Pular para o conteúdo

Frases de Demétrio Sena - Magé-RJ.

1.828 frases

MÁGOA SOBRE MÁGOA Demétrio Sena, Magé - RJ. Ele andou com ímpetos de ligar para ela e perguntar se fez algo que a magoou. De repente, resolveu perguntar a si mesmo. Para tanto, mergulhou profundo nas lembranças recentes e viu que não. Não fez. Pelo menos não foi a sua intenção…
Continuar lendo

MÁGOA SOBRE MÁGOA Demétrio Sena, Magé - RJ. Ele andou com ímpetos de ligar para ela e perguntar se fez algo que a magoou. De repente, resolveu perguntar a si mesmo. Para tanto, mergulhou profundo nas lembranças recentes e viu que não. Não fez. Pelo menos não foi a sua intenção se algum gesto, alguma palavra ou até silêncio a magoou. Se não fez intencionalmente seja lá o que for para magoá-la, mas o que fez magoou, foi algo bobo e com margem tanto para fazer pensar que sim, quanto para concluir que não. Algo incerto. Sendo assim, se ambos são tão amigos e confiam tanto um no outro, como sempre juraram, ela deveria tirar as dúvidas. Perguntar para ele. Não o fez, e isso ele não perdoa, pelo menos por enquanto não perdoar, como sempre fizeram ambos, em diferentes ocasiões. Dentro em pouco, ela também desejará saber se ele está magoado. Se ela fez algo que o magoou. Fez. Depois das arestas aparadas, ela saberá que ele estava magoado por ela estar. Da mesma forma, deixará bem claro que além da mágoa original, teve mágoa da mágoa de sua mágoa por sabe-se lá o quê.

REETERNO AMOR Demétrio Sena, Magé - RJ. A vida exige muito mais de você do que de mim. Vivemos em um mundo machista. Você amadureceu, constituiu família, fez filhos e não teve o direito de se manter menina para ninguém. Não seria diferente para mim. Liberdades divergem de gêner…
Continuar lendo

REETERNO AMOR Demétrio Sena, Magé - RJ. A vida exige muito mais de você do que de mim. Vivemos em um mundo machista. Você amadureceu, constituiu família, fez filhos e não teve o direito de se manter menina para ninguém. Não seria diferente para mim. Liberdades divergem de gênero para gênero, mesmo na sociedade contemporânea, quando a mulher conquistou direitos, ganhou espaço, invadiu o mercado de trabalho. No entanto, ainda luta para ser simplesmente mulher. Não mulher objeto, mas aquela que pode ser quem é, para quem quiser, sem que isso deponha contra sua idoneidade. Também amadureci, constituí família, fiz filhos, mas não paguei um preço tão alto. Exigi minha liberdade, mesmo com todos os compromissos e as convenções dos laços formais. Por essa liberdade unilateral bem própria do mundo machista, o que seria condenável no seu caso é admirável no meu. Pude guardar para você, aquele menino que a conduzia mundo afora, sem a mínima preocupação com o que fizesse pensar. Que a iniciou nas caminhadas noturnas, nos banhos em cachoeiras, na intimidade com a natureza e a nudez do corpo. Aquele menino acanhado para os outros, mas desinibido para você, e que ao seu lado convertia tudo em poesia. Quando nos reencontramos, cheguei a pensar que poderíamos reviver o passado sem ferir o presente ou ameaçar o futuro. Você tentou, reconheço, e sei que no fundo, aquele amor ainda vive no seu íntimo. Vi em seus olhos o eco das palavras que o redeclararam para mim. Porém, não foi difícil perceber que o reinício de nossas caminhadas, nossos banhos em cachoeiras e a intimidade com a natureza, em todos os sentidos, teriam vida breve. Seria fácil para o "menino", reconstruir aquele mundo em nossa particularidade, mas a "menina" poderia sofrer as consequências de ser menina e mesmo assim evocar esse direito, se a particularidade viesse a público. Mesmo assim foi compensador. "Reeternizei" momentos. Eternizei "remomentos" e me "ressenti" amado. Sem ressentimentos maus. Apenas bons. Recolhi meu amor e o reguardei bem fundo, pois se não posso exercê-lo com eternidade contínua, tenho esperanças de lá na frente, algum dia, "reeternizar" outra vez, ainda que o "remomento" seja mais curto e furtivo. Eu a amo. Com o mesmo amor de menino. Aquele amor que jamais teria dado certo, se o tornássemos convencional.

