doce! Cansei de chorar salgado, De abraço frouxo De coração gelado. De fazer parte do mundo e não girar!

Pelo que você levanta todas as manhãs? É a falta de sono tão somente? Mais um dia de trabalho?
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Pelo que você levanta todas as manhãs? É a falta de sono tão somente? Mais um dia de trabalho? Pela prole faminta ao pé da cama? Ou mesmo se levanta para continuar sonhando acordado? Tem vida chamando, com pressa para ser atendida. E os medos que você vêm fazendo de travesseiro já venceram a hora de também tomar Sol.

Na parede pichada do banheiro, xingamentos gratuitos para quem se dispuser a ler. O cuidado ao tocar somente o indispensável
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Na parede pichada do banheiro, xingamentos gratuitos para quem se dispuser a ler. O cuidado ao tocar somente o indispensável em um ambiente que inspira -Não me toque's- é colocado em xeque ao se deparar em frente ao espelho A esbanjar vermelho, Com um beijo impresso.

Enviei uma carta pelos correios e avisei ao destinatário: Espere por mim!
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Enviei uma carta pelos correios e avisei ao destinatário: Espere por mim! Tem texto fazendo viagem, tem gente trabalhando por nós. Metro por metro a distância é vencida. Bytes que escolhi não agilizar, ainda chegarão a tempo sem riscos de encherem a caixa de Spam. Tem perfume na folha e um beijo impresso também. Tem saudade em gotas que pinga borrando a tinta, marcando o papel. Em mundos em que o afeto é vertigonoso a própria vida passa em branco. Sem perfumes, marcas, beijos ou poesia.

E como eu fiquei zangado! As horas passavam e eu perdia tempo, o tempo passava e eu não estava nele.
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E como eu fiquei zangado! As horas passavam e eu perdia tempo, o tempo passava e eu não estava nele. Fiquei parado, sonhando em como seria se todo esse dia eu estivesse com você. Fiquei bravo, xinguei, não podia aceitar os seus atrasos, não podia permitir essa distância. E emburrei por você não estar aqui. Que idiota! Contando os minutos pra estar com você, enquanto você adiantava o máximo possível o dizer adeus!

Doeu um tanto você não ter voltado, Doeu pra arrancar lágrima, pra pesar o peito. Doeu retrógrado a todos os passos que dei em sua direção,
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Doeu um tanto você não ter voltado, Doeu pra arrancar lágrima, pra pesar o peito. Doeu retrógrado a todos os passos que dei em sua direção, As gotas de água que no banho caíram sobre meu corpo, Todo pensamento que tive e acabou em sorriso, Cada pequeno sacrifício que fiz, doeram. Tudo por pensar que você também me queria Por onde quer que seu caminho fosse levar.

O fim é o gosto desértico que resta a boca, ao término do gole de água do mar. É o espasmo no corpo frio
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O fim é o gosto desértico que resta a boca, ao término do gole de água do mar. É o espasmo no corpo frio onde o coração já não se contrái. É buscar por brilho em olhos que já não vêm, E ter a carne comida por vermes sem a chance de apodrecer. É um convite para entrar que tarda, e faz o coração sob o sereno esfriar. O fim segue na frente quando se para pra ser feliz. E espera em alguma esquina o prazo até que o alcancemos. É deixar no amanhã, o preocupar-se em ser.

Eu sinto como inseto. Tenho medo de pés, jornais, venenos De tudo o que me é maior.
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Eu sinto como inseto. Tenho medo de pés, jornais, venenos De tudo o que me é maior. Penso como humano, Sei que o tempo é curto, A vida menor ainda. Sei que eu em meus quase dois metros Sou minúsculo. Sendo assim, volto a sentir como inseto, Preso nessa máquina onde engrenagens tentam me esmagar. O mundo foi feito pra gigantes, Mas ainda tem gente que bate no peito pra dizer que aguenta. Para as operarias que se acham rainhas, Nos corredores dos mais básicos mercados Compra-se iscas inseticidas.

⁠ Hoje não há poesia que resolva. Sem Minâncora, Mertiolate ou Mercúrio.
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⁠ Hoje não há poesia que resolva. Sem Minâncora, Mertiolate ou Mercúrio. Estamos sem remédios para o tempo e temos morrido irremediavelmente. Feito de corações o monumento se ergue. Mais uma recordação em luto outra guerra perdida. E essa vida segue sem ser vida, com a gente morrendo sem morrer. Respirando enquanto pode.