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Frases de Eliane Azevedo

69 frases

Eu trago em mim todas as dores e as alegrias
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Eu trago em mim todas as dores e as alegrias de quem já partiu, de quem já voltou, de quem já ficou, e de quem sabe possuir o mundo nas mãos, mas já sentiu na pele que é inútil a partida quando o coração decide ficar...

E depois de tantas dúvidas, tantas idas e vindas, tantas reviravoltas, ela não poderia começar o ano novo sem a presença de quem lhe ocupara o coração há algum tempo atrás. Sem o corpo daquele que tomou todos os seus espaços vazios, espaço que ela pensara ser não mais possível pr…
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E depois de tantas dúvidas, tantas idas e vindas, tantas reviravoltas, ela não poderia começar o ano novo sem a presença de quem lhe ocupara o coração há algum tempo atrás. Sem o corpo daquele que tomou todos os seus espaços vazios, espaço que ela pensara ser não mais possível preencher, que ela pensara estar ainda travado, trancado, inacessível. Espaço que ele, sem cerimônia, invadiu, sem sequer obedecer a qualquer uma das regras que o amor realmente é incapaz de respeitar! E foi assim seu primeiro dia do ano! Sem tempo para as regras, sem tempo para as convenções! Foi ali, à luz da lua, que sem qualquer arrependimento, não fora apreciada! Afinal, ela tinha ali, na primeira noite do ano, o homem que deixara para trás todos os outros! E também a lua! Ali, assim, nua, na rua, à luz da lua! Completamente nua...

Há amores que se vão com o tempo Há amores que não toleram a ausência Há amores que não suportam a distância
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Há amores que se vão com o tempo Há amores que não toleram a ausência Há amores que não suportam a distância Há amores que se desencantam com a rotina Há amores envenenados por intrigas Há amores que são feridos por palavras Há amores que não alcançam a maturidade Há amores que são trocados por interesse Há amores destroçados pela desconfiança Há amores machucados pela instabilidade Há amores que não se encontram com a estabilidade Há amores eternamente solitários Há amores que se perdem por medo... Apesar de tudo, apesar do amor, apesar do querer, por medo. Há amores que se perdem até mesmo por excesso de amor! Mas não ser feliz por medo de amar, mesmo que ainda doa, essa sim, é a forma mais covarde de se perder um grande amor!

Saudade dos seus olhos Saudade do seu olhar Saudade da sua boca
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Saudade dos seus olhos Saudade do seu olhar Saudade da sua boca Saudade do seu beijo Saudade do seu gosto Saudade da sua pele Saudade das suas mãos Saudade do seu toque Saudade do seu cheiro Saudade do seu abraço Saudade dos seus braços Saudade das suas veias Saudade da sua cor Saudade do seu jeito de fazer amor Saudade do seu jeito de sorrir Saudade do seu jeito de dormir Saudade do seu jeito de acordar Saudade do seu jeito de reclamar Saudade do seu jeito de consolar Saudade do seu jeito de aprender Saudade do seu jeito de ensinar Saudade do seu jeito Saudade do seu corpo Saudade da sua alma Saudade de você Saudade de mim em você Saudade de você em mim Saudade de mim...

Estás enganado se pensas que sei lidar com a dor... Quem a suporta não sou eu! Quem a suporta é outra de mim, que surge dos escombros de não sei onde, nem de quê, e se esconde da vida que pulsa para continuar respirando...
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Estás enganado se pensas que sei lidar com a dor... Quem a suporta não sou eu! Quem a suporta é outra de mim, que surge dos escombros de não sei onde, nem de quê, e se esconde da vida que pulsa para continuar respirando... Esta tem ombros de aço Olhos de águia Mãos que transformam É invencível na solidão de seu sofrimento Às vezes incompreendida em seu silêncio, mas quando intui o seu próprio fim, se incendeia e renasce das cinzas, cedendo lugar à outra parte de mim, àquela que realmente sou, que aparece para vida que pulsa, para também continuar respirando... Esta, sim, tem magia no olhar Alegria contagiante Mãos que acariciam Olhos apaixonados Sorriso fácil Não aprecia a solidão, e se perde na simples leveza das asas de uma borboleta a transportar o recente cinza da vida para um passado tão distante, que de tão distante, não existe mais...