CONFIANÇA EQUIVOCADA Demétrio Sena, Magé - RJ. Marisa, pessoa muito sem medos deixou Márcia, sua filha menor, aos cuidados de Amanda, em quem confia plenamente. Amanda precisou sair, mas deixou Márcia com Clarice, também de sua inteira confiança. Clarice, que da mesma forma tin…
Continuar lendo

CONFIANÇA EQUIVOCADA Demétrio Sena, Magé - RJ. Marisa, pessoa muito sem medos deixou Márcia, sua filha menor, aos cuidados de Amanda, em quem confia plenamente. Amanda precisou sair, mas deixou Márcia com Clarice, também de sua inteira confiança. Clarice, que da mesma forma tinha compromisso e confia muito em Fernanda, não pensou duas vezes: deixou Márcia com ela, que por sua vez a deixou com Carla, conhecida recente. Acontece que Carla, que conhece Fernanda mas não conhece Clarice, que conhece Amanda mas não conhece Marisa, igualmente precisou sair e não teve opção: precisou confiar na própria Márcia, que só conhece Clarice, que não está em casa, e não faz ideia de aonde a mãe anda. Sequer sabe chegar em casa, pois nessa corrente de confianças, foi parar bem longe de sua rua. Agora Marisa, que deixou Márcia com Amanda que deixou com Clarisse que deixou com Fernanda que deixou com Carla que deixou com ninguém, procura desesperadamente a filha, pelas ruas desconhecidas do bairro em que mora faz pouco tempo. Marisa sem medos está com medo e grita por Márcia, ouvindo estranhos dizerem a todo instante para confiar em Deus que confia no ser humano em que não se pode confiar.

PÉ NA VIDA Demétrio Sena, Magé - RJ. Tome a causa. Construa seu efeito. Veja em volta, existe um mundo que gira, e pouco importa se alguém deixa de acompanhá-lo. Faça o peito sentir que seu coração tem a dor tão somente como corda propulsora de novos passos.
Continuar lendo

PÉ NA VIDA Demétrio Sena, Magé - RJ. Tome a causa. Construa seu efeito. Veja em volta, existe um mundo que gira, e pouco importa se alguém deixa de acompanhá-lo. Faça o peito sentir que seu coração tem a dor tão somente como corda propulsora de novos passos. Entenda que só se morre de morte, para que se acenda o desejo de viver o tempo. Feito isto, leve o sonho nas asas e não traga o fim para o meio da jornada. Deixe o susto pra beira do infinito, que por ser infinito não tem pressa de assustá-lo. Seja forte o suficiente para ser quem você é, enquanto está por aqui. Jamais esteja por força nem contingência, ou por não lhe restar alternativa. Seria viver por viver, e por viver não se vive de verdade. Só se deixa seguir. Tenha fé na estrada, no sonho e nos próprios passos, ao despertar e saber o que deseja de si mesmo. Ponha pé na sorte, no chão e no futuro, a partir do presente. Só se vive de vida, o resto é morte, a morte fica para depois futuro.

