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Frases de Djalma Ribeiro

51 frases

⁠A humanidade só vai livrar-se da dor e do sofrimento , quando se dobrar ao amor.
⁠UMA CARTA AO CÉU Escrevi uma carta aos céus E pedi pro vento levar,
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⁠UMA CARTA AO CÉU Escrevi uma carta aos céus E pedi pro vento levar, Se vais receber, não sei, Só me resta agora esperar. Você, sozinho foi embora E a saudade aqui ficou, E resgatar aquelas lembranças Foi apenas o que sobrou. Eu te escrevi uma carta Mas não sei se vais receber, Enviarei para os céus Com destinatário, você. Nunca mais ouvi seu nome Nem ouvir você falar Você, sozinho foi embora Só me restou esperar, E seguir nessa certeza De um dia, te encontrar. Escrevi uma carta ao céu E pedi pro vento levar Por favor, leve até ele Ou me leve no seu lugar.

⁠SÓ NÃO CONTE A NINGUÉM Não conte a ninguém O que eu vou te dizer,
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⁠SÓ NÃO CONTE A NINGUÉM Não conte a ninguém O que eu vou te dizer, Mas acho que eu Tô gostando de você. Foi mesmo assim de repente Não me peça pra explicar Porque na verdade, nem eu mesmo Vou conseguir te falar. Eu tô gostando de você Eu não consegui evitar É que cê sabe que aqui dentro A gente não consegue controlar, E é justamente por isso, Que de ti, vou me afastar. Eu tô gostando de você Se é recíproco, não sei Só não conte a ninguém Tudo isso que eu te falei.

⁠MEU DESEJO Durante muito tempo Você foi meu desejo
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⁠MEU DESEJO Durante muito tempo Você foi meu desejo A minha maior alegria O motivo de anseio. O meu único refúgio Era em quem confiava, Durante muito tempo Era em você que eu pensava. Eu te desejei muito Te desejei por demais, Eu te desejei tanto Que hoje não te quero mais. Agora eu olho pros céus, Mas diferente de antes Eu te queria ter por perto E hoje te quero distante.

⁠AINDA ONTEM, CHOREI Ainda ontem eu chorei. Chorei por saudades minhas,
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⁠AINDA ONTEM, CHOREI Ainda ontem eu chorei. Chorei por saudades minhas, Chorei pelo mundo em caos Pelo amor a minha sobrinha Por motivos bons e maus. Chorei por não visto mais As pessoas que eu amo, Por ser ainda tão frágil, Eu chorei pelos meus planos. Chorei por alguns erros Que precisam estar em segredo, Por não sido o que devia, Por ter sido somente um brinquedo. Eu chorei porque ainda Continuo com os meus medos. Chorei por ter dito não Chorei por ter dito sim Chorei porque alguns ciclos Tiveram que chegar ao fim. Chorei porque não pensei Que fosse tudo assim, Chorei porque a minha essência Ainda permanece em mim.

⁠PENSAMENTOS Eu penso no que passou E no que ainda virá,
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⁠PENSAMENTOS Eu penso no que passou E no que ainda virá, Eu penso que no que não falei, E no que preciso falar. Penso naquela festa, Penso naquele momento Naquele meu desejo Naquele arrependimento. Toda hora Um pensamento. Penso naquele dia Penso naquele lugar Ah! Nunca é demais Para se poder pensar, Penso até naquele alguém Naquela vez, Frequentemente, Agora eu fiquei pensando: Será que alguém pensa na gente?

⁠FOTOGRAFIA Quando a saudade bater E no seu peito apertar
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⁠FOTOGRAFIA Quando a saudade bater E no seu peito apertar Quando o desejo nascer E não querer mais parar, Quando a vontade surgir Quando o coração gritar Quando não poder resistir E por fim se entregar, Olhe naquela gaveta Que tem na escrivaninha, Embaixo do seu diário E olhe a fotografia. Aquela lembrança antiga, Que ali ainda está, É todo o necessário Pra te fazer lembrar. Lembrar de todo o desejo a vontade, a sintonia, Lembrar de toda aquela época E de como eram os dias. Tu vais poder olhar, E o que te vai despertar Ao ver a fotografia.

⁠SONETO AO PASSARINHO Onde tu estás passarinho Para enviar meu recado
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⁠SONETO AO PASSARINHO Onde tu estás passarinho Para enviar meu recado Que transborda de carinho Para quem é dedicado. Venha cá passarinho Mas o leva com cuidado, Não te perca no caminho Cuida do que te é guardado. E não te esqueças passarinho Que isto que te é confiado É algo como teu ninho Puro,simples e sagrado. Então voa passarinho Como um cavalo alado E entrega com jeitinho Nas mãos do meu ser amado.

⁠E AGORA? E agora? A festa passou
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⁠E AGORA? E agora? A festa passou A farra acabou O brilho apagou O início voltou. A ilusão saiu A máscara caiu A ressaca surgiu A vida seguiu. Assim como a prosa A vida é assim, É breve, é curta Logo chega ao fim.