Hoje eu vi você. Estava sozinha, distraída, ausente, mas quando você passou, eu o vi. Num ímpeto me levantei, gritei seu nome, acenei, mas você só passou! Passou rápido! Deixou seu cheiro no ar...
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Hoje eu vi você. Estava sozinha, distraída, ausente, mas quando você passou, eu o vi. Num ímpeto me levantei, gritei seu nome, acenei, mas você só passou! Passou rápido! Deixou seu cheiro no ar... Não me conformei. Estabanada, procurei a chave do carro, nem sequer coloquei o cinto de segurança, primeira marcha, e parti! Parti atrás de você... Você já estava longe... Acelerei! Meu coração disparado, meus pensamentos em desordem, só sabia que tinha visto você! Nem sei se queria falar com você, ouvir sua voz, não sei se tinha alguma coisa a lhe dizer ou se você teria alguma coisa a me dizer! Mas eu o vi, e não resisti... É sempre assim, não é mesmo? Na hora tudo se resolveria, pensei. Na hora, quando os olhos se encontrassem, as mãos se tocassem, o corpo falaria... Você virou a esquina. Virei também... Você continuava de costas. Eu continuava a te seguir, agora devagarzinho... Você parou. Eu estacionei. Minha voz estava embargada. Não conseguia dizer seu nome. Então, te toquei... Um toque leve, sutil, carinhoso... Você se virou para mim. Virou-se e não me reconheceu. Continuei sem dizer seu nome. Se não saíra antes, muito menos sairia agora. Depois de tudo o que vivemos, você não sabia de quem eram aqueles olhos que insistiam em querer te levar a resposta à boca! Era eu! Seu amor! Seu grande amor! Por que não me reconhecia? Só que você continuava assustado, arredio, como se não entendesse absolutamente nada do que se passava ali... Um outro homem passou à minha frente. Também vi você. Olhei para o outro lado. Lá vinha você outra vez! E lá dentro do carro, no semáforo, você sorria para mim! Mais confusa ainda, dei meia volta, te deixei ali parado, atônito, e sem qualquer explicação, voltei para casa. No caminho, encontrei outros de você, apressado, falando com outras pessoas, abastecendo o carro, comprando uma cerveja, ao telefone, questionando um auto de infração, sorrindo... Mas hoje eu vi mesmo você!

Disseram-na que ela é má! Disseram tanto, que ela parou para pensar... Se ela gosta, ela maltrata!
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Disseram-na que ela é má! Disseram tanto, que ela parou para pensar... Se ela gosta, ela maltrata! Se ela se apaixona, ela maltrata também! Se ela ama, ela maltrata ainda mais! Mas ela não sabe de onde vem tanto medo. Se é dessa vida Ou de outras já vividas... O que não sabem É que ela não é má! E se algum dia ela pareceu má Ela foi bem pior com ela mesma...

De olhos fechados Beijos, mas não era a boca dela! Toque, mas não eram as mãos dela!
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De olhos fechados Beijos, mas não era a boca dela! Toque, mas não eram as mãos dela! Cheiro, mas não era o perfume dela! Aconchego, mas não era o corpo dela! Sussurros, mas não era a voz dela! Carinho, mas não era a pele dela... Então, ele fechou os olhos. De olhos fechados, a encontraria, a tocaria, a sentiria... De olhos fechados, sairia dali, iria onde quisesse... De olhos fechados, sentiria os seios fartos, a cintura fina, a voz dengosa, o corpo trêmulo, o sorriso fácil, lânguido... De olhos fechados! E assim teria que viver... De olhos fechados! Só assim teria a chance de sentir outra vez tudo o que havia perdido...

- Sabe que não dói mais como antes? – disse-me ela, fixando o olhar em um ponto oposto ao meu, na tentativa de não ter sua evasiva analisada por mim. E continuou a se enganar. Saiu com os amigos, dançou, pulou, sorriu, falou alto, exorcizou os demônios, se indispôs com alguns a…
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- Sabe que não dói mais como antes? – disse-me ela, fixando o olhar em um ponto oposto ao meu, na tentativa de não ter sua evasiva analisada por mim. E continuou a se enganar. Saiu com os amigos, dançou, pulou, sorriu, falou alto, exorcizou os demônios, se indispôs com alguns anjinhos, se sentiu livre, feliz... Feliz? Quase feliz... O fato é que dali a alguns dias, o telefone começa a tocar... Opa! Admirador na área! A vida seguia seu rumo. Afinal, essa é a ordem natural das coisas, não é mesmo? A palidez de seu olhar, entretanto, denunciava a ausência de emoção em sua voz, por mais que se esforçasse gentil... Mais alguns dias, e um bouquet à porta... - Puxa vida! Deve ter custado uma nota! Ela não reparou na beleza das flores cuidadosamente escolhidas e arranjadas por debaixo de um belo cartão enviado... Rosas vermelhas! Mas rosas que não exalavam cheiro de amor, não lhe representavam nada, muito diferente daquele bouquet recebido meses atrás, no dia de seu aniversário... Mesmo assim, recebeu, agradeceu e sorriu, com direito a sufocar toda dor que sentia naquele momento... Foi aí que a realidade lhe caiu à cabeça... Na verdade, ainda doía. Na verdade, ainda não tinha passado. Na verdade, ainda estava em carne viva! Então ela percebeu que ele tinha mesmo ficado, ficara em forma de ferida, que com o tempo se tornaria uma cicatriz. Por enquanto, ainda estava visível... E por isso, as pessoas se afastavam com medo de se machucarem também, e outras, queriam curá-la, algumas até mesmo escondendo a própria cicatriz, pequenina com o passar dos meses... Ela sabia que um dia a sua cicatriz também se reduziria, seria levada para outra parte do corpo, talvez para um lugar que não mais lhe incomodasse ou pudesse ser vista à olho nu. Porém, ela continuaria ali, contornada pelas lembranças que se fixam à pele como se dela fosse parte... E ainda que outra pessoa a fizesse sorrir, vez ou outra, a cicatriz seria apontada, questionada, encontrada... Mas ela sabia que ele também carregaria a mesma cicatriz... E mesmo que outra pessoa o fizesse sorrir, ela continuaria ali, marcada em seu corpo, tatuada à pele, fazendo parte dela... E se algum dia não fosse mais encontrada, ainda assim ela estaria ali, tatuada à alma, uma cicatriz na alma, completamente impassível e imune à qualquer tratamento de cura...