SAUDADES DE CHICO ANYSIO Demétrio Sena, Magé - RJ. Dia destes, adormeci assistindo à novela Império, da Rede Globo. Despertei em plena Zorra Total, programa que abomino pelo mau gosto e a falta de criatividade, além do bullyng constante contra pobres, desdentados, negros, gays…
Continuar lendo

SAUDADES DE CHICO ANYSIO Demétrio Sena, Magé - RJ. Dia destes, adormeci assistindo à novela Império, da Rede Globo. Despertei em plena Zorra Total, programa que abomino pelo mau gosto e a falta de criatividade, além do bullyng constante contra pobres, desdentados, negros, gays e obesos. Imediatamente veio à memória o Chico Anysio. Tive saudades de todas as versões do seu humor elegante, respeitoso, criativo e de gosto apurado, que valorizava os antigos bons horários da emissora para os bons programas. É uma pena que o Brasil tenha decaído a tal ponto neste quesito. Não há mais um programa humorístico, realmente humorístico, relevante. O que mais se vê na televisão brasileira são esses programas que tentam arrancar o riso com tons de voz e gestos excessivos e a ridicularização das massas. Da maioria do povo brasileiro, composta por essa gente já muito ridicularizada no dia a dia. Não precisava ser também por esses humoristas forjados que se acotovelam nas emissoras, sabedores de que logo serão substituídos, pois não são duradouros. No mais, restam os seriados simpáticos; as comédias românticas capituladas, razoáveis até, mas na cola dos seriados norte-americanos, que por serem originais, são bem melhores. Mesmo assim, os horários são impraticáveis para quem trabalha. No tempo de Chico Anysio, também do Jô Sares humorista, mas hoje falo do Chico, as emissoras eram mais independentes. Não precisavam puxar tanto o saco do poder público, e por isso, as boas piadas às custas dos políticos, que são de fato merecedores disto, rendiam risadas generosas e ainda faziam refletir. Não era necessário apelar para os bordões, na tentativa de grudá-los em nossos ouvidos e dar a impressão de um sucesso que só é mesmo dos bordões; não dos programas, exatamente. E para o povo, essa era a única e boa vingança saudável contra a classe política, pelos sofrimentos impostos ao país, entra século sai século. Rir dos políticos, graças ao Chico Anysio, era nosso programa predileto. Hoje, com o medo que as emissoras têm do poder público, seu maior patrocinador, o povo está sendo obrigado a rir de si mesmo. Além de ser simplesmente obrigado a rir, com as piadas exageradas, preconceituosas, desinteligentes e de mau gosto empurradas olhos e ouvidos adentro. Mais uma vez recordo o Chico Anysio, que quando encarnava personagens populares, essas personagens eram caricaturas simpáticas, respeitosas, e sempre soavam como homenagens. Ele homenageava; não praticava bulliyng contra o povo brasileiro simples e sofredor... ...Chico Anysio foi foi o grande humor de nossa vida.

PRONTO PARA VOAR Demétrio Sena, Magé - RJ. Solte a linha e me deixe achar o céu,
Continuar lendo

PRONTO PARA VOAR Demétrio Sena, Magé - RJ. Solte a linha e me deixe achar o céu, pois o vento me chama e quero ir, há um véu que precisa ser rasgado pra surgir uma nova dimensão... Tenho sêde, preciso dessas águas que desaguam na linha do horizonte, minhas mágoas se agitam nesta sombra entre as celas do mundo obrigatório... Largue as rédeas e saia do meu ser, já não posso levar o seu entulho, meu orgulho me acorda e quer fluir... Ou a faço cair da imensidão, onde o chão se perder do seu olhar que não sabe me ver além do embrulho...

PESCANDO A VIDA Demétrio Sena, Magé - RJ. Que viver não exija o rebuscar profundo;
Continuar lendo

PESCANDO A VIDA Demétrio Sena, Magé - RJ. Que viver não exija o rebuscar profundo; a certeza do alvo, a precisão da meta; já me baste seguir pra merecer o mundo, e o amor nunca deixe de guiar a seta... Pouco importa o que sobre desta linha reta; meu olhar não precisa mergulhar tão fundo, porque sei que a verdade nunca foi concreta, só o chão da mentira sempre foi fecundo... Pesco a vida sem pressa, deixo meu anzol passear pelas sombras, ir à luz do sol, sem buscar o sentido que meu sonho faz... Só supero a mim próprio, não quero troféu, não é pelo morrer que se conquista o céu nem a guerra tem saldo pra comprar a paz...

