É inevitável, para mim, olhar pro céu e ver as estrelas. É inevitável não sentir-me parte do todo, do cosmos, do universo. É inevitável pensar na infinitude atômica dentro de mim, tanto quanto na infinitude cósmica do espaço e saber que o simples fato de viver tem uma íntima ligação com as estrelas. Que tudo esta tão intimamente ligado, emaranhado, que o simples fato de uma estrela brilhar tem haver com minha existência, sobrevivência. O todo está em mim e eu sou o todo. É lindo.
O tempo vem e passa, se escorre pro infinito. E numa fração tão pequena de existência, tive a sorte de encontrar alguém que me dá sentido em viver, que me faz ver que o amor pode transcender a vida. De nós dois, vejo que o tempo foi só o cupido entre dois corações num universo tão vasto e bonito.
Lábios de cereja
Não sei se fui de encontro a teu olhar
Ou você veio de encontro a mim,
Só sei que está sendo assim.
Só sei que era pra gente se encontrar.
Pouco sei de encontros na calçada,
Mas quem sabe eu veja
Nos teus lábios de cereja
Um momento de arrepio na alma.
Que há de ser bom te conhecer.
E mesmo que seja só hoje,
Estas palavras gostaria de dizer:
Pra vida e felicidade diga sempre sim.
E quando ler este poema,
Você possa se lembrar de mim.
O mundo anda triste demais.
Vandalismo agora é vingança,
Violência se tornou uma crença,
Ninguém quer mais a paz.
Inteligência se tornou arrogância.
A mistura que um dia nos criou,
As diferenças, em ódio se tornou.
Humildade é viver de ignorância.
Parece difícil olhar um irmão nos olhos,
Perdoa-lo, esquecer o passado.
Mais fácil é arrancar-lhe os ossos.
Mas a esperança não irá se findar.
Sei que um dia vamos conseguir.
Todos irão se amar e se respeitar.