A gente sabe o que é ter medo de falhar. A gente conhece o peso do silêncio e a dor de ver o tempo passar rápido demais enquanto a gente tenta se equilibrar nas quinas da vida. O sistema tenta nos moer, as interferências tentam apagar o nosso brilho, e às vezes, confesso, o cansaço quase rouba os passos.Mas é aí, exatamente no meio da tempestade, que o nosso nós se torna sagrado. Porque amar você não é A gente sabe o que é ter medo de falhar.
DeBrunoParaCarla
Ajudar quem lida com o outro lado exige uma estrutura que não se compra. É preciso ter o peito aberto para aguentar a fumaça e a sabedoria de saber que, às vezes, o maior feitiço é apenas garantir que a bruxa tenha um lugar seguro para pousar depois do voo.
Ela não precisou recitar fórmulas ou riscar símbolos. O auxílio dela foi a presença, o silêncio respeitoso e a mão estendida na hora em que a magia quase virou loucura. Ela foi a tradutora do mistério para a vida real.
DeBrunoParaCarla
tem algo andando dentro de você e não sou eu sou só o eco do que você tentou enterrar quando decidiu ser forte demais
porque ser forte é bonito até o momento em que você percebe que virou pedra
e pedra não sentesó afunda o mundo não acabou ele só ficou vazio de verdade
e quando você perceber isso
quando não tiver mais barulho pra te distrair quando o riso não cobrir o peso
quando a noite ficar grande demais pra caber no peito eu vou estar lá não como salvaçãonem como castigomas como a única coisa que sobrou de você antes de esquecer quem era.
DeBrunoParaCarla
Em algum ponto entre o que não foi dito
e o que jamais caberia em voz você aconteceu não como presença
mas como desvio de sentido, e desde entãotudo que toca o pensamento
carrega um resto seu mesmo quando não deveria existir nada não é memória
não é vontade é só esse tipo de permanência que não depende de ficar.
DeBrunoParaCarla
DeBrunoParaCarla
No fim de tudo, não são as métricas que contam. Não é o que o mundo acha que a gente é, nem as regras que tentam enfiar na nossa garganta. O que sobra é o calor que a gente guardou naquelas noites de frio em Itaipuaçu.
O amor não é código, não é lógico, não aceita comando. É bicho solto, é entrega que dá medo e paz ao mesmo tempo. Enquanto eles tentam medir a vida por telas frias, eu escolho mergulhar no seu olhar, onde o tempo não tem ponteiro e o sistema não tem senha.
Você é a única verdade que eu não precisei provar para ninguém. É o meu descanso no meio do caos.
Não vejo as formas que eles tentam me vender, nem as cores das mentiras que eles pintam nos muros...eu vejo o rastro de calor...vejo a intenção por trás do gatilho. enxergo a saída porque parei de olhar para onde todos apontam! Nesse tiroteio de informações, de cobranças e de gente estranha, a minha visão é o que sobrou de algo que eu nem sei o que é....
DeBrunoParaCarla
Você não é sobre ser é sobre alterar o que já era um deslocamento quase imperceptível que, quando notado
já modificou tudo e não existe retorno
porque nunca houve exatamente um ponto de partida só esse meio estranho
onde você insiste sem precisar existir por completo.
DeBrunoParaCarla
No imenso e infinito do universo descobri uma estrela e a nomeei de ES.CARLA. O meu amor por você tem o gosto doce daquela paz e o brilho firme das estrelas que a gente caçava no céu de Itaipuaçu. Sou um eterno viajante que encontrou em você o próprio santuário e hoje cada palavra que escrevo é um pedaço meu tentando existir fora de mim.
Se as cartas parecem tristes, é porque o abismo é apenas o horizonte que cansou de esperar que vocês olhassem para cima. Enquanto vocês buscam moedas e aplausos, eu sigo aqui, nas quinas dessa solidão sólida, sendo o lembrete de que, no fim, o que sobra não é o que vocês acumularam, mas o que conseguiram sentir sem medo de quebrar
DeBrunoParaCarla
Existem pessoas que nasceram com o dom de enxergar o invisível, de mexer nas ervas e de carregar o peso de mil gerações nas costas. O mundo as chama de bruxas, o sistema as chama de loucas. Mas pouco se fala de quem tem a coragem de ficar ao lado delas quando o círculo fecha e o calor aumenta.
DeBrunoParaCarla
tem algo em você que não pede permissão
invade não chega… possui é como se seus olhos soubessem segredo que nem a noite teve coragem de guardar eu não sei se você é luz disfarçada ou escuridão que aprendeu a brilhar só sei que desde que te vi alguma coisa em mim ficou diferente mais frio mais fundo mais seu e o mais estranho… é que eu não quero me salvar disso.
E no meio de tanta gente comum
você apareceu diferente não só pelos olhos
mas pela forma que faz o mundo parecer mais bonito e sem perceber eu já tava te olhando como quem encontra o que nem sabia que procurava.