PAIS, MÃES E FILHOS Demétrio Sena, Magé - RJ. Nunca tive saudades do meu pai. Tive, sim, saudades do pai que meu pai não foi. Na verdade, saudades de qualquer saudade que teria, se a minha história e de meus irmãos com ele fosse outra.
Continuar lendo

PAIS, MÃES E FILHOS Demétrio Sena, Magé - RJ. Nunca tive saudades do meu pai. Tive, sim, saudades do pai que meu pai não foi. Na verdade, saudades de qualquer saudade que teria, se a minha história e de meus irmãos com ele fosse outra. Ao me tornar e “retornar” pai, passei a ter medo. Um medo imenso de que minhas filhas algum dia não tenham saudades do pai que tiveram, mas, do pai que não fui. Ou que tenham saudades de qualquer saudade que pudessem ter, se nossa história fosse outra. Se tivéssemos história, pelo menos que valesse a pena lembrar. Pais e mães deveriam refletir mais a respeito disso. Deveriam se preocupar em construir com seus filhos, histórias relevantes. De amor e presença. De atenção e cumplicidade. Se houver sofrimento - e sempre há -, que o sofrimento seja compensado por esses atributos indispensáveis à relação pai, mãe e filhos. Que seja por egoísmo. Pelo simples deixar saudades. Não tem problema, porque esse egoísmo tem a capacidade mágica de salvar os filhos de uma frustração eterna.

FEZ-ME SEU Demétrio Sena, Magé - RJ. Soube vir no silêncio que nem deu sinal;
Continuar lendo

FEZ-ME SEU Demétrio Sena, Magé - RJ. Soube vir no silêncio que nem deu sinal; que se fez por completo e desarmou meus medos; desvendou meus segredos desde a não chegada, fez a cama em meu peito que virou seu quarto... Pouco a pouco se achou na minha perdição, nas crateras do chão de minha lua oculta, fui cedendo aos seus raios, virei noite clara, sua rua, seu mundo, sua moradia... Só depois ela veio, propriamente vindo; já me achou preparado para não fugir; desmedindo limites; desfazendo a cerca... Fez-me seu como a vista pertence à visão, a nação a si mesma num planeta justo; como tudo é do todo e todos são de alguém...

TRÊS CORAÇÕES Demétrio Sena, Magé - RJ. Para Júlia e Nathalia
Continuar lendo

TRÊS CORAÇÕES Demétrio Sena, Magé - RJ. Para Júlia e Nathalia Trago no peito, essas duas razões que o íntimo cultua como núcleo do ser. Minha vida se desconhece fora desse contexto. Não há lua que paire sobre meu mundo e dê sentido a qualquer sonho, e não há sol nos meus olhos, quando não as acho nem imagino ao alcance das vistas ou das horas seguintes. Tenho três corações, e no entanto, nem o meu é meu. Todos eles me ocupam para pulsar por elas que são meu horizonte; meu destino. São a vela que move minha embarcação. Sempre foram meu sino, meu sinal de vida. Meu antes e depois, desde que renasci. Nada quero do mundo, senão a certeza do poder deste sentimento que me conduz. Que me faz querer conduzi-las com segurança, mesmo pelas filas incertas do que há de vir. Do que não sei que será, pois nada sou além de mim, mas quero ir enquanto há passos. Voar enquanto há vento, céu e asas. O poder não é meu. Não me pertence. Vem delas o meu dom de sonhar. De me doar e sentir que faço valer o tempo. Esse tempo já sem tempo e sentido para retroceder... mas quem foi que falou em retroceder, se já não tenho passado, e o futuro pertence a elas?

