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Frases de Demétrio Sena - Magé-RJ.

1.828 frases

Se depender do empenho de nossos políticos, os nadadores brasileiros serão sempre campeões mundiais e olímpicos de nada são.
Depois de tantos caminhos e vivências pelos labirintos do fazer cultural, já posso arriscar a minha máxima: Quase nada é tão superficial quanto a crítica especializada, nos casos em que apenas pretende abonar e desabonar publicamente as artes, a literatura e seus fazedores. No me…
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Depois de tantos caminhos e vivências pelos labirintos do fazer cultural, já posso arriscar a minha máxima: Quase nada é tão superficial quanto a crítica especializada, nos casos em que apenas pretende abonar e desabonar publicamente as artes, a literatura e seus fazedores. No meu conceito nenhum ator, músico, artista plástico, escritor, bailarino ou fotógrafo é menos ou mais talentoso porque alguém o rotulou e ao seu produto. O termômetro que determina o sucesso e a eficiência de uma apresentação, mostra ou lançamento é a do público ou clientela, seja por consumo, aplauso, visitação, acesso (...). O que tenho a dizer de relevante a todo fazedor cultural que sofre com as perseguições renitentes da crítica, não obstante o alcance de seus feitos e o reconhecimento popular, é algo bem simples. Tão simples quanto notório, contundente ou redundante: Se o seu fazer é consciente, não fere a cidadania nem o direito alheio, continue se apresentando para expectadores; cantando para ouvintes; escrevendo para leitores; expondo para visitantes reais, que sabem sentir com os olhos e analisar com o coração. Quanto a crítica tendenciosa, deixe-a de lado. Sequer critique os críticos, pois no fim das contas, eles têm alguma utilidade: São figuras essenciais para os indivídos que precisam de quem goste ou desgoste por eles.

A diferença entre carros e motos em auto-estrada está no fato de que os carros têm origem, também destino. Surgem sempre de algum lugar e aqueles que os dirigem sabem para onde vão. Já as motos, não. Não existe um ponto de onde saem. Elas são aparições repentinas em qualquer estr…
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A diferença entre carros e motos em auto-estrada está no fato de que os carros têm origem, também destino. Surgem sempre de algum lugar e aqueles que os dirigem sabem para onde vão. Já as motos, não. Não existe um ponto de onde saem. Elas são aparições repentinas em qualquer estrada. Motos, pra dizer a verdade, são fantasmas. Surgem do nada, em alta velocidade, vão para o nada, e dispostas a tudo. Inclusive a nos transportar também para o nada, na companhia de seus pilotos que parecem não ter nada a perder...

Onde muito se lê filantropia, tenha cuidado: São enormes as chances de se ter que ler pilantropia. E quando alguma campanha espalhafatosa e massificada se diz em prol de crianças carentes, procure discernir bem os discursos das práticas: É quase certo que os alvos não sejam crian…
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Onde muito se lê filantropia, tenha cuidado: São enormes as chances de se ter que ler pilantropia. E quando alguma campanha espalhafatosa e massificada se diz em prol de crianças carentes, procure discernir bem os discursos das práticas: É quase certo que os alvos não sejam crianças nem carentes, mas, adultos parentes.

Onde não há espaços culturais nem para entretenimento sadio, proliferam "batidões" idiotas que saem dos capus de carros encostados nas praças, ou estranhos templos religiosos que, no fundo, funcionam mais como clubes ou cristotecas que "dão uma força" pra ignorância popular e enr…
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Onde não há espaços culturais nem para entretenimento sadio, proliferam "batidões" idiotas que saem dos capus de carros encostados nas praças, ou estranhos templos religiosos que, no fundo, funcionam mais como clubes ou cristotecas que "dão uma força" pra ignorância popular e enriquecem líderes de festim.

Cheguei à fase em que só quero comigo gente que saiba sofrer sem sofrer. Quero espécimes que não morram nos tempos de sonhar... E que além disto, não tenham vício de chegar somente nos pontos de arremate, assim que o resto já foi feito. Não quero, enfim, aquela espécie de gente…
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Cheguei à fase em que só quero comigo gente que saiba sofrer sem sofrer. Quero espécimes que não morram nos tempos de sonhar... E que além disto, não tenham vício de chegar somente nos pontos de arremate, assim que o resto já foi feito. Não quero, enfim, aquela espécie de gente que dorme na hora de viver, porque hoje, busco a certeza de conviver com pessoas... jamais com sombras, vultos, muito menos fantasmas ou zumbis... Aqueles que já cumpriram seus dias de nem se sabe o quê. Posso resumir meu querer ao desejo de me sentir no mundo... e o mundo, meus caros, é um lugar de gente viva... Não de quem esqueceu de se decompor, pois na verdade vive morto.

NOVOS PÉS Esfriei o teu canto nas minhas entranhas, Pois perdeste o sentido no meu sentimento,
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NOVOS PÉS Esfriei o teu canto nas minhas entranhas, Pois perdeste o sentido no meu sentimento, Foi um vento sutil que me arejou pra vida E limpou este pátio para um novo ciclo... Não insista que pense numa reciclagem, Relação como a nossa nem é sustentável, Desmatamos demais o nosso fundo ambiente; Fomos algo intragável para qualquer tempo... Resolvi declarar esta vaga em aberto, Sem cair nas lacunas que já me fecharam; Vou a busca do incerto; não quero remakes... Joguei fora o café que não vou requentar, Quero ter sob o mapa ou a planta do pé, A leveza insondável de novas poeiras...