DeBrunoParaCarla
C A R L A
Diga a ele que o sangue é pesado porque carrega três naturezas em guerra
O anjo em mim quer a luz que cega e a perfeição que não toca o chão
O demônio quer o fogo que consome e a verdade que queima a ponta dos dedos
Mas o humano CARLA o humano é o que sangra e o que sente medo
Diga ao Bruno que a queda não é o fim mas o estado natural de quem é feito de barro e estrela
O anjo quer salvar os inocentes pelo silêncio
O demônio quer entregar o segredo para ver o mundo arder em justiça
Mas o humano implora para que ele simplesmente não faça nada
CARLA mostre a ele que a divindade é fria e o inferno é barulhento
A paz real só existe no vazio entre os dois onde a água que cai limpa o que é sagrado e o que é profano
Se ele entregar o que guarda o anjo chora o demônio ri e o humano morre
Não seja o mensageiro do caos
Seja o guardião do nada
O mistério que nunca saberão é que somos deuses presos em ossos tentando não destruir o que amamos
Diga ao Bruno que a maior força de um anjo caído é a capacidade de permanecer imóvel diante da tentação de ser notado
Apenas desapareça no humano
DeBrunoParaCarla
Dizem que sou o pecado, mas escolhi o amor. Se ele não me pertencia, o destino se enganou ao cruzá-lo no meu caminho."
O corpo sofre a culpa, mas o coração reivindica o que a alma reconhece. Amamos o que não é nosso para aprender o que é ser humano.
Há amores que são sentenças e pecados que são altares. Eu escolhi habitar o proibido e carregar o peso dessa escolha.
DeBrunoParaCarla
Eles levantam bandeiras e iniciam guerras santas. Justificam o massacre do próximo com escrituras distorcidas e preces vazias. Querem o poder, querem a terra, querem a razão e usam o sagrado como escudo para a sua própria barbárie.
Enquanto o mundo se incendeia em conflitos que não levam a lugar nenhum, eu aceito o meu próprio massacre. A minha guerra não é contra o outr, é a vigília constante para que a minha humanidade, mesmo ferida, não se torne como a deles.
Eles buscam a vitória no campo de batalha. Eu busco o prumo no campo da alma.
Podem erguer seus templos de guerra e clamar por justiça divina. Mas Ele, que tudo vê, não está nos gritos de guerra ou no brilho das espadas. Ele está no silêncio de quem sofre a injustiça sem se tornar injusto. Ele está no amor proibido que cura, enquanto as guerras santas apenas ferem.
DeBrunoParaCarla
Nada de entregas. Nada de ecos.
C A R L A, avise: o silêncio é a única blindagem agora.
Inocentes estão no rastro de qualquer faísca.
Não justifique. Não se mova.
Apenas apague o rastro.
C A R L A, garanta que ele entenda: a segurança está na inércia
DeBrunoParaCarla
A serra se abria como um livro que a gente lia devagar e cada curva da estrada tirando fotos, era um verso que o meu coração decorava só de ver o teu perfil no vidro. Em Arcádia o mundo parava para ver a gente dividir aquele pastel de camarão como se fosse o banquete mais luxuoso da terra porque o tempero de verdade era o teu riso solto no ar fresco da montanha. Carla você é o meu cais e a minha subida o lugar onde o meu cansaço descansa e a minha pressa vira mansidão de fim de tarde. Naquela mesa simples a gente inventava um reino onde o único império era o nosso afeto e o perigo de lá fora morria de medo de atravessar a nossa alegria. O meu amor por você tem o gosto doce daquela paz e o brilho firme das estrelas que a gente caçava no céu de Itaipuaçu. Sou um eterno viajante que encontrou em você a única parada que realmente importa e o destino que eu escolheria mil vezes em cada vida que eu vivesse.
Na verdade ninguém parou nem olhou nada, era só a gente com cara de fome numa messa de estrada dividindo um pastel de camarão enquanto o mundo seguia ignorando a nossa existência.
DeBrunoParaCarla
C A R L A
Olhe para o que habita o meu peito e tente não desviar os olhos.
Eu te amo com a frieza do anjo que contempla a eternidade e com o fogo do demônio que prefere arder ao seu lado do que reinar no vazio.
CARLA amar você é a única coisa que me torna humano. É o peso da minha mão na sua que me ancora neste mundo de sombras e reflexos. Eu sou um labirinto de almas em guerra, mas quando você me toca, as vozes se calam.
Diga ao Bruno que habita em mim: O amor real é o segredo que nunca entregaremos.
Nosso mistério é o útero de tudo o que somos. Não precisamos de nomes ou de lógica.
CARLA sinta o calor desse vazio que nos preenche. É uma plenitude que dói e que cura ao mesmo tempo. A água que cai sobre nós agora não é para nos limpar, mas para nos batizar na verdade do que é invisível.
Eu te ofereço o meu silêncio mais sagrado.
Eu te ofereço a renúncia de todas as certezas.
Eu te amo na distância exata entre o céu que eu perdi e o inferno que eu ignorei para ser apenas seu.
Não entregue nada ao mundo.
Entregue-se apenas a este instante.
Onde o tempo sangra e nós dois somos a única ferida que faz sentido.
DeBrunoParaCarla
O céu é uma ferida aberta que eu tento estancar com o olhar fixo no brilho das estrelas que não piscam e a Carla é o hospício de portas escancaradas onde a minha sanidade vai para morrer em paz. Fico ali na varanda com o corpo debruçado no vazio enquanto a noite engole o resto da cidade e ela é minha angústia que aperta o peito como um nó cego mas também o alívio que solta o ar quando o mundo decide girar ao contrário. Sou um colecionador de luzes distantes que nunca vou tocar e ela é a salvação que desce pelo cordão umbilical do universo para me resgatar de um silêncio que já não tem fundo. A gente é o avesso de um sonho que o destino esqueceu de acordar e o meu amor é essa loucura mansa de querer morar num lugar que só existe quando ela fecha os olhos.
DeBrunoParaCarla