DESAMOR Demétrio Sena, Magé - RJ. Somos restos que ficam da própria loucura;
Continuar lendo

DESAMOR Demétrio Sena, Magé - RJ. Somos restos que ficam da própria loucura; nosso tempo é perdido no voo dos anos; o amor se perdeu nos desvãos da procura e nas tantas mudanças de rumos e planos... Acabaram as linhas; agulhas; os panos; não há como fazer uma nova sutura; temos esta certeza das perdas e os danos; a doença venceu as previsões de cura... Um aceno se oculta no silêncio fundo que se deu nos limites deste fim de mundo entre as velhas paredes vazias de lar... Sempre perto e distantes; hoje muito além; nossas vidas se foram nesse vai e vem; já voltamos demais pra voltar a voltar...

UMA GRANDE PERDA PARA O BRASIL Demétrio Sena, Magé - RJ. Brasil perde Zé Silva de Souza. O pedreiro morreu na manhã desta segunda-feira, vítima de um infarto do miocárdio. Em estado de choque, neste momento a família recebe as condolências de vizinhos e amigos, todos muito emoc…
Continuar lendo

UMA GRANDE PERDA PARA O BRASIL Demétrio Sena, Magé - RJ. Brasil perde Zé Silva de Souza. O pedreiro morreu na manhã desta segunda-feira, vítima de um infarto do miocárdio. Em estado de choque, neste momento a família recebe as condolências de vizinhos e amigos, todos muito emocionados. Natural do Cariri, no Ceará, Zé Silva chegou ao Rio de Janeiro no fim dos anos setenta, para tentar a sorte no seu ofício. Morava no Morro Dona Marta, e além do próprio barraco, trabalhou na construção dos cafofos de João Guerra, Tonho Bocão, Maria do Josenaldo, e também ajudou a erguer várias construções consideradas importantes. Carreira digna de um homem simples e trabalhador. Em pronunciamento à turma do Boteco da Graça, Mané Zoião declarou que que Zé Silva era um grande sujeito, pai carinhoso, e provavelmente um marido arretado, pois a patroa, Chica das Dô, sempre foi doida por ele. Com diploma do antigo primário, Zé Silva lia razoavelmente bem; fazia contas com ligeireza; não tinha preguiça. Nunca usou drogas nem se meteu com traficantes, milicianos ou políticos. Além da patroa, filhos, amigos e admiradores, o pedreiro deixou alguns "cachos", porque não era ferro, e a carne é fraca. Ele foi sepultado em um cemitério da baixada fluminense, região da qual não gostava, pois era torcedor do Flamengo.

GUERRA DE FESTIM Demétrio Sena, Magé - RJ. Fazes ver que o rancor se atropela no excesso;
Continuar lendo

GUERRA DE FESTIM Demétrio Sena, Magé - RJ. Fazes ver que o rancor se atropela no excesso; quebra o gesso e revela essa fratura exposta; uma força que aposta na falsa expressão que não sabe ocultar a confusão dos olhos... Essa ira não casa com tanta campanha, tanto empenho e vitrine pra se destacar; um comício constante por voz ou silêncio, feito fogos no ar, na escuridão da noite... Posso ver teu avesso, como todos podem, já corrói o teu brio tanta exposição, coração tão à vista como num painel... Esse ódio por mim é paixão nuclear; ele samba no ar como quem lança mísseis, numa guerra de nervos; também de festim...

FIM SEM FIM Demétrio Sena, Magé - RJ. É um fim arrastado, preguiçoso e lerdo...
Continuar lendo

FIM SEM FIM Demétrio Sena, Magé - RJ. É um fim arrastado, preguiçoso e lerdo... desistiu até mesmo dessa desistência... fez a cama no beco do seu tanto faz e se fez reticência que não tem mais fim... Um adeus esticado, sonolento e turvo... que se deu e no entanto não deu a partida... uma ida que fica pra mostrar que foi, mas não sai do que foi, como se fosse ainda... O passado é presente na versão dos olhos, temos corpos presentes que já não se têm, porque somos ausências, apesar de corpos... Este fim infinito, rebuscado e tenso no silêncio acuado que refina o grito, é um mito que paira sobre o que morreu...