⁠MEU QUERIDO AMOR DISTANTE Meu querido amor distante, Eu tenho te observado,
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⁠MEU QUERIDO AMOR DISTANTE Meu querido amor distante, Eu tenho te observado, E nem podes imaginar O que te tenho guardado. Vi que gosta de ficção, Romantismo, literatura, O que é tudo é pra mim, Que sou a poesia pura Meu querido amor distante, Nem podes imaginar, Que eu faria de tudo, Para em ti, poder chegar. Tenho andado te olhando, Vendo suas fotografias, Não que tenha me inspirado, Para fazer tal poesia, Meu querido amor distante Que distante pode seguir, Você nem mesmo imagina, O que estou disposto a sentir O que eu não pude falar, Em palavras, escrevi, E torçer, que de algo jeito, Meus versos cheguem até ti. Meu querido amor distante Que fico tanto a pensar, Conseguirei chegar até ti, Ou distante vou continuar?

SERÁ AMOR, SERÁ PAIXÃO ⁠Eu sinto algo no peito Que vem do meu coração
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SERÁ AMOR, SERÁ PAIXÃO ⁠Eu sinto algo no peito Que vem do meu coração Será algo adverso Ou será que é paixão. Será amor, será paixão Ou será que não é nada A quem eu vou recorrer No frio de uma madrugada? A madrugada, você sabe Ela assim foi criada Pra falar as poesias Que não podem ser recitadas. Será amor, será paixão, Nem eu posso descrever O que exatamente eu sinto Quando eu penso em você. Será amor, será paixão Ou será que é uma cilada Isto é uma canção Que vem de um coração De uma alma apaixonada, Que não pode dizer nada.

⁠29.10 Hoje eu me peço perdão E me coloco no colo,
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⁠29.10 Hoje eu me peço perdão E me coloco no colo, Quando eu mesmo me feri, Eu mesmo que me consolo. Hoje eu me peço perdão, Pelo meu jeito errado, Quando em meio ao furacão, Me deixei abandonado. Hoje eu me peço perdão, Por ter sido tão mesquinho, Mas não te preocupa não, Não te deixarei mais sozinho. Hoje eu me peço perdão, Por coisas que eu suportei, Por ter me soltado a mão, Pelas vezes que eu me deixei. Hoje eu me peço perdão, Por às vezes não lembrar, Da pessoa que eu sou, E de onde eu posso chegar. Hoje eu me peço perdão E me coloco no colo, Quando eu mesmo me feri, Eu mesmo, que me consolo.

⁠QUEM SABE UM DIA Quem sabe um dia eu possa Te falar minha história
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⁠QUEM SABE UM DIA Quem sabe um dia eu possa Te falar minha história Contar um pouco de mim Do meu jeito, minha simplória. Quem sabe um dia eu possa Te contar o que eu sinto Sobre aquele meu desejo minha mania, meu instinto. Quem sabe um dia eu possa te contar os meus perigos te contar as minhas glórias Que andam sempre comigo. Quem sabe um dia eu possa Te falar essa história E talvez tentar entender Como hoje, Sou só uma memória

POESIA PÓSTUMA ⁠E quando menos perceber Deixará este mundo pra trás
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POESIA PÓSTUMA ⁠E quando menos perceber Deixará este mundo pra trás E um dia, irá dormir Para não acordar mais. Pois cá estou eu sozinho Nesse quarto retangular Onde o vento não me alcança, E nem o sol vem brilhar Tudo que tive em terra, Lá ficaram, foi-se em vão, E eu já não tenho mais corpo, Nem braços, nem coração. Se te escrevo é pra saber Que não percas tempo mais, Cedo ou tarde, aquele mundo Terá que deixar pra trás. Só não fuja do destino, Por mais que seja assustador, Ou se não vai terminar No mesmo Lugar que estou. Pois cá estou eu sozinho Sem alegria e sem dor, Preso em eterna casa, Agora, de um falecido escritor.

⁠É SOBRE ISSO É sobre ir Sem temer o que virá
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⁠É SOBRE ISSO É sobre ir Sem temer o que virá E tudo bem não acertar, Estamos propensos a errar. Não se acanhe, Não caia na timidez, Se não deu certo agora Vá a faça outra vez. É sobre tentar, Quantas vezes precisar, A vida é sua, não dos outros Então pra que se preocupar? É sobre isso, Ter esperança de vencer Ninguém é sábio por completo Estamos sempre a aprender. É sobre tentar, Ter sempre essa ousadia, Quem hoje conseguiu, É que já tentou muito um dia.

TEU NOME NA AREIA Eu escrevi o teu nome Na areia do mar
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TEU NOME NA AREIA Eu escrevi o teu nome Na areia do mar Mas foi tão facinho Da onda apagar Oh, onda bendita Que apenas levou Levou o teu nome Mas não me lavou Escrevi o teu nome Na areia do mar Mas foi tão facinho Da onda apagar Oh onda maldita Que vem pelo chão Apaga-o na areia E não no meu coração.⁠

⁠RUÍNAS Assim como construções Que desmoronam com o tempo
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⁠RUÍNAS Assim como construções Que desmoronam com o tempo Só me restou as ruínas Desse antigo sentimento. Sabia que não era eterno Que um dia chegava ao fim Só não pensei que viesse Desabar tudo em mim. E foi em meio do caos Que eu então me encontrei Junto com velhas lembranças Que comigo resgatei Além de muitas daquelas Que perdidas ficaram ali, foi sobre ruínas Que eu então renasci. Já não tenho mais vestígios Daquele antigo lugar Só mesmo aqueles mais fortes Que insistiram em ficar, Pois servem para lembrar De coisas que não tem fim, Como certas cicatrizes Que permaneceram em mim. São coisas que fazem parte, São coisas que a vida ensina Dessa história enterrada, Ainda me sobrou ruínas.