CRIME PASSIONAL
Não mate nosso amor
Ele ainda respira
Não queira apagar momentos
Não queira destruir a magia
Eu lembro, lembro ...
Era tudo que você mais queria
Guardo cada microssegundo
E era lindo de se ver
Belo de se viver
Não seja assassino sem condenação
Saiba que a vida se incumbirá da sentença
Essas coisas do coração não ficam impunes
O tempo dirá meu amor
O Sr. Tempo...
Remédio de todos os males!!
Nunca se vingue
Deus se encarregará disso
Se o seu espírito estiver em paz
Sua alma estará tranquila...
Por certo estará contribuindo pra sua felicidade
E de todos que te rodeiam.
DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO
Quando a gente ama procura nunca ferir
E se fere, com certeza não teve a intenção...
Quando a gente ama se faz entender
Quando a gente ama procura explicar
E tudo concorre para amenizar...
O que foi feito do amor?
O que fazer com essa dor?
ATALHO
Fugi porque tive medo.
Era muito bom pra ser verdade !!!
Era muito amar...
Muito mar sem ondas revoltas...
Fui acostumada a fortes tempestades
Com maremotos incontáveis!!
Pode me chamar de covarde...
Fugi porque era mais fácil que me prender
E depois acabar por me perder...
Era mais fácil acreditar no nada
Que me sentir dona do absoluto.(?!)
SEMITOM
Nossa odisséia foi interrompida
O verso seguinte não se ouviu
Um choro tenta cicatrizar a ferida
Embalado num silêncio febril.
A orquestra que cantava nossa história
Se fez calada, se fez metal sem som
Embora bem viva na memória
Ecoa no silêncio em semitom.
Bradando coragem
Pulando caminhos
Avistando miragem
Procurando carinhos
Perdendo os sentidos
Prossigo viagem...
OBITUÁRIO
No dia que eu morri
Só eu chorava
Já era tão normal
Que eu nem sentia
Não sei falar muita coisa
Que aconteceu naquele dia
Só lembro que muito chovia
E as flores foram se despetalando
Na agua barrenta que escorria
Meus olhos depois secaram
Notei que minha boca tremia
Não era medo de nada
Medo eu não sentia...
Era só aquele frio que ainda doía!!!
SOFREGUIDÃO
Amaram-se meninos
O amor ainda não tinha nome...
Veio o punhal do destino
Atravessou a garganta do tempo
Fez o “nó” costumeiros dos nós!!!
Feriu o primeiro...
Matou o segundo
E finalmente...
Um sobreviveu.
O que vaga nos prados
O que ainda procura
O sentimento
O mistério
A magia esquecida!!!