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Frases de Davi Lima Gunther

78 frases

⁠fui eu quem te disse: "oh! cupido, vai longe de mim" assim como celly campello,
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⁠fui eu quem te disse: "oh! cupido, vai longe de mim" assim como celly campello, mas você decidiu me acertar e desenhar alguém que me desejaria como quem se divertia com um novelo.

⁠entre os cortes rasos de uma faca cega e os profundos de uma espada medieval, aos imensos vórtices do espelho que refletem a estranha sinestesia
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⁠entre os cortes rasos de uma faca cega e os profundos de uma espada medieval, aos imensos vórtices do espelho que refletem a estranha sinestesia do cheiro do sangue vermelho que jorra de alguém que já se foi; e ecoam o som dos passos rápidos de um mago que custa ao desvendar um mistério, mesmo já sabendo para quem seria passado o trono do império, ou do clero que arrasatavam suas túnicas ao chão etéreo desesperados ao som do anúncio da guerra dos ingleses, manchando de terra o pano branco lavado pelos camponeses. um estranho caminho já traçado me leva a segui-lo inteiro passo a passo sentindo o toque gelado da armadura de aço, ao cheiro forte da sala do trono feito de couro legítimo, os mapas do comércio marítimo e as decisões tomadas para a próxima guerra, as toras de madeira na lareira me esquentam e ainda ouço elas sendo cortadas ao som da serra, que em conjunto, formam um futuro já criado que se desenterra. designado da passagem de um trono hereditário; na cabeça, uma coroa que pesa desde o berçário que resultava do trabalho árduo hierarquicamente vindo dos currais de terrenos feudais, no fim, acabamos todos como os nossos pais. pelo castelo passeiam os plebeus e os bobos da corte com falsas piadas disfarçadas de críticas sociais sujando as américas e o europeu, de quem desmerece tudo que passou, de quem nas trincheiras morreu. não sou culpado, todo o meu futuro já está escrito, desde quem mora em castas cobertos por vestes gastas ou do mundo dourado da corte que será maquiado em alguns séculos por cineastas, quem te dá a certeza que foi essa vida que valeu? você me questiona muito, o por que de não mudar a realidade, por que estamos em época de um histórico apogeu elogiando um livro facilmente mesmo para quem nunca o leu, entre quatro mil palavras e filosofias diz que não nasci pra isso, mas afinal, quem sabe para que nasceu?

⁠nos meus belos tons de arrogância e falso moralismo, minhas atitudes são devoradas antes de chegar ao meu sexto sentido, parte de mim está de stand-by,
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⁠nos meus belos tons de arrogância e falso moralismo, minhas atitudes são devoradas antes de chegar ao meu sexto sentido, parte de mim está de stand-by, mas a outra me abraça como quem sempre quisesse estar alí, de todas as saídas de emergência, eu fugi. pouco influenciável mas um humor facilmente sádico, o corpo responde por atitudes que o cérebro diz ser esporádico. delírio eruptivo, fé, coragem e combustível, pele revestida de ferro maciço, me movimentando com álcool e gasolina: dependo de uma vida que me levanta sobre duas rodas, é minha sina. de maior e vacinado entre fogo cruzado: filho do sol, neto das estradas, sobrinho do tiroteio, velocidade incapaz de rastreio, criação de novas modas, me namorando no espelho do purgatório, mudo meu nome no cartório. comigo é mais de 100 por hora, se quer ser como eu, não se demora, sou revolução sonora, já tô do lado de fora. a plateia se torna ainda mais quente quando se está na linha de frente; legião, o meu futuro também não é mais como era antigamente. amarro céus e conjunções, fugi de askaban e mais quatro prisões. fruto das mais mirabolantes teorias, nasci nas ruas, nas avenidas, nas vias, quer me lamber mesmo sem me ver, não desvie o olhar, sou o produto da sua mente ou o que quiser caçar. não choro mais no banheiro, na vida passada fui um grande guerreiro que para perguntas idiotas, entrego respostas imbecis: um dia vou dar orgulho ao meu país, porém duvido que quando a morte chegar, eu esteja vivo, entregue a tudo o que vou ser e sou: me resulto do dia em que algo quase me matou, mas nunca vai achar onde me deixou.

⁠de ti, eu não vou esquecer. pois sempre lembre que de cima, eu vou te ver.
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⁠de ti, eu não vou esquecer. pois sempre lembre que de cima, eu vou te ver. mesmo que da pior forma. me conformo que aqui, você não vai entrar e não me importo de você não estar. depois de me machucar, você só me serviu de me aprendizado. porque sempre foi melhor ver você atirar do que doer quando me acertar.

⁠o maquinista deu a partida, o apito assoou na imensidão dos universos, o cheiro de fumaça invadiu os vagões
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⁠o maquinista deu a partida, o apito assoou na imensidão dos universos, o cheiro de fumaça invadiu os vagões e os trilhos sumiam assim como as velhas paixões. agora me restava acostumar com o barulho de cada pirueta ao passar de planeta em planeta. a partir dalí, entendi que sempre existiram mundos imersos: alguns com pensamentos adversos e outros sonhando em serem descobertos. as cores do céu saltavam, vozes de dentro do meu corpo ecoavam como gritos de felicidade, que iriam desde o mais novo até a maioridade. já que antes eu não tinha data pra comemorar, meus dias eram de par em par, apesar de ser tão disperso, sinto que o meu próprio universo tornou-se o meu lar. eu viajava por cada vagão como um alien superstar entendendo que eu poderia sim fazer sentido mas não em qualquer lugar. era como harry indo para hogwarts, era novo mas sabia que alí era onde sempre deveria estar. eu funciono a mil quilômetros por hora, assim como a provável velocidade desse trem que entram estranhos ventos novos me lembrando de quando eu vivia sem. a atmosfera azul formada pelos 70% de água foi tomada pelo obscuro do espaço que parecia vazio, mas ainda ocupava grandes pedaços e brilhava com o encadeamento do resto das estrelas se partindo em milhões de estilhaços. "código terra", era o som que o maquinista emitia em cada vagão informando a próxima parada indefinida e até então, indecifrável a qual eu escolheria mesmo temendo a tensão já que às vezes parar em algum lugar é a única opção. desci do vagão, senti uma estranha sensação: era como se um buraco negro me sugasse para outra dimensão. a criação de um recomeço, um renascimento, a volta de quem foi embora cedo mas se me der vontade de mudar ou se me der medo, volto a esse trem e crio um novo enredo: mas silêncio, isso é nosso segredo.