Jamais questione ou regateie o valor de um serviço qualificado. Limite-se apenas a contratá-lo ou não, depois de avaliar profunda e sinceramente suas condições para tanto. Se for preciso, procure um serviço não qualificado, que não seja necessariamente precário. Apenas não qualif…
Continuar lendo

Jamais questione ou regateie o valor de um serviço qualificado. Limite-se apenas a contratá-lo ou não, depois de avaliar profunda e sinceramente suas condições para tanto. Se for preciso, procure um serviço não qualificado, que não seja necessariamente precário. Apenas não qualificado e, por isso, mais acessível. Cada profissional tem seu valor adequado a determinadas regiões ou grupos socioeconômicos específicos. Esse valor é inalienável. Se este ou aquele profissional se autoavalia superior a qualquer condição econômica, naturalmente perderá campo e terá que se adequar à realidade. No entanto, não se trata de uma adequação a cada caso, pois o mercado estabelece padrões de qualidade, preço e, sobretudo, ética. Sendo assim, não cometa o erro da suposta desqualificação de um profissional. Se ele for de fato um profissional, não se deixará desqualificar com improvisos de preço e padrão de atendimento. A cometer tal erro, prefira o serviço não qualificado. Caso contrário, você corre o risco de contratar uma fraude.

SOLIDÃO DO AMOR Demétrio Sena, Magé - RJ. Demorei pra saber que só és uma imagem,
Continuar lendo

SOLIDÃO DO AMOR Demétrio Sena, Magé - RJ. Demorei pra saber que só és uma imagem, muito embora consiga te sentir no tato, ver teu rosto e julgar que desvendei teus olhos; teu extrato; as entranhas; o que te recheia... Foste o centro ilusório do meu romantismo; da razão atrasada em meus anos de sonho, porque dei ao mesmismo deste sentimento a viagem mais longa, morosa e profunda... Lentamente me alcanço e começo a me ouvir ou querer despertar da solidão do amor que me deixo sentir sem alcançar teu eco... Sou apenas um lobo que geme pra lua isolada na espelho da poça esquecida numa rua distante; sombria; deserta...

SERES HUMANOS Demétrio Sena, Magé - RJ. Jamais compartilhei da ideia de que nos momentos mais mais graves de nossas vidas os familiares e amigos que mais poderiam nos ajudar desaparecem. Não é verdade. Os momentos graves nos afastam dessas pessoas que também têm seus problemas…
Continuar lendo

SERES HUMANOS Demétrio Sena, Magé - RJ. Jamais compartilhei da ideia de que nos momentos mais mais graves de nossas vidas os familiares e amigos que mais poderiam nos ajudar desaparecem. Não é verdade. Os momentos graves nos afastam dessas pessoas que também têm seus problemas cotidianos. E muitas vezes, quando mais precisamos, elas também vivem situações tão ou mais graves do que as nossas, mesmo de naturezas distintas. É aí que faltamos às pessoas queridas que julgamos faltosas, por acharmos que suas condições de ajuda são superiores às nossas. Valorizo e considero de grande auxílio as manifestações distantes de solidariedade: uma ligação telefônica, um recado, bilhete, mensagem, torpedo... até mesmo aquelas perguntas breves nos encontros casuais e apressados. Confesso que chego a telefonar para dar notícias a quem não as pediu, por acreditar, também neste caso, na diversidade das razões. Tais pessoas podem estar tão constrangidas por desejarem muito, mas não poderem ser presentes, que até lhes falta o ânimo para pedir notícias. Chegam a considerar que serão importunas. Talvez estejam impedidas pelas situações tão ou mais graves, ou por viagens inadiáveis, problemas intrincados no trabalho entre outros que necessitam de ação imediata. Meu amor será sempre amor pelos familiares e amigos que não puderam ser presentes em alguns momentos cruciais - inclusive os bons - em minha vida. Também abraço e tranquilizo a quem decidiu nem mesmo se manifestar, pelas sinceras razões há pouco expostas. Além de todos os laços que nos unem, somos seres humanos; próximos; semelhantes. Ademais, um ser humano falho e faltoso como só eu sei que sou, nunca está em condições de julgar alguém.