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Frases de Égila Souza

52 frases

Renascimento lírico Dos meus avessos a “tiração” de pó Das muitas versões em uma só
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Renascimento lírico Dos meus avessos a “tiração” de pó Das muitas versões em uma só Dos elementos que me complementam Dos espaços vagos e despretensiosos Do que há em mim, do meu plural astral Do resto de sal no meu corpo Da marca do sol na minha pele Das minhas marcas/cicatrizes Do meu eu Que nem eu encontro Que no eu se perde E renasce no lirismo Pois até posso ser vaga Mas vaga em poesia! E na alegria de conseguir pensar além da caixa, além das sombras na caverna, levando comigo Eraclito e o seu Rio mensionado, pois entendo que era uma no início desse texto, agora não mais! Texto 1

Reflexões de uma alma rasgada Tive que rasgar minha alma muitas vezes para que fosse feito o entendimento… E quando me perguntam sobre o que aprendi, choro, pois tudo que me fez aprender, fez-me sofrer amargamente. Quisera eu não conhecer a dor, mas também não conheceria a verd…
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Reflexões de uma alma rasgada Tive que rasgar minha alma muitas vezes para que fosse feito o entendimento… E quando me perguntam sobre o que aprendi, choro, pois tudo que me fez aprender, fez-me sofrer amargamente. Quisera eu não conhecer a dor, mas também não conheceria a verdade… Me questiono se tudo isso valeu a pena… Quando rasgada, quis morrer. Quando vaga, não sabia o que era morte. Hoje, costurada, sei que quero viver. E vejo o brilho da vida, não vejo motivos para reclamar e nem mesmo momentos para querer me rasgar. Pois já fui o que não queria ser. Sofri o que tinha que sofrer. E aprendi a mais libertadora e cruel das lições: “Se vivo sem propósito, que propósito tens minha vida?”

Compreenda meu silêncio A tudo me fere silenciosamente somente posso responder até quando me permites. A toda reação indesejada somente posso lamentar, pois o que é a vida senão um turbilhão e acontecimentos não previamente calculados ?
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Compreenda meu silêncio A tudo me fere silenciosamente somente posso responder até quando me permites. A toda reação indesejada somente posso lamentar, pois o que é a vida senão um turbilhão e acontecimentos não previamente calculados ? Em matemática a razão e a lógica dominam uma ciência que não permite nada além que fuja desse padrão, na vida, podemos aplicar a matemática sem medo, lógica e razão, o que poderia dar errado ? A reatividade! Como serei interpretado, como o outro recebe aquilo que expresso e vivo livremente. O Momento de introspecção no qual uso para realizar esse texto, de princípios estoicos, percebo que na vida, relações, amizades e coleguismo o que deve sempre falar mais alto é a Compreensão. Se não há compreensão, o que de fato há ? A tudo que me fere, analiso; pois reações externam tudo que há no interior, se no seu interior não há vontade de compreender então não há vontade de relacionar-se, não forma verdadeira. A tudo que me chega, somente vivo o silêncio, não há que dizer, quando minhas últimas palavras foram ignoradas. Não há como cumprimentar com alegria rasa, quando se está ferido no lugar de silêncio que me deixou. A tudo que aconteceu te compreendo, e a mim ? Ódio e chateação ? Aquele que compreende o outro na sua integralidade jamais viverá com o coração em tormentas, pois a empatia o resguarda.

Para aquele que sofre O que me atrai em você é a parte minha que vejo, parte essa já enterrada, pois não busco mais compreender o maior causador das minhas dores inexplicáveis. Eu já passei daí… Me atraio, pois entendo sua dor, entendo seu vazio, sua introspecção. Sei que está…
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Para aquele que sofre O que me atrai em você é a parte minha que vejo, parte essa já enterrada, pois não busco mais compreender o maior causador das minhas dores inexplicáveis. Eu já passei daí… Me atraio, pois entendo sua dor, entendo seu vazio, sua introspecção. Sei que está no fundo do poço, e eu já me banhei em lama… O fundo tão fundo em que está é raso, mas não consigo te provar. Seus olhos perdidos, que me olham sem nenhum destino, já com pouco brilho, sem tanto entusiasmo com a existência, já estiveram em minha face. E então me atraio pela sua dor, não porque quero senti-la, mas porque sei a cura! Eu não suporto saber que sente as dores que senti. Eu me compadeço, pois te entendo tão profundamente, que seria capaz de entrar no fundo do poço contigo só para te mostrar a saída e, depois, banhar contigo, tirar toda a lama que a existência nos cobriu, pois somos sensíveis demais para esse mundo; pois o que nos fere não sara, primeiro inflama. Da nossa cabeça, o purgatório em vida. Mas que tristeza é essa? Inexplicável dor física, daquilo que não sabemos como explicar. Do coração apertado, como se alguém o segurasse e o impedisse de bater; da respiração que, muitas vezes, não faz nenhum sentido; e do vazio no peito e na mente que nos faz querer implodir em uma explosão melancólica, do grito mais desesperador que não conseguimos externar, do desespero apavorante que nos consome e some com nossa essência, com nossos sonhos, com a nossa vida. Mas por que tudo precisa ser tão triste? Sem respostas. Sem esclarecimento algum, perseveramos na busca do propósito da nossa própria existência, pois precisamos de um motivo que justifique essa passagem na Terra, que, por agora, não tem sentido algum. E então colapsamos pela falta do porquê. E, enquanto a mente não encontra nenhuma resposta, tampouco qualquer mísero sentido, vivemos tal qual um morto-vivo. Poderíamos estar mortos, mas continuamos agindo.