Antigamente lá na roça... Era a fartura guardada na lata, Tudo na arca, na tulha entulhava,
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Antigamente lá na roça... Era a fartura guardada na lata, Tudo na arca, na tulha entulhava, O quartinho de guardar a tralha onde tudo dependurava, Na casa guardava história, O Santo que guardava a casa, A espingarda na parede enferrujava, O fogão a lenha na cozinha reinava, Os cabides que guardava os costumes, O vidro que guardava o perfume, As molduras com retratos amarelados, A mala que guardava a história de uma família abençoada... Os olhares que guardavam lembranças, Os amigos que guardavam carinho, A sanfona que embalava as cantigas, As modas que ouvia no rádio entoava, Era o tempo que lentamente passava... Hoje o choro que escorre quentinho levando a saudade guardada.