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Frases de Diogo Viana Loureiro

653 frases

⁠Falar do que não se vive pode garantir visibilidade passageira, mas é a visibilidade de quem ecoa o vazio da superficialidade, não de quem cria uma realidade concreta. A verdadeira evolução está em habitar a própria experiência, sem os disfarces da aparência. Aquilo que atraím…
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⁠Falar do que não se vive pode garantir visibilidade passageira, mas é a visibilidade de quem ecoa o vazio da superficialidade, não de quem cria uma realidade concreta. A verdadeira evolução está em habitar a própria experiência, sem os disfarces da aparência. Aquilo que atraímos, em busca de fama ou validação, revela o que somos capazes de construir com autenticidade, ou o que seremos capazes de destruir... ou o que nos destruirá..

O tempo é único na experiência individual de cada um e o sistema neoliberal cria uma instituição imaginaria regulada por servidores de Clock para limitar o que é tempo dentro das suas engrenagens... Se o povo se libertar do tempo ele volta a observar a beleza do passarinho e do…
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O tempo é único na experiência individual de cada um e o sistema neoliberal cria uma instituição imaginaria regulada por servidores de Clock para limitar o que é tempo dentro das suas engrenagens... Se o povo se libertar do tempo ele volta a observar a beleza do passarinho e do cheio da flor. Tempo é ansiedade e depressão na cabeça de quem não supera o tempo. Tempo é muita coisa, menos uma definição simples ou um ideal.

⁠O TEMPO O tempo é único para cada indivíduo — uma experiência íntima, subjetiva, impossível de padronizar. Mas o sistema neoliberal construiu uma instituição imaginária do tempo, regulada por servidores do relógio, que impõem engrenagens invisíveis sobre nossos dias. Dentro de…
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⁠O TEMPO O tempo é único para cada indivíduo — uma experiência íntima, subjetiva, impossível de padronizar. Mas o sistema neoliberal construiu uma instituição imaginária do tempo, regulada por servidores do relógio, que impõem engrenagens invisíveis sobre nossos dias. Dentro dessa prisão simbólica, o tempo deixa de ser vivência e vira moeda, produtividade, controle. Quando o povo se liberta desse tempo artificial, ele volta a ver o passarinho, a sentir o cheiro da flor, a estar presente. O tempo, então, se revela como ansiedade e depressão na mente de quem não consegue se libertar dele. O tempo é muita coisa — menos uma definição simples, menos um ideal absoluto.

⁠DAS ALMAS DIVERGENTES SEM CRIATIVIDADE E EGOÍSTAS Há quem pense e declare que criar é copiar com capricho. Mas só o espelho
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⁠DAS ALMAS DIVERGENTES SEM CRIATIVIDADE E EGOÍSTAS Há quem pense e declare que criar é copiar com capricho. Mas só o espelho repete sem alma e identidade a imagem do egoísta. O criador verdadeiro tem intimidade com as estrelas e inventa constelações no escuro. Já o copiador pega o céu roubado e assina com letra bonita, achando que o brilho alheio se replica no vazio das aparências. O autêntico perde a voz e se torna uma lenda póstuma em um mundo de mentirosos, que vendem espelhos quebrados para refletir mentiras para os que não conseguem fugir do falso reflexo. Ah, os que copiam… querem ser outros sem sequer saber quem são. Das tristezas do mentiroso a maior é nunca saber o prazer de ser ponte do que deslembra o tempo e a materialidade.

O CÓDIGO DAS APARÊNCIAS, A ELEGÂNCIA DO VAZIO Nunca fui eu quem viu o mundo de um jeito errado. Foi o mundo que se acostumou a olhar torto e chamar de normal o que o desnutriu. Sempre observei com calma e clareza as vaidades humanas, essa fé cega nas aparências, esse culto ao t…
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O CÓDIGO DAS APARÊNCIAS, A ELEGÂNCIA DO VAZIO Nunca fui eu quem viu o mundo de um jeito errado. Foi o mundo que se acostumou a olhar torto e chamar de normal o que o desnutriu. Sempre observei com calma e clareza as vaidades humanas, essa fé cega nas aparências, esse culto ao tecido, à marca, aparência cara. Percebi cedo que o tratamento muda conforme a roupa. Se estou de acordo com o figurino, sou tratado como alguém digno de escuta. Mas basta vestir o que é confortável, o que é meu, e já sou confundido com alguém menor, sem valor. O traje é um passaporte social. Quem veste o uniforme da convenção entra. Quem veste a própria pele é barrado na porta. O mais curioso é que os mesmos que exigem elegância não conseguem enxergar educação no olhar sincero, nem grandeza em um corpo simples. Confundem brilho com valor, perfume com virtude, mentira com sabedoria. E nessa inversão de sentidos constroem o vazio que os engole e consomem seus filhos, vendem status, compram aprovação e chamam o aplauso de propósito. Tristes dos que vivem da casca, só percebem o abismo quando o chão cede, e o chão sempre cede, porque foi feito de vaidade. A sociedade adora o disfarce. É por isso que respeita quem finge e rejeita quem sente. O código das aparências é a religião do vaidoso, onde o espelho é altar e a consciência é silêncio. Mas há quem se negue a ajoelhar. Há quem saiba que a roupa não sustenta caráter e que o corpo, por mais enfeitado, não abriga verdade alguma se a alma estiver ausente. Não é rebeldia, é lucidez. A roupa que visto não muda o que sei. A aparência que esperam não define o que sou. O mundo pode continuar se engomando, eu sigo sendo humano. Prefiro o desconforto da autenticidade ao conforto de uma farsa bem passada. Porque, no fim, o corpo fica, a roupa apodrece, e o que resta é o que ninguém viu, a dignidade que sustentou o silêncio, a verdade que não precisou de terno e a coragem de não caber no falso figurino. Daqui não se leva nem o corpo, muito menos a fantasia.