Sou alguém que de tão simples, às vezes é incompreendida. Não tenho medo da vida. Não tenho medo de perder. Não tenho medo de ganhar. Não tenho medo de sofrer. Não tenho medo de mudar. Não tenho medo de dar a cara à tapa, porque não nasci para ser unânime. Não tenho medo de contr…
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Sou alguém que de tão simples, às vezes é incompreendida. Não tenho medo da vida. Não tenho medo de perder. Não tenho medo de ganhar. Não tenho medo de sofrer. Não tenho medo de mudar. Não tenho medo de dar a cara à tapa, porque não nasci para ser unânime. Não tenho medo de contrariar, porque abrir mão do que eu quero pode me trazer consequências maiores. Não tenho medo de escandalizar, porque tenho o meu ponto de vista. Não tenho medo de violar algumas regras, porque regras são para serem quebradas. Não tenho medo de ser a menina má ou a boazinha, porque a vida assim requer. Não tenho medo de ser a mulher fatal ou a recatada, porque tudo vai depender do meu perfume, da minha roupa, da minha intenção, do meu dia, da minha noite, do meu humor, da minha vontade. Não tenho medo de ser a rocha intransponível ou a insegurança latente, porque tenho consciência das minhas fraquezas. Não tenho medo de ser a namorada perfeita ou a insuportável, porque tenho consciência que sou a melhor delas, mas posso também ser a pior. Não tenho medo de ser a filha generosa ou a ingrata. Às vezes, realmente não sei agradecer o que Deus me deu. Não tenho medo de ser a amiga presente ou a ausente, porque a amizade verdadeira é vitalícia, independentemente do tempo, das circunstâncias e da distância. E se estava condicionada a isso, não era amizade. Não tenho medo de ser a inconsequente que abandona o País quando se sente sufocada, quando quer recomeçar do nada ou unicamente por mera curiosidade. Não tenho medo de mudar meus planos na última hora por algum motivo que considero mais importante naquele momento. Não tenho medo de amar, ser amada, ferir quando sou ferida, não ferir quando sou ferida, ferir quando não sou ferida, ir até o fim porque acredita ainda não ser o fim ou ir até o fim porque tudo somente se acaba apenas no fim. Mas, sobretudo, eu acredito. Eu acredito no amor, acredito na família, acredito em meus amigos, acredito na felicidade. E, justamente porque acredito no que realmente me importa e me é essencial, não preciso ter medo de ser eu.

São corredores da morte. São condenados que carregam a sentença cravada no próprio corpo, na própria carne. Na face, nos pulmões, no fígado, no pâncreas, na próstata, nas pernas, nos braços, enfim, onde o veredicto imposto pela cruel e desumana caneta da vida consegue alcançar. S…
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São corredores da morte. São condenados que carregam a sentença cravada no próprio corpo, na própria carne. Na face, nos pulmões, no fígado, no pâncreas, na próstata, nas pernas, nos braços, enfim, onde o veredicto imposto pela cruel e desumana caneta da vida consegue alcançar. São olhos marejados que se perdem no espaço e, em silêncio, fazem perguntas, a maioria delas, sem respostas. Será culpa minha? Será um castigo? Será que sobrevivo? Será...Será...Será...E dor...Dor que faz questionar a própria essência, caráter...Os anjos? Os anjos são aqueles que acompanham os condenados por entre os corredores da morte...São aqueles que já conseguiram remissão se foram mesmo expulsos do céu pelo Criador...São aqueles para os quais não existe mais pecado, simplesmente por serem anjos...Anjos em momento de dor...Para estes e para os condenados, a vida não é somente vida, é presente, é perdão, é amor...E o Criador, por amor, desenha e redesenha o destino dos condenados...Somente por amor...

Sensação de pensar conhecer, mas não conhecer, entende? Sensação de descobrir o que se tem medo, entende? Por hoje, sensação de tempo perdido por pura confiabilidade ingênua, romântica...
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Sensação de pensar conhecer, mas não conhecer, entende? Sensação de descobrir o que se tem medo, entende? Por hoje, sensação de tempo perdido por pura confiabilidade ingênua, romântica... Sensação de mentiras...Tudo